quarta-feira, 7 de outubro de 2026

O "Enforcamento"


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 Qualquer semelhança com a realidade é mera ficção   

Cristiano Ronaldo (CR7), acabou por se "enforcar", utilizando a sua própria corda, seja ela qual fôr. Pode ser a soberba, a vaidade, o narcisismo, tudo o que se possa imaginar. Na minha opinião, a "corda" utilizada, para este último acto de loucura, foi o último comunicado (06/10/2026), onde pretendia lavar a "honra". 

Que não foi ele que o escreveu ou o ditou, acho que a maioria, ou uma grande parte dos que seguem e discutem esta novela, concorda comigo. 

Partindo desta quase certeza, alguém acredita, que ele o tenha sequer lido?

Eu não acredito. Não quero acreditar. É mau demais.

O comunicado levanta questões, muito mais graves que aquelas que quis resolver.

- Põe em causa a Federação Portuguesa de futebol, as suas estruturas e dirigentes, especialmente o presidente "Pedro Proença".

- Diz de uma assentada, que nos últimos anos, era ele que decidia, quem seriam os selecionadores nacionais.

- Diz de uma assentada que Jorge Jesus (JJ) lhe devia estar eternamente grato e submisso, por o ter "escolhido" para seleccionador.

- Dita o que o JJ devia dizer nas comunicações à imprensa.

- Diz que vai voltar a seleção. Ou seja, a federação e em especial JJ têm de o "engolir".

O comunicado é extenso demais para o repetir. O que retenho é o seguinte:

Perante estes factos, qual vai ser a posição de Pedro Proença? vai dar "cobertura" pública a JJ, dizendo que a responsabilidade de convocar jogadores é única e exclusivamente sua, ou pelo contrário, continua a defender a "homenagem" a CR7, que publicamente denegriu a imagem da federação, do selecionador e de todos os portugueses que o "idolatravam" e alguns por cegueira, continuam a idolatrar. 

E JJ, qual vai ser a sua posição, continua a dizer que foi um "mal entendido" ou pelo "esclarecimento" do comunicado, diz de uma vez e definitivamente - "até aqui chegámos, daqui não passamos". Que é como quem diz , - já que fizeste as malas, esvazia-as definitivamente. 

Sei que não é fácil, perante as "ameaças" as pressões e os milhões envolvidos. A verdade é que, se não for hoje, terá de ser amanhã, a menos que CR7, continue sentado no banco, a ver o jogo passar, até aos oitenta anos.

Não sou adepto do "quero posso e mando". Quem me conhece, sabe que na minha vida profissional, totalmente hierarquizada, sempre "discuti" este poder. Mas, não deixo de reconhecer, que em algumas circunstâncias, tais como esta, ele é necessário, se se quiser evitar um dano maior e o aumento da agonia. 

Pessoalmente, acho que o JJ tem toda a razão e legitimidade para continuar a afirmar e defender "aqui quem manda sou eu". No aqui, entenda-se convocação/balneário/quem joga ou não e quando. 

Acredito que algum dos assessores tenha escrito o comunicado e tê-lo posto à frente de CR7 para que este o assinasse. Ele, na boa fé, e acreditando em quem paga "chorudamente", certamente, assinou sem ler. É a única desculpa plausível que eu vejo para este comunicado. 

Quem já não assinou de cruz, que atire a primeira pedra.


segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Já chateia - Será o beijo de Judas...

