(hoje apeteceu-me fazer este escrito, já há muito tempo não
escrevia nada. Quero deixar o meu testemunho de “ainda” me sentir livre)
Hoje, no dia que, Portugal
comemora o vinte e cinco de abril de mil novecentos e setenta e quatro, já lá
vão cinquenta e um anos, como o dia da liberdade e da democracia, não podemos
esquecer que na europa se trava uma guerra, há mais de três anos, motivada pela
cobiça e desvario de um homem,
“Putin”, que não hesita em sacrificar os seus concidadãos, (russos), os do país
invadido (ucranianos), e outros que para lá (guerra) foram/são enviados
(norte-coreanos), por outro louco (Kim Jong-Un).
O “nosso mundo”, de há uns tempos a esta parte, está a ser
“invadido”/dirigido por LOUCOS.
Uns são eleitos, sob o disfarce
de democracia, realizam eleições, que de sérias e livres, têm muito pouco, ou
nada. Caso das recentes eleições na Rússia, Estados Unidos da América e da
China. Apenas refiro estes três por serem os maiores e mais emblemáticos, mas
há outros, infelizmente.
Em Portugal, realizam-se eleições
quase anualmente, é votado com maioria, não tem de ser forçosamente maioria
absoluta, um determinado partido, nestas últimas eleições, a coligação AD
(Aliança democrática) composta pelos partidos PSD, CDS, e Monárquicos. Foi
indigitado o primeiro ministro para governar (Luís Montenegro).
A oposição, (restantes partidos)
não satisfeitos com a governação, porque acham que fazem melhor, mas, quando lá
estão, fazem o mesmo ou pior, há falta de melhor, criam casos e casinhos para
derrubar o governo.
- Mas que oposição é esta?
- Mas que democracia é esta?
Eu que sou um leigo nestas
matérias, penso! Não seria suposto que, quem vence as eleições cumprisse o
mandato até final? Para o qual foram mandatados pela maioria de eleitores, e em
muitas eleições, não a maioria dos portugueses, porque são coisas bem
diferentes.
- Não! em democracia, e em
Portugal, para o bem ou para o mal, não governa que vence as eleições. Exemplos
recentes em que um partido, (PS), não tendo a maioria de votos, criou/inventou “uma geringonça”, e com
isso foi governo.
Agora, não se criou uma
geringonça, mas os “geringonços”/opositores, apressaram-se a acabar com a
“festa”. E, é esta a democracia e a liberdade que se vive em Portugal.
Noutras paragens, recentemente,
foi eleito outro louco, criminosos, (Trump) condenado pelos tribunais do seu
país.
A verdade é que não enganou
ninguém, disse claramente ao que vinha, nisso está inocente…os culpados são os
americanos, que sabendo ao que ele vinha, lhe deram o voto, para ele pôr e
dispor a seu belo prazer. Então, temos o mando e desmando contínuos. Taxas
comerciais super loucas, acordos e desarcordos para a paz. Governo do país nas
redes sociais.
- Diz o “homenzinho” que, com ele
a guerra na Ucrânia nunca teria começado.
- Diz o “homenzinho” que uma vez
eleito, acabaria com a guerra em vinte e quatro horas.
- Diz o “homenzinho” que para
isso bastaria um simples telefonema.
Até este momento, já passaram
duas mil duzentas e oitenta horas (2280), certamente já fez imensos
telefonemas, para além das muitas reuniões.
- já acabou com a guerra?
Para acabar com a guerra, diz,
tem de haver negociação. Mas, nesta negociação toma os interesses do agressor.
Diz que o “culpado” é o agredido
(Zelenky) com quem é difícil negociar.
Para ter a noção do que é a
negociação proposta, e o que é pedido ao povo ucraniano e ao seu presidente, por
estes ditadores, imagine, fazer o seguinte exercício de raciocínio:
- imagine que a sua casa é
invadida por criminosos, alegando que outrora eles, ou os seus antepassados,
pais, avós etc. já viveram nessa casa e que já lhes pertenceu;
- imagine que responde à
agressão, tentando expulsá-los. Mas eles, por serem mais corpulentos e possuírem
armas que não possui, não consegue expulsá-los;
- pede ajuda aos vizinhos e
amigos, estes a “medo” ou por interesses não confessos, dão-lhe a ajuda às
pinguinhas, proibindo-o de as usar eficazmente não só na defesa, mas sobretudo
no ataque;
- esta luta, comprovando a sua
audácia, resistência, coragem e morte, vai-se arrastando no tempo;
- entretanto, um dos amigos é substituído
por outro, com forte inclinação para o lado dos invasores;
- alegando, já haver muitas
mortes, mas o interesse é outro, é o de repartir o espólio, propõe um acordo, para que os invasores saiam de casa você tem
de lhes dar uma parte da casa, a cozinha, a televisão, o frigorifico e o fogão.
É esta a negociação.
O que você fazia?
A única negociação possível e
justa, era que os vizinhos e amigos se juntassem, dando um prazo de vinte e
quatro horas para saírem com o seu pé, como entraram, ou saírem dentro de um
caixão. Para não terem hipóteses de voltarem a entrar sem autorização.
Tenho ouvido muitos comentadores
a defenderem a negociação, mas que negociação é essa em que se pede que o
agredido ceda em tudo e o agressor triunfe nos seus objectivos.
Nesta guerra e noutras, há apenas
uma negociação possível:
- Exigir, a bem ou a mal, que o
agressor se retire dos territórios invadidos;
- que reponha, a suas expensas,
todos os danos materiais que provocou, já que não pode repor as vidas que
assassinou.
Ainda bem que os ucranianos têm
um Zelenky.
Infelizmente, vai ter que ceder,
nos territórios ocupados, por um invasor.
- Infelizmente, vai ter que ceder
nos contratos das terras raras e outros.
-Infelizmente, a Ucrânia vai
deixar de ser país soberano e livre.
Se não estivermos atentos aos
ditadores, que, sob a capa da democracia e liberdade são eleitos, breve, muito
brevemente , o “nosso mundo” vai deixar de ser livre.
Oxalá esteja enganado.
Vinte e cinco de abril, SEMPRE!