

NEM TANTO À TERRA NEM TANTO AO MAR
Decidi criar este blog "Nem tanto à terra nem tanto ao mar" para iniciar o que me vai no pensamento. Não, não é engano, quero mesmo que se chame assim. Já sei que não se diz assim, mas eu digo como quero, ou não posso? Não? Mas afinal de quem é o blog? É meu, fui eu que o criei, ou foste tu? Esclarecidos? Sim? Ok! então vai chamar-se mesmo "Nem tanto à terra nem tanto ao mar" sim porque eu gosto de ser do contra, ou talvez não, a ver vamos.
terça-feira, 24 de março de 2026
Flor Alentejana - Rainha das Flores
segunda-feira, 23 de março de 2026
Dia mundial da Poesia

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026
Nem tudo corre mal
Ontem, 08/01/2026, fui levar o meu filho mais velho, nora e neta, ao aeroporto de Lisboa. Perguntarão, - o que é que isso nos interessa?
- Claro que nada!
Mas, talvez interesse saber que, felizmente, ainda há pessoas empáticas, responsáveis e diligentes nos serviços públios que prestam.
Temos por hábito, eu pecador me confesso, criticarmos, eu critico muito mais do que elogio e devia ser precisamente o contrário. Talvez não o façamos tanto, porque, infelizmente, haja muitos mais motivos para críticas do que para elogios. Ou talvez por deformação educaional e intelectual nossa, nos foquemos muito mais no negativo em vez de nos focarmos no positivo.
Ontem foquei-me muito mais no positivo, embora tenham decorrido muitas situações "negativas" que poderiam levar ao desespero.
No meio desta negatividade, sempre acreditei que "ia correr tudo bem" e correu... felizmente.
Não querendo focar-me nos acontecimentos negativos, apenas os vou narrar para melhor compreensão daquilo que foi um início de ano, digamos menos bom, mas que se vai tornar na força impulsionadora para um ano, que tenho a certeza vai ser ótimo.
Acontecimentos negativos:
No dia 07/01/2026 o meu filho e família tinham voo marcado de regresso a Bruxelas.
Em consequência do mau tempo, o voo foi anulado e marcado para outra companhia aérea para o dia seguinte.
Não satisfeitos com esta anulação e remarcação, acontece que, na primeira marcação tinham voo direto Lisboa/Bruxelas, na segunda foi com transbordo em Madrid. Uma viagem de duas horas e meia, passou para mais de nove horas.
Tinham o despacho de duas malas de porão, na remarcação, apenas permitiam uma, vá-se lá saber porquê...
Conforme reprogrado, e como digo no início, ontem lá vamos a caminho de Lisboa.
Só que, "os maus acontecimentos" ainda não tinham terminado. A carrinha que nos transportava, Peugeot 508, a dois terços do caminho, resolveu dizer, - daqui não ando mais... só se me levarem ao colo. E não andou mesmo...raios partam a merda da carrinha, já me deixou a pé duas ou três vezes...raios partam a merda da eletrónica ...
Resultado, tive de contactar a assistência em viagem. Se há seguros que valham a pena, ele vale.
O aparecimento do reboque, foi rapidíssimo, o aparecimento do táxi, um "pouco mais lentos" e nós, a vermos passar as horas e o táxi sem aparecer... já se desesperava dentro do carro à espera, às 09h30 que já deveríamos estar no aeroporto, ainda aguardávamos a chegada do táxi. O voo era às 11h30.
Acontecimentos positivos:
Finalmente o táxi chegou, já sabíamos que era uma "senhora" a condutora, antes dela chegar, já se dizia que não íamos chegar a horas de se despacharem malas e se fazer o embarque.
A Senhora condutora chegou às 09h45. Pusemo-la a par da situação que teríamos de estar no aeroporto o mais rápido possível.
A Senhora condutora disse:
- não vos quero desesperar, mas acho que não se vai conseguir estar-se lá a horas...
A minha nora, embora não entenda o português, entendeu o suficiente do que a Senhora condutora disse, chorou...
Ah! Já me esquecia...uma parte "cómica", o meu filho que nem as WC públicas utiliza, eu acho, do que me lembro, nem nunca fez xixi na rua, desta vez, enquanto esperávamos a chegada do táxi, não só fez xixi como também aliviou a calça, se é que me entendem...
Isto foi um aparte...
Retorqui à Senhora condutora
- claro que vamos conseguir chegar lá a horas...