Após uma ausência mais ou menos prolongada e porque já me chateia, ouvir sempre a mesma "cantilena", também eu, vos venho chatear, com a minha versão sobre o triângulo amoroso ou odioso: Federação de futebol/Jorge Jesus/Cristiano Ronaldo.
Não sou adepto de futebol, nunca fui. Logo não sou seguidor de CR7, ou Cris para os mais íntimos. 
Isto não faz de mim cego, nem mouco, embora já oiça menos bem determinadas palavras, como alguém diz - só ouves o que te interessa... para o fenómeno que foi e ainda de certa maneira é.
Não vou falar da performance de CR7 ao longo da sua carreira. Isso, já foi dito e redito, por outros, e seguidos por outros tantos que, não tendo opinião, ou tendo-a, têm medo de a expressar, e, seguem que nem "carneiros", atrás da ovelha principal que lhes vai abrindo o caminho, é sempre muito mais fácil ter o caminho desimpedido. 
Vamos aos factos:
- CR7, foi convocado pelo seleccionador Jorge Jesus (JJ), talvez a mando do presidente e ou outros dirigentes da Federação Portuguesa de futebol, ou do "lóbi" do futebol, para fazer parte da selecção de futebol;
- CR7, em diversas conferências proferiu, - "se sentir que não estou a fazer nada, sou o primeiro a fazer a mala e ir embora". 
- CR7, numa conferência de imprensa a 5 de julho de 2026, afirmou - "terminarei quando eu quiser, e não quando vocês quiserem" , reiterou que seria o primeiro a afastar-se quando sentisse que já não era desejado ou útil.
 Mais recentemente a 23 de setembro de 2026, afirmou -" Se o mister ou o presidente não contarem comigo, eu posso sair já hoje", reforçando uma vez mais que quando sentisse que não estava lá a fazer nada seria o primeiro a fazer a mala.

Ou seja: 

Há o "modus operandi" de pensamento. Ele já sentia e sabia que estava a mais. Mas o EGO não o deixava juntar, ao pensamento, a acção.

Finalmente:

Ele constatou o facto de o mister não contar com ele. Perante tal evidência, e, num momento de fúria, à semelhança de outras, com outros seleccionadores "Bateu com a porta". O estrondo foi/é tal que ainda ressoa...obliterando por completo as quatro vitórias da Selecção Nacional

Pese embora, o excelente profissional que foi, neste desporto, como em muitos outros, a idade não perdoa. 

Pode ter motivação para querer atingir objectivos e bater record(s), mas nunca deve ser à custa do esforço dos companheiros de de jogo. Os companheiros de jogo também têm toda a legitimidade em quererem atingir os seus objectivos e baterem record(s) e  não servirem, apenas de "ama", e mostrarem que um deles pode ser o seu sucessor.

Se ele acha que tem "estatuto" devia tê-lo demonstrado aplaudindo e felicitando os companheiros publicamente pelos seus desempenhos e vitória e não "amuando" como o fez.

Com estatuto ou sem ele, no campo desportivo e na vida há regras a cumprir. Ficou claro que ele não cumpriu. O código disciplinar não se aplica a quem tem estatuto? O "estatuto" ao contrário de lhe dar benesses de fazer e dizer o que quer e quando quer, dá-lhe uma maior obrigação de cumprir. Se não, que mensagem é que ele passa? - Criem estatuto e digam e façam o que bem lhes aprouver. "eu sou o dono disto tudo".

Já vimos donos disto tudo que também caíram.

Conclusão 

A pergunta que eu faço é: - se em vez de ter "criado um caso", ao abandonar o estádio e a selecção da forma como o fez e não ter permanecido, conforme o "estatuto" o obrigava, o JJ teria errado na sua opção?

Os "defensores" de que JJ errou o que estariam a discutir? 

Certamente estariam a discutir as vitórias, sem a sua participação em jogo. Estariam a discutir os benefícios/vantagens da sua ausência. 

CR7 criou "um caso" para continuarem a falarem nele, se não falarem por ter jogado e marcado golos, falem por não ter jogado nem marcado. "Falem de mim, nem que seja mal".

Já Obrigaram o JJ a abrir-lhe o balneário de novo. É uma forma de o obrigarem a pedir desculpa publicamente, por mais que ele diga, "pedir desculpa a quem"? Eu não peço desculpa a ninguém. -"Já pediu".

