O telefone toca, num dia que espero e não chama por mim...
Não, é para ti, alguém te quer falar, Trim...Trim...
Atendes. Oh! Que alegria desvairada, neste corre...corre que não cansa...
Que vontade de falar, não! De gritar, berrar, dizer baixinho, sou feliz.
Que todos saibam, que ninguém oiça, o meu sussurro, o bater sereno do coração,
Que galopa desenfreadamente como o vento forte, que acaricia, suavemente,
Os nossos corpos desnudados, num bater ritmado
Que não dói, mas se sente, o ardor do medo que se pressente, ao ouvir-se um som estridente.
Afinal é o escuro, a noite, o piar do mocho.
A casa que nos acompanha, que sabe do nosso segredo,
E silencia, o nosso grito de Alegria e de prazer.

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