Pusémo-nos a caminho, chegámos ao aeroporto às 10h30.
Filas enormes, como levávamos uma bebé de dois anos e meio, num carrinho e se tem prioridade, mandaram-nos de uma fila para a outra, que neste caso atrapalhava mais do que adiantava...
No local de despacho da mala que era suposto estar válida, sabíamos que uma, não tinha sido validada, "descobrimos" que bem essa estava válida. Mas, a troco de mais uns euros, conseguiu-se despachar as duas malas.
Estávamos a cinco minutos das portas de embarque fecharem.
O elogio:
O Senhor que despachou as malas, e porque a porta de embarque estava prestes a fechar, saiu do seu local de atendimento e levou diretamente o meu filho, esposa e filha à porta de embarque.
Lamento não ter fixado o nome do Senhor, ele "Merecia", no bom sentido, ser referido, o meu pedido de desculpas, mas deixo aqui o meu agradecimento público da empatia, diligência e forma eficaz de contribuir para a resolução de uma situação que sem o seu contributo direto, muito provavelmente o meu filho e família teriam perdido o voo.
O meu agradecimento também à senhora taxista, que tudo fez para chegar o mais rápido possível ao aeroporto, sem o seu contributo também, muito provavelmente não se teria chegado a horas. E fez mais, teve a gentileza de me ter ligado, momentos mais tarde, a perguntar se tinham conseguido embarcar.
São dois exemplos que quero realçar daquilo que nos deve nortear como seres humanos.
Obrigado a ambos.
Ah! O funcionário "despachante das malas" pertence à TAP.
Nem tudo é "mau" na TAP
O "mau agoiro" ainda continuou no aeroporto de Madrid, mas que também se resolveu.
Com todas estas peripécias, acredito que o ano de 2026 vai ser ótimo, porque tudo se vai resolver da melhor maneira.
sábado, 3 de janeiro de 2026
Onde andam os líderes europeus?
quarta-feira, 17 de dezembro de 2025
Canção de Natal - O Menino Jesus e os Reis Magos
|
No
silencio da noite estrelada, Nasceu
o amor, nasceu a luz, Um
menino em sua manjedoura, Brilhava
mais que a própria cruz. Os
pastores com alegria, Anunciaram
a boa nova, E
os Reis Magos em jornada, Seguiram
a estrela que renova.
(Refrão) Oh, menino Jesus,
tão querido, Com os Reis
Magos a caminho, Belchior,
Gaspar e Baltazar, Trazendo
presentes, amor e carinho. Naquela noite
de magia, A esperança
renascia, Em cada
coração, a melodia, Cantando em paz e harmonia
O
ouro, o incenso e a mirra, Símbolos
do que viria, Reis
de terras distantes, Em
adoração, se uniriam. Lágrimas
de alegria e fé, O
mundo inteiro, a celebrar, O
nascimento do Salvador, Que
veio para nos amparar.
Nota: Estes versos são inéditos e foram feitos, para, eventualmente, poderem ser cantados pela Tuna da Academia de Santa Clara de Portalegre. É proibida a sua reprodução sem oa autorização expressa do autor. |
(Refrão) Oh, menino
Jesus, tão querido, Com os Reis
Magos a caminho, Belchior,
Gaspar e Baltazar, Trazendo
presentes, amor e carinho. Naquela noite
de magia, A esperança
renascia, Em cada
coração, a melodia, Cantando em paz e harmonia
Neste
Natal, lembremos juntos, Do
amor que é essencial, Como
os Reis, que em sua jornada, Nos
mostram o verdadeiro Natal.
(Refrão) Oh, menino
Jesus, tão querido, Com os Reis
Magos a caminho, Belchior,
Gaspar e Baltazar, Trazendo
presentes, amor e carinho. Naquela noite
de magia, A esperança renascia, Em cada
coração, a melodia, Cantando em paz e harmonia |
segunda-feira, 15 de dezembro de 2025
Antes que seja tarde demais...
quinta-feira, 4 de dezembro de 2025
E parece que não aconteceu nada
Há três dias,
(01/12/2025), Sua Exª o Presidente da república, professor Marcelo Rebelo de
Sousa, deu entrada no Serviço Nacional de Saúde (SNS), no hospital público São
João do Porto, para ser intervencionado a uma hérnia encarcerada.
Dir-me-ão que nada de
anormal, uma vez que, era uma “situação de urgência”.