O CR7 não tem a obrigação de pedir, a todos os portugueses desculpa, pelo seu, reiterado mau comportamento, em algumas ocasiões?   

Ao que é lido, por diversos meios, CR7 já "correu" com três selecionadores. Será que vai conseguir "correr" com o quarto?

Aceitam-se apostas.

Eu aposto que não. Desta vez foi ele que foi "corrido".

A minha dúvida é se ele (CR7), que já chegou à conclusão que o mister (JJ) não conta com ele, como ele (CR7) impõe, se vai fazer as malas de novo e voltar.  

Quase que aposto que vai voltar. O EGO não lhe consegue impor um limite.

Não soube sair em grande quando podia. Quer sair agora em "pequeno", com uma grande homenagem...

 Afinal como ele mesmo disse " terminarei quando eu quiser e não quando vocês quiserem". 

E, os companheiros como o vão receber?

Muito provavelmente com o mesmo "beijo de judas" com que JJ o despediu.

Ah! fiquem cientes, os acérrimos seguidores do "cristianismo" que, a selecção nacional não vai terminar após a "opacidade" do CR7.

Como diz o poeta. "por morrer uma andorinha não acaba a primavera. 

quarta-feira, 3 de junho de 2026

O dono disto tudo

O "dono disto tudo" como o criminoso, Ricardo Salgado, e não há que ter medo da palavra, já que foi condenado, e como ele próprio se titulava, não é por acaso. Provou que é mesmo o dono disto tudo, inclusive daquilo que era suposto não ser, dono da justiça. Não vou entrar nos meandros de se sofre de doença ou não.

Provou que para além de ser também dono da justiça é também dono dos médicos. 

Uma frase latina diz "dura Lex, sed Lex", parece que ela só é dura para alguns, para os que não são donos disto tudo. Quando cometeu os crimes, tinha perfeita noção dos actos que estava a cometer, por isso, a dura Lex, sed Lex, devia engaiolá-lo, mas não, para o dono disto tudo, decidiu libertá-lo como um inocente passarinho. 

Ao menos, podiam obrigá-lo a engaiolamento domiciliário, com pulseira electrónica, mas também não, isso seria um vexame que, a dura Lex, não podia aplicar. Desde quando a dura lex é humanitária? Ainda vamos ver os "Sócrates" com um surto qualquer.

Os surtos/doença não são para quem quer, são para quem pode, ou seja para os "donos disto tudo". Não és dono disto tudo!? Temos pena "estudasse". "Sede Lex".

Quem se lixou fomos todos nós que pagámos balúrdios, e todos os que ficaram sem as economias de uma vida.  

Porque a família certamente irá passar férias nos Alpes suíços ainda o vamos ver por lá, já que por cá, não pode ficar só.

Muitos anos de vida a todos os "donos disto tudo", para nos continuarem a "foder"

 

 

 

 

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Dia internacional da Criança - e as guerras

 

Escolhi esta foto das milhares que se podem encontrar.

Hoje lembro as crianças que sofrem com as Guerras dos adultos

No coração da infância, um dia se acende,
Mas em terras feridas, a dor não se rende.
Crianças de sorriso frágil, olhos a brilhar,
Carregam no corpo e na alma o pesar.

No mundo que deveria ser jardim e canção,
Ecoam gritos de dor, silêncio e invasão.
Na Ucrânia, onde balas cortam o ar,
Meninos e meninas aprendem a chorar.

Em Gaza, sob céu de fogo e destroços,
Pequenas vidas vivem entre escombros atrozes.
O sofrimento físico risca suas peles,
Mas o trauma invisível ainda mais os abate.

Na Rússia, sombras de conflito e medo,
Rostos infantis veem o mundo tão cedo
Manchado por guerras que roubam a esperança,
E trazem para os lares a cruel lembrança.

