Há três dias,
(01/12/2025), Sua Exª o Presidente da república, professor Marcelo Rebelo de
Sousa, deu entrada no Serviço Nacional de Saúde (SNS), no hospital público São
João do Porto, para ser intervencionado a uma hérnia encarcerada.
Dir-me-ão que nada de
anormal, uma vez que, era uma “situação de urgência”.
Verdade que, seria um “caso normal”, se todos os cidadãos que se dirigem ao serviço nacional de
saúde (SNS), fossem atendidos com a mesma rapidez e diligencia, com que foi
recebido e socorrido, o Sr presidente da república. Infelizmente assim não é,
como sabem/sabemos todos os que têm de recorrer ao SNS.
A “ANORMALIDADE” está
precisamente nesta diferenciação de critérios, tendo por base, o “estatuto” do precisado.
Dir-me-ão, então
deixava-se morrer o “homem”!?
Eu respondo: Faria
alguma diferença? Quantos de nós morremos todos os dias às portas dos hospitais
e nas ambulâncias. Quantas mulheres parem dentro das ambulâncias, por andarem
de um lado para o outro?
Claro que faria
diferença. Já imaginaram se ao presidente da república, a um ministro, a um
deputado, lhes fossem recusadas as entradas e assistências hospitalares às
portass do SNS?
Se um deles morresse,
por esta falta de assistência, tenho a certeza, que o SNS seria outro.
Quando se diz que
“todos” somos iguais, que não há diferenças, na assistência médica, justiça,
etc. pura mentira e hipocrisia como fica demonstrado com este exemplo e muitos
outros.
O pior, é que nós aceitamos
que a normalidade é esta, uns
passarem à frente dos outros, uns podem ser socorridos outros não, e, acreditarmos
na mentira e nos deixarmos levar.
Agora, que se está em
campanha eleitoral, e que os candidatos, tanto defende um melhor SNS, seria
bom, perguntarem-lhes, o que pensam sobre estes “privilégios”?
O Sr presidente da
república, veio no dia da alta elogiar o SNS.
Não! devia em primeiro
lugar ter recusado “privilégios” e ter-se dirigido a um hospital privado. Ah! Pois,
mas aí vinham as críticas desta opção. São as contingências da vida, fazer
opções, e arcar com as consequências.
Por outro lado, não
devia ter elogiado o SNS, devia sim tê-lo criticado, por este mesmo SNS, fazer diferenciação
de utentes. Afinal perante o SNS não somos todos iguais?
A comunicação social não teria
aqui uma oportunidade para levantar esta questão?
Para eles e para a
maioria de todos nós, “parece que não aconteceu
nada”, mas aconteceu, e muito, só que, todos achamos normal que estes casos
aconteçam.
Não, não somos todos
iguais. Há diferenciação no socorro conforme o “estatuto”.
Recuso-me a reconhecer
que o Sr presidente da república, tenha privilégios que não sejam reconhecidos
aos demais cidadãos.

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