Verdade que, seria um “caso normal”, se todos os cidadãos que se dirigem ao serviço nacional de
saúde (SNS), fossem atendidos com a mesma rapidez e diligencia, com que foi
recebido e socorrido, o Sr presidente da república. Infelizmente assim não é,
como sabem/sabemos todos os que têm de recorrer ao SNS.
A “ANORMALIDADE” está
precisamente nesta diferenciação de critérios, tendo por base, o “estatuto” do precisado.
Dir-me-ão, então
deixava-se morrer o “homem”!?
Eu respondo: Faria
alguma diferença? Quantos de nós morremos todos os dias às portas dos hospitais
e nas ambulâncias. Quantas mulheres parem dentro das ambulâncias, por andarem
de um lado para o outro?
Claro que faria
diferença. Já imaginaram se ao presidente da república, a um ministro, a um
deputado, lhes fossem recusadas as entradas e assistências hospitalares às
portass do SNS?
Se um deles morresse,
por esta falta de assistência, tenho a certeza, que o SNS seria outro.
Quando se diz que
“todos” somos iguais, que não há diferenças, na assistência médica, justiça,
etc. pura mentira e hipocrisia como fica demonstrado com este exemplo e muitos
outros.
O pior, é que nós aceitamos
que a normalidade é esta, uns
passarem à frente dos outros, uns podem ser socorridos outros não, e, acreditarmos
na mentira e nos deixarmos levar.
Agora, que se está em
campanha eleitoral, e que os candidatos, tanto defende um melhor SNS, seria
bom, perguntarem-lhes, o que pensam sobre estes “privilégios”?
O Sr presidente da
república, veio no dia da alta elogiar o SNS.
Não! devia em primeiro
lugar ter recusado “privilégios” e ter-se dirigido a um hospital privado. Ah! Pois,
mas aí vinham as críticas desta opção. São as contingências da vida, fazer
opções, e arcar com as consequências.
Por outro lado, não
devia ter elogiado o SNS, devia sim tê-lo criticado, por este mesmo SNS, fazer diferenciação
de utentes. Afinal perante o SNS não somos todos iguais?
A comunicação social não teria
aqui uma oportunidade para levantar esta questão?
Para eles e para a
maioria de todos nós, “parece que não aconteceu
nada”, mas aconteceu, e muito, só que, todos achamos normal que estes casos
aconteçam.
Não, não somos todos
iguais. Há diferenciação no socorro conforme o “estatuto”.
Recuso-me a reconhecer
que o Sr presidente da república, tenha privilégios que não sejam reconhecidos
aos demais cidadãos.
domingo, 9 de novembro de 2025
O telefone toca, Trim...Trim...
quinta-feira, 6 de novembro de 2025
Portalegre e as Cascatas de São Mamede
terça-feira, 28 de outubro de 2025
Isto não é o Bangladesg II
A afirmação “Isto não é o Bangladesh” pode parecer, à primeira vista, apenas uma frase simples, mas ela contém uma profundidade que toca em questões de identidade, percepção cultural e até mesmo a responsabilidade social que todos temos. O slogan pode ser visto como um grito por reconhecimento, um apelo para que se olhe além das primeiras impressões e dos estereótipos. Neste texto, vamos explorar as camadas de significado por trás dessa expressão, suas implicações sociais e culturais, bem como a importância de promover uma visão mais abrangente e justa do mundo ao nosso redor.
**O Contexto Internacional e a Identidade Cultural**
Bangladesh é um país rico em cultura e história, com uma herança que remonta a séculos. É um lugar onde a tradição e a modernidade coexistem, onde as cores vibrantes das roupas e a música envolvente são parte do cotidiano. No entanto, muitos ainda têm uma visão reducionista do país, associando-o a problemas econômicos, desastres naturais e pobreza. Essa perspectiva limitada não só desumaniza seus habitantes, mas também ignora as conquistas e a resiliência do povo bangladense.
Ao afirmar que “isto não é o Bangladesh”, o slogan nos convida a refletir sobre como formamos nossas opiniões sobre os outros. Também questiona os preconceitos que podem existir, não só em relação a países, mas também entre grupos e culturas diferentes. É um lembrete para que evitemos generalizações baseadas em estereótipos que muitas vezes são perpetuados pela mídia ou pelo desconhecimento.