Beirute guarda memórias de explosões,
Que rasgaram sonhos, destruíram corações.
Os pequenos sobreviventes carregam cicatrizes
Que nem o tempo apaga, mesmo em matizes.

Palestinianos na Cisjordânia vivem o medo,
Cercados por muros que roubam seu segredo.
Pais, avós, tios, com lágrimas no olhar,
Sofrem em silêncio ao ver a dor aumentar.

No Sudão, crianças de olhos cansados,
Testemunhas de horrores, destinos marcados.
Cada vida perdida, uma história interrompida,
Cada lágrima caída, uma inocência perdida.

O sofrimento não é só do corpo ferido,
É também da mente, pelo trauma sofrido.
Os ecos da guerra reverberam na alma,
E deixam marcas profundas, longe da calma.

Pais que choram noites sem ter consolo,
Avós que rezam por um futuro mais belo,
Tios que abraçam memórias trêmulas e frias,
E famílias que enfrentam noites vazias.

Mas mesmo em meio à dor que parece eternizar,
Existe uma chama que insiste em brilhar.
A força das crianças, seu riso que desafia,
Que busca no amanhã a luz do novo dia.

Neste Dia da Criança, recordamos o valor
De proteger cada vida, cuidar com amor.
Que nenhuma criança mais sofra, que a paz possa reinar,
Em cada canto do mundo, para todas poderem sonhar.

Que as lágrimas se transformem em esperança,
E que os traumas um dia percam a vingança.
Pois todo menino e menina merecem crescer,
Livres do medo, livres para viver.

Este poema é um canto, um clamor por justiça,
Por um mundo onde a infância seja eterna delícia.
Que a memória daqueles que partiram em conflito,
Nos guie sempre a construir um caminho bonito.

Por cada pequena voz silenciada na guerra,
Por cada sonho roubado nesta terra,
Elevemos juntos um voto de proteção,
Para que floresça a infância em cada nação.

sexta-feira, 8 de maio de 2026

Última hora - Antecipação - dia da Vitória

Imagem criada por IA
A Ucrânia acaba de lançar uma invasão, à cidade de Moscovo, no dia em que a Rússia comemora o dia da Vitória. Paradoxalmente, quem acaba de vencer e comemorar definitivamente o dia da Vitória é o povo ucraniano e com ele todo o povo europeu. Desconhece-se o paradeiro de Putim, mas admite-se que este tenha sido eliminado, junto com os mais altos dignatários da estirpe russa.
Agora, só falta haver uma invasão por drones em Washington e Telavive e eliminarem definitivamente, o Trump e o Netanyahu como estes eliminaram os yatolas do Irão.

Está é a justiça que o século XXI tanto almeja. 

 

sábado, 25 de abril de 2026

A madrugada - 25 de abril 74


No silêncio profundo, a aurora acende,
Na calada da noite se fez liberdade,
Ergue-se o povo em voz que não se rende,
Canta a esperança, brota a igualdade.

Nas ruas ecoa um hino de bravura,
Fraternidade une corações,
Solidariedade pura, na ventura,
Tecendo futuros, com firmes mãos.

O fado triste se transforma em festa,
Cai o véu da opressão, luzes a brilhar,
No peito do povo a esperança resta,

De um tempo novo a florescer e tocar,
No abril que da tirania se liberta,
Vida e justiça começam a pulsar.


(Não tem sido assim, mas há que continuar a ter esperança que um dia será)

Poema original. Não são permitidas reproduções sem fazer referência ao autor

 

Conflitos que rasgam a TERRA

No coração da terra, a dor se estende,
Onde o vento sussurra histórias de guerras sem fim,
A Rússia avança sobre a Ucrânia, e a esperança se rende,
Entre ruínas e lágrimas, o medo faz seu jardim.

As ruas que antes cantavam canções de alegria,
Agora ecoam com o som pesado do aço e da bomba,
Crianças que perdem sonhos no silêncio do dia,
E mães que velam corpos sob uma noite que assombra.

