sexta-feira, 25 de abril de 2025

O nosso mundo - Liberdade?

(hoje apeteceu-me fazer este escrito, já há muito tempo não escrevia nada. Quero deixar o meu testemunho de “ainda” me sentir livre)           

Hoje, no dia que, Portugal comemora o vinte e cinco de abril de mil novecentos e setenta e quatro, já lá vão cinquenta e um anos, como o dia da liberdade e da democracia, não podemos esquecer que na europa se trava uma guerra, há mais de três anos, motivada pela cobiça e desvario de um homem, “Putin”, que não hesita em sacrificar os seus concidadãos, (russos), os do país invadido (ucranianos), e outros que para lá (guerra) foram/são enviados (norte-coreanos), por outro louco (Kim Jong-Un).

O “nosso mundo”, de há uns tempos a esta parte, está a ser “invadido”/dirigido por LOUCOS.

Uns são eleitos, sob o disfarce de democracia, realizam eleições, que de sérias e livres, têm muito pouco, ou nada. Caso das recentes eleições na Rússia, Estados Unidos da América e da China. Apenas refiro estes três por serem os maiores e mais emblemáticos, mas há outros, infelizmente.

Em Portugal, realizam-se eleições quase anualmente, é votado com maioria, não tem de ser forçosamente maioria absoluta, um determinado partido, nestas últimas eleições, a coligação AD (Aliança democrática) composta pelos partidos PSD, CDS, e Monárquicos. Foi indigitado o primeiro ministro para governar (Luís Montenegro).   

A oposição, (restantes partidos) não satisfeitos com a governação, porque acham que fazem melhor, mas, quando lá estão, fazem o mesmo ou pior, há falta de melhor, criam casos e casinhos para derrubar o governo.

- Mas que oposição é esta?

- Mas que democracia é esta?

Eu que sou um leigo nestas matérias, penso! Não seria suposto que, quem vence as eleições cumprisse o mandato até final? Para o qual foram mandatados pela maioria de eleitores, e em muitas eleições, não a maioria dos portugueses, porque são coisas bem diferentes.

- Não! em democracia, e em Portugal, para o bem ou para o mal, não governa que vence as eleições. Exemplos recentes em que um partido, (PS), não tendo a maioria de votos, criou/inventou “uma geringonça”, e com isso foi governo.

Agora, não se criou uma geringonça, mas os “geringonços”/opositores, apressaram-se a acabar com a “festa”. E, é esta a democracia e a liberdade que se vive em Portugal.

Noutras paragens, recentemente, foi eleito outro louco, criminosos, (Trump) condenado pelos tribunais do seu país.

A verdade é que não enganou ninguém, disse claramente ao que vinha, nisso está inocente…os culpados são os americanos, que sabendo ao que ele vinha, lhe deram o voto, para ele pôr e dispor a seu belo prazer. Então, temos o mando e desmando contínuos. Taxas comerciais super loucas, acordos e desarcordos para a paz. Governo do país nas redes sociais.

- Diz o “homenzinho” que, com ele a guerra na Ucrânia nunca teria começado.

- Diz o “homenzinho” que uma vez eleito, acabaria com a guerra em vinte e quatro horas.

- Diz o “homenzinho” que para isso bastaria um simples telefonema.

Até este momento, já passaram duas mil duzentas e oitenta horas (2280), certamente já fez imensos telefonemas, para além das muitas reuniões.

- já acabou com a guerra?

Para acabar com a guerra, diz, tem de haver negociação. Mas, nesta negociação toma os interesses do agressor.

Diz que o “culpado” é o agredido (Zelenky) com quem é difícil negociar.

Para ter a noção do que é a negociação proposta, e o que é pedido ao povo ucraniano e ao seu presidente, por estes ditadores, imagine, fazer o seguinte exercício de raciocínio:

- imagine que a sua casa é invadida por criminosos, alegando que outrora eles, ou os seus antepassados, pais, avós etc. já viveram nessa casa e que já lhes pertenceu;

- imagine que responde à agressão, tentando expulsá-los. Mas eles, por serem mais corpulentos e possuírem armas que não possui, não consegue expulsá-los;  

- pede ajuda aos vizinhos e amigos, estes a “medo” ou por interesses não confessos, dão-lhe a ajuda às pinguinhas, proibindo-o de as usar eficazmente não só na defesa, mas sobretudo no ataque;

- esta luta, comprovando a sua audácia, resistência, coragem e morte, vai-se arrastando no tempo;

- entretanto, um dos amigos é substituído por outro, com forte inclinação para o lado dos invasores;

- alegando, já haver muitas mortes, mas o interesse é outro, é o de repartir o espólio, propõe um acordo,  para que os invasores saiam de casa você tem de lhes dar uma parte da casa, a cozinha, a televisão, o frigorifico e o fogão.

É esta a negociação.

O que você fazia?

A única negociação possível e justa, era que os vizinhos e amigos se juntassem, dando um prazo de vinte e quatro horas para saírem com o seu pé, como entraram, ou saírem dentro de um caixão. Para não terem hipóteses de voltarem a entrar sem autorização.  

Tenho ouvido muitos comentadores a defenderem a negociação, mas que negociação é essa em que se pede que o agredido ceda em tudo e o agressor triunfe nos seus objectivos.

Nesta guerra e noutras, há apenas uma negociação possível:

- Exigir, a bem ou a mal, que o agressor se retire dos territórios invadidos;

- que reponha, a suas expensas, todos os danos materiais que provocou, já que não pode repor as vidas que assassinou.

Ainda bem que os ucranianos têm um Zelenky.

Infelizmente, vai ter que ceder, nos territórios ocupados, por um invasor.

- Infelizmente, vai ter que ceder nos contratos das terras raras e outros.

-Infelizmente, a Ucrânia vai deixar de ser país soberano e livre.   

Se não estivermos atentos aos ditadores, que, sob a capa da democracia e liberdade são eleitos, breve, muito brevemente , o “nosso mundo” vai deixar de ser livre.

Oxalá esteja enganado.

Vinte e cinco de abril, SEMPRE!

VIVA  A  LIBERDADE!