**Desmistificando o Estrangeiro**
Um dos principais objetivos desse slogan é desmistificar a ideia de que um país deve ser avaliado unicamente por suas dificuldades. Isso é especialmente pertinente no mundo globalizado de hoje, onde as interações entre culturas se tornaram cada vez mais comuns. Muitas vezes, ao viajar, encontramos realidades que desafiam nossas expectativas. A frase nos incentiva a entender que o desconhecido não deve nos intimidar, mas sim nos inspirar a aprender e a crescer.
Quando dizemos que “isto não é o Bangladesh”, estamos, em última análise, reconhecendo que cada nação, cada cultura, possui sua própria narrativa. E essas narrativas são complexas, multifacetadas e ricas. Explorar essas diferenças é o primeiro passo para a empatia. Ao conhecermos melhor um povo e sua história, podemos construir pontes de entendimento e respeito mútuo.
**Responsabilidade Social e Ação Coletiva**
Além da reflexão sobre identidade e percepção, “Isto não é o Bangladesh” nos leva a considerar nossa responsabilidade social. Vivemos em um mundo interconectado, e a maneira como nos relacionamos com outras culturas e comunidades tem implicações diretas sobre a justiça social e econômica. As desigualdades enfrentadas por muitos países em desenvolvimento, incluindo o próprio Bangladesh, são frequentemente resultado de escolhas feitas em níveis globais.
É fundamental que, ao nos depararmos com a realidade do outro, não apenas reconheçamos suas lutas, mas também apoiemos ações que promovam mudanças reais. Campanhas de conscientização, auxílio humanitário e investimentos em educação e infraestrutura são apenas algumas das maneiras pelas quais podemos contribuir para um mundo mais justo. Portanto, quando pensamos que “isto não é o Bangladesh”, devemos nos perguntar: "Como posso ajudar a melhorar a situação daqueles que vivem em circunstâncias diferentes?".
**A Importância da Narrativa Positiva**
Em um mundo saturado de informações negativas, é essencial destacar e celebrar as conquistas e o potencial das sociedades. Bangladesh, por exemplo, não é apenas um país de desafios; é um exemplo de superação e inovação. Desde avanços na tecnologia até progressos notáveis nas áreas de saúde e educação, o país vem provando que, com dedicação e esforço coletivo, é possível mudar a narrativa.
O slogan pode também servir como um ponto de partida para uma educação mais inclusiva e abrangente. Em vez de focar exclusivamente nas dificuldades, devemos contar as histórias de sucesso que existem por trás das estatísticas. Essas narrativas positivas têm o poder de inspirar pessoas ao redor do mundo, mostrando que há esperança e oportunidades, mesmo nas situações mais complexas.
**Caminhando Juntos em Direção à Diversidade**
Finalmente, “Isto não é o Bangladesh” nos convida a abraçar a diversidade. O reconhecimento das variações culturais e sociais nos ajuda a construir um mundo mais harmonioso, onde diferentes vozes e perspectivas possam ser ouvidas e respeitadas. Quando celebramos nossas diferenças, mudamos a forma como nos relacionamos com o mundo, criando um espaço mais acolhedor e inclusivo.
A diversidade é uma fonte de riqueza. Assim como a biodiversidade é crucial para a saúde do planeta, a diversidade cultural é vital para a saúde da sociedade. Cada cultura traz suas próprias contribuições, e, ao nos unirmos, formamos uma tapeçaria vibrante que enriquece nosso cotidiano. Assim, ao dizermos que “isto não é o Bangladesh”, também estamos afirmando que este lugar é único, assim como cada indivíduo que o habita.
**Conclusão: Além do Slogan**
“Isto não é o Bangladesh” é mais do que um simples slogan. É uma declaração que clama por compreensão, empatia e ação. Ao encorajar a reflexão sobre identidade cultural, responsabilidade social e a celebração da diversidade, essa frase serve como um lembrete poderoso da importância de olharmos além das aparências e dos estereótipos.
Ao final, a verdadeira mensagem contida na frase é que todos nós somos parte de um grande mosaico humano. Cada peça é única, mas, juntas, formam uma imagem rica e complexa. Portanto, que possamos sempre lembrar que, ao conhecer e valorizar as diferenças, estamos contribuindo para um mundo mais justo, inclusivo e harmonioso. Que possamos, então, não apenas reconhecer que “isto não é o Bangladesh”, mas sim entender que, em muitos aspectos, somos todos interligados, e que cada um de nós, independentemente de onde venha, merece ser ouvido e respeitado.