Na faixa de Gaza, acusações e balas cruzam o ar,
Israel atira, e o céu tinge-se de um vermelho cruel,
Famílias dilaceradas, vidas a apagarem-se,
O grito dos inocentes, perde-se no conflito infiel.

O deserto observa, testemunha da angústia profunda,
Onde homens e mulheres sofrem a dor do isolamento,
Sonhos esmagados, em meio à violência imunda,
E a liberdade esvai-se num desesperado lamento.

Nos horizontes longínquos, o Irão sente o peso da tensão,
Os Estados Unidos cruzam as linhas, buscando controle,
Na busca por poder, ignora-se a vida, o coração,
A humanidade dobra-se sob a ilusão de um passivo caracol.

Na sombra dos impérios, o povo chora em silêncio,
Sangue e medo mancham a história escrita no solo,
Mas ainda floresce uma chama, um doce alento,
Que acalenta o mundo sob o mesmo colo.

Ó humanidade, ouve o chamamento do futuro brilhante,
Onde mãos se encontram, quebrando as correntes da guerra,
Um arco-íris de culturas, um abraço constante,
Liberdade e união dançando pela mesma terra.

Que as fronteiras desapareçam na força do abraço,
Que a paz seja o idioma falado em cada coração,
Que o passado de dor se transforme em traço,
De uma nova era de amor, justiça e união.

Que a criança da Ucrânia aprenda a sorrir sem medo,
Que a mãe de Gaza possa enterrar seus fantasmas no chão,
Que o jovem do Irão possa sonhar seu segredo,
E que o mundo inteiro cante em perfeita comunhão.

Pois no silêncio da reconstrução, nasce a esperança,
E a liberdade se veste com as cores da solidariedade,
Unidos somos a força, a verdadeira aliança,
De um planeta renovado pela paz e fraternidade.

Assim, ergamos nossos olhos para o amanhã distante,
E plantemos juntos as sementes da renovação,
Onde cada vida tenha valor, cada sonho seja amante,
De um mundo livre, unido, em eterna celebração.


(poema original. Não são permitidas reproduções sem autorização do autor)

 

terça-feira, 14 de abril de 2026

Haja fartura

Felizmente, todos agradecemos,mais ou menos, a chuva caída neste inverno. Houve água com "fartura". Só que, não há fartura que não acabe, ou que, não escasseia.
Neste último ano tenho passado menos vezes por esta rua. Outrora passava todos os dias, no mínimo duas vezes.
Das vezes que lá passo contínuo a ver, há mais de um mês, bem mais, o derrame de água proveniente de uma caixa de segurança. 
Verdade que a casa está desabitada há imenso tempo, inclusive, a porta foi entaipada a tijolo. De salientar também que, a rua ainda tem algum movimento a pé.
A minha questão é se "ninguém" vê este desperdício de água, que, com a proximidade do verão nos vai fazer falta.
A este "ninguém" refiro-me mais concretamente aos funcionários da câmara, ou aos "fiscais", gestores deste património, que só fiscalizam o que lhes trouxer proventos.
Não há um varredor da rua que "repare" nesta situação e a denuncie nos serviços, já que mais não seja ao seu chefe imediato?
Será que não podia haver uma sensibilização junto dos "chefes" dos "fiscais" dos funcionários em geral para que alertem para estas e outras situações idênticas? 
A responsabilidade não é só da Sra presidente de câmara ou dos vereadores é de todos nós, que só nos mexemos quando nos batem à porta.
À Sra presidente de câmara e aos Srs vereador apelo, para que se sensibilizem todos os funcionários e a todos nós para alertarmos para estas situações que nos prejudicam a todos.
Por fim a localização da rua. Não sei o nome da rua, mas é a que fica em frente à antiga EDP e que dá acesso à rua da mouraria. A uns cinquenta metros das "Águas do Norte Alentejano"
Vamos ver quanto tempo os serviços levam a resolver esta situação 
 

terça-feira, 24 de março de 2026

Flor Alentejana - Rainha das Flores

 

