Ontem, 08/01/2026, fui levar o meu filho mais velho, nora e neta, ao aeroporto de Lisboa. Perguntarão, - o que é que isso nos interessa?
- Claro que nada!
Mas, talvez interesse saber que, felizmente, ainda há pessoas empáticas, responsáveis e diligentes nos serviços públios que prestam.
Temos por hábito, eu pecador me confesso, criticarmos, eu critico muito mais do que elogio e devia ser precisamente o contrário. Talvez não o façamos tanto, porque, infelizmente, haja muitos mais motivos para críticas do que para elogios. Ou talvez por deformação educaional e intelectual nossa, nos foquemos muito mais no negativo em vez de nos focarmos no positivo.
Ontem foquei-me muito mais no positivo, embora tenham decorrido muitas situações "negativas" que poderiam levar ao desespero.
No meio desta negatividade, sempre acreditei que "ia correr tudo bem" e correu... felizmente.
Não querendo focar-me nos acontecimentos negativos, apenas os vou narrar para melhor compreensão daquilo que foi um início de ano, digamos menos bom, mas que se vai tornar na força impulsionadora para um ano, que tenho a certeza vai ser ótimo.
Acontecimentos negativos:
No dia 07/01/2026 o meu filho e família tinham voo marcado de regresso a Bruxelas.
Em consequência do mau tempo, o voo foi anulado e marcado para outra companhia aérea para o dia seguinte.
Não satisfeitos com esta anulação e remarcação, acontece que, na primeira marcação tinham voo direto Lisboa/Bruxelas, na segunda foi com transbordo em Madrid. Uma viagem de duas horas e meia, passou para mais de nove horas.
Tinham o despacho de duas malas de porão, na remarcação, apenas permitiam uma, vá-se lá saber porquê...
Conforme reprogrado, e como digo no início, ontem lá vamos a caminho de Lisboa.
Só que, "os maus acontecimentos" ainda não tinham terminado. A carrinha que nos transportava, Peugeot 508, a dois terços do caminho, resolveu dizer, - daqui não ando mais... só se me levarem ao colo. E não andou mesmo...raios partam a merda da carrinha, já me deixou a pé duas ou três vezes...raios partam a merda da eletrónica ...
Resultado, tive de contactar a assistência em viagem. Se há seguros que valham a pena, ele vale.
O aparecimento do reboque, foi rapidíssimo, o aparecimento do táxi, um "pouco mais lentos" e nós, a vermos passar as horas e o táxi sem aparecer... já se desesperava dentro do carro à espera, às 09h30 que já deveríamos estar no aeroporto, ainda aguardávamos a chegada do táxi. O voo era às 11h30.
Acontecimentos positivos:
Finalmente o táxi chegou, já sabíamos que era uma "senhora" a condutora, antes dela chegar, já se dizia que não íamos chegar a horas de se despacharem malas e se fazer o embarque.
A Senhora condutora chegou às 09h45. Pusemo-la a par da situação que teríamos de estar no aeroporto o mais rápido possível.
A Senhora condutora disse:
- não vos quero desesperar, mas acho que não se vai conseguir estar-se lá a horas...
A minha nora, embora não entenda o português, entendeu o suficiente do que a Senhora condutora disse, chorou...
Ah! Já me esquecia...uma parte "cómica", o meu filho que nem as WC públicas utiliza, eu acho, do que me lembro, nem nunca fez xixi na rua, desta vez, enquanto esperávamos a chegada do táxi, não só fez xixi como também aliviou a calça, se é que me entendem...
Isto foi um aparte...
Retorqui à Senhora condutora
- claro que vamos conseguir chegar lá a horas...
Pusémo-nos a caminho, chegámos ao aeroporto às 10h30.
Filas enormes, como levávamos uma bebé de dois anos e meio, num carrinho e se tem prioridade, mandaram-nos de uma fila para a outra, que neste caso atrapalhava mais do que adiantava...
No local de despacho da mala que era suposto estar válida, sabíamos que uma, não tinha sido validada, "descobrimos" que bem essa estava válida. Mas, a troco de mais uns euros, conseguiu-se despachar as duas malas.
Estávamos a cinco minutos das portas de embarque fecharem.
O elogio:
O Senhor que despachou as malas, e porque a porta de embarque estava prestes a fechar, saiu do seu local de atendimento e levou diretamente o meu filho, esposa e filha à porta de embarque.
Lamento não ter fixado o nome do Senhor, ele "Merecia", no bom sentido, ser referido, o meu pedido de desculpas, mas deixo aqui o meu agradecimento público da empatia, diligência e forma eficaz de contribuir para a resolução de uma situação que sem o seu contributo direto, muito provavelmente o meu filho e família teriam perdido o voo.
O meu agradecimento também à senhora taxista, que tudo fez para chegar o mais rápido possível ao aeroporto, sem o seu contributo também, muito provavelmente não se teria chegado a horas. E fez mais, teve a gentileza de me ter ligado, momentos mais tarde, a perguntar se tinham conseguido embarcar.
São dois exemplos que quero realçar daquilo que nos deve nortear como seres humanos.
Obrigado a ambos.
Ah! O funcionário "despachante das malas" pertence à TAP.
Nem tudo é "mau" na TAP
O "mau agoiro" ainda continuou no aeroporto de Madrid, mas que também se resolveu.
Com todas estas peripécias, acredito que o ano de 2026 vai ser ótimo, porque tudo se vai resolver da melhor maneira.













