No seio verdejante da serra,
Portalegre canta em tom sereno,
Cascatas dançam, levando a terra,
E o frescor das águas revela o pleno.
Entre rochas e sombras de pinheiros,
A luz filtra a vida que se encerra;
São Mamede, guardiã dos seus ligeiros,
Reflete em seu espelho a paz que berra.
As quedas são melodias encantadas,
Um sussurro que embala o viajante,
Desvelando segredos em cascatas.
E ao caminhar, o tempo é um gigante,
Que num instante eterniza as jornadas,
Portalegre, tesouro radiante.

Sem comentários:
Enviar um comentário