Ainda sobre a VII  Antologia  "a cor da minha Alma" e estando ainda em "estado de graça", sendo que, este estado de graça, não se refere exactamente ao que ele significa, mas antes, o "estado de prenhez". Sim, isso mesmo, o estado de gestação de todo este processo.
Porque ainda estou "prenho" de satisfação, ofereci um exemplar da antologia a uma pessoa que me é "muito querida". Penso que ela é muita querida de todos/as os que a conhecem e que com ela convivem.
É de facto, uma pessoa com uma sensibilidade incrível. Uma professora atenta aos seus alunos, empática, amiga. É uma artista. A arte, pictórica e escrita, flui naturalmente da sua mente e das suas mãos.
Gosto muito de si! continue a ser quem é.
Ela responde pelo nome de "Flor Alentejana" e de facto, é uma flor que embeleza qualquer, ia dizer jardim, mas não, qualquer planície alentejana, enche o campo com a sua beleza.   
Quem não conhece a flor alentejana? a flor imaginária com que todos sonhamos e se transforma na rainha das flores.
 
Flor Alentejana

F rescor da manhã que inspira o viver,
L uzindo em cores que dançam na trama
O ndas de tinta, um mar de emoção,
R evelam histórias em cada pincelada e acção.

A lmas criativas se reúnem com amor,
L embranças vivas se misturam em cor.
E ntre risos e ecos de vozes a soar,
N as paredes da casa, um sonho a pulsar.
T em o calor das paletas, a vida a brotar,
E nsaio de cores a nos encantar.
J anelas abertas para o mundo sonhar,
A fonte de ideias que nos vai guiar.
N a tela da vida, vamos todos pintar.
A cada pincelada, um mundo despertar.

Rainha das Flores

R ainha da arte, a paleta a brilhar,
A cada pincelada, um novo despertar.
I ntensas emoções que nascem a pintar,
N uvens de esperança, em versos a flutuar.
H á magia em cada tom, cada nuance,
A harmonia perfeita, uma doce dança.

D as flores brotam cores, a vida em fulgor,
A brisa suave leva consigo o amor.
Sorrindo em nuances, em tons variados,

F ores que esbanjam alegria e emoção,
L ágrimas de saudade em cada canção.
O lá primavera, vem nos alegrar,
R ecantos vibrantes de um novo despertar.
E los nas folhas, segredos a contar,
S ementes de sonhos começam a brotar.

segunda-feira, 23 de março de 2026

Dia mundial da Poesia

 Dia 21/03/2026, dia mundial da poesia e da criatividade, a Associação da Amizade e das Artes Galego Portuguesa da Figueira da Foz, apresentou, na Casa do Paço, a VII Antologia de poesia e prosa contemporânea ilustrada, "a cor da minha alma". 
A participação nesta antologia, é aberta a todos os que gostam de escrever, quer seja em verso quer seja em prosa e, ou também, a todos os que gostam de pintar, esculpir e que gostem de divulgar a sua arte.
Não é necessário ser associado para participar. Basta que tenha gosto pela escrita e pelas artes no âmbito mais alargado.
A participação, nem sequer é amorosa em termos financeiros, o único compromisso é o de adquirir dois exemplares.
Fiquei surpreendido pela positiva com o número de pessoas presentes na apresentação da Antologia. Parabéns por isso à organização e a todos os que participaram neste magnifico evento. Um dia que ficará positivamente na memória, para quando eu for velhinho...- pois! que agora ainda sou um jovem!...
Desde que me fiz associado, -bom! Não há assim tanto tempo quanto isso, que a presidente da associação me desafia e insiste para que participe.
Porque não me considero escritor, nem pouco mais ou menos, menos ainda poeta, não me sentia confortável em participar, numa antologia que conhecia e sabia da qualidade dos participantes. Há que ter noção das nossas capacidades.
Mas, como é costume dizer-se " tantas vezes o cântaro vai à fonte que um dia fica lá a asa".
Foi o que me aconteceu, tantas vezes a presidente insistiu, que quebrou a minha resistência.
Devo confessar e perdoem-me a imodéstia, sinto-me orgulhoso e vaidoso, por ver o meu nome, e o que escrevi impressos em livro.
Obrigado Conceição Ruiva.
Depois de quebrada a minha resistência, eu mesmo, desafiei outras amigas, que sei que escrevem muito bem, a participarem. Desta vez, apenas consegui "convencer" uma - Maria Vidine Cara de Anjo Antunes Serra, espero que ela não me leve a mal, por estar aqui, a divulgar o seu nome, amiga e colega na Academia de Santa Clara de Portalegre. A "Outra", esteve quase, quase lá, não foi desta, será na próxima. Afinal, "Roma e Pavia não se fizeram num dia".
Nesta primeira participação decidi fazer dois poemas dedicados a Buarcos e Figueira da foz.
Prometo que na próxima participação, daqui a um ano, assim ainda cá esteja, será sobre Portalegre.
Lanço o desafio, a todos/as que tenham o gosto de escrever que participem, não escondam o vosso trabalho. 
O maior prazer, há quem diga gosto, porque consideram que prazer é outra coisa... Cá para mim, é gosto e prazer, é partilhar com os demais, o que nos vai na alma. Mesmo, correndo o risco, como é natural, que nem todos nos acompanhem no mesmo sentimento.
Sendo Portalegre uma terra de artistas, cobrindo todas as áreas de arte, e sabendo que há tertúlias onde se dizem poemas, daqui, lanço o desafio ao Atelier de Artes Plásticas de Portalegre, para que pense, numa edição de antologia ou coletânea à semelhança desta.
Porque a lengalenga já vai extensa e depois ninguém lê, vou terminar, com a transcrição dos dois poemas com que participei.

Espero que gostem.

E, se não gostarem, "a borda do prato é a serventia do poeta"....

Buarcos Vila de Piratas e Pescadores - tem a Figueira da foz como donsela e amante

Nas ondas do mar, Buarcos reluz,
Entre sombras de piratas e sonhos,
Os barcos dançam, em suaves trunfos,
Cantos de pescadores, vida que seduz.

A figueira da Foz, com olhar fulgaz,
É donzela e amante, a brisa inflama,
Banhando a vila em sua doce trama,
O amor se entrelaça, trazendo a paz.

Nos becos antigos, ecos de bravura,
Histórias contadas dob a luz da lua,
O sal das memórias, a força da cultura

E assim, Buarcos, com seu jeito puto,
Em cada amanhecer, guardam a doçura,
Entre piratas e amores, é vida nua. 


Buarcos, Terra de Praia, Sol e Campo

Em Buarcos, onde o sol desponta,
As ondas dançam numa suave canção,
A areia se esconde, como um manto,
E o cabo do Mondego é nossa dimensão.

Os ventos sussuram segredos de amor,
Enquanto as gaivotas riscam o céu,
O mar, que abraça o horizonte com fervor,
Faz da vida um eterno troféu.

Caminhos de campos verdes a brilhar,
Cores vibrantes em cada flor,
A terra respira, pronta a amar,
No abraço do sol, puro esplendor.

E quando a lua acaricia a areia,
Um mistério se revela na noite serena,
Na paz do campo, a alma é plena.

Oh! Cabo do Mondego, leito de estrelas,
Teus segredos guardamos com devoção,
Neste lugar, onde a brisa é aguarela,
E a vida dança em perfeita canção.

Assim, Buarcos, entre Campos e mares,
É um poema vivo que nunca tem fim,
Teu encanto ressoa em laços e ares,
Em cada coração que te chama, assim.