sábado, 25 de abril de 2026

A madrugada - 25 de abril 74


No silêncio profundo, a aurora acende,
Na calada da noite se fez liberdade,
Ergue-se o povo em voz que não se rende,
Canta a esperança, brota a igualdade.

Nas ruas ecoa um hino de bravura,
Fraternidade une corações,
Solidariedade pura, na ventura,
Tecendo futuros, com firmes mãos.

O fado triste se transforma em festa,
Cai o véu da opressão, luzes a brilhar,
No peito do povo a esperança resta,

De um tempo novo a florescer e tocar,
No abril que da tirania se liberta,
Vida e justiça começam a pulsar.


(Não tem sido assim, mas há que continuar a ter esperança que um dia será)

Poema original. Não são permitidas reproduções sem fazer referência ao autor

 

Conflitos que rasgam a TERRA

No coração da terra, a dor se estende,
Onde o vento sussurra histórias de guerras sem fim,
A Rússia avança sobre a Ucrânia, e a esperança se rende,
Entre ruínas e lágrimas, o medo faz seu jardim.

As ruas que antes cantavam canções de alegria,
Agora ecoam com o som pesado do aço e da bomba,
Crianças que perdem sonhos no silêncio do dia,
E mães que velam corpos sob uma noite que assombra.

Na faixa de Gaza, acusações e balas cruzam o ar,
Israel atira, e o céu tinge-se de um vermelho cruel,
Famílias dilaceradas, vidas a apagarem-se,
O grito dos inocentes, perde-se no conflito infiel.

O deserto observa, testemunha da angústia profunda,
Onde homens e mulheres sofrem a dor do isolamento,
Sonhos esmagados, em meio à violência imunda,
E a liberdade esvai-se num desesperado lamento.

Nos horizontes longínquos, o Irão sente o peso da tensão,
Os Estados Unidos cruzam as linhas, buscando controle,
Na busca por poder, ignora-se a vida, o coração,
A humanidade dobra-se sob a ilusão de um passivo caracol.

Na sombra dos impérios, o povo chora em silêncio,
Sangue e medo mancham a história escrita no solo,
Mas ainda floresce uma chama, um doce alento,
Que acalenta o mundo sob o mesmo colo.

Ó humanidade, ouve o chamamento do futuro brilhante,
Onde mãos se encontram, quebrando as correntes da guerra,
Um arco-íris de culturas, um abraço constante,
Liberdade e união dançando pela mesma terra.

Que as fronteiras desapareçam na força do abraço,
Que a paz seja o idioma falado em cada coração,
Que o passado de dor se transforme em traço,
De uma nova era de amor, justiça e união.

Que a criança da Ucrânia aprenda a sorrir sem medo,
Que a mãe de Gaza possa enterrar seus fantasmas no chão,
Que o jovem do Irão possa sonhar seu segredo,
E que o mundo inteiro cante em perfeita comunhão.

Pois no silêncio da reconstrução, nasce a esperança,
E a liberdade se veste com as cores da solidariedade,
Unidos somos a força, a verdadeira aliança,
De um planeta renovado pela paz e fraternidade.

Assim, ergamos nossos olhos para o amanhã distante,
E plantemos juntos as sementes da renovação,
Onde cada vida tenha valor, cada sonho seja amante,
De um mundo livre, unido, em eterna celebração.


(poema original. Não são permitidas reproduções sem autorização do autor)

 

terça-feira, 14 de abril de 2026

Haja fartura

Felizmente, todos agradecemos,mais ou menos, a chuva caída neste inverno. Houve água com "fartura". Só que, não há fartura que não acabe, ou que, não escasseia.
Neste último ano tenho passado menos vezes por esta rua. Outrora passava todos os dias, no mínimo duas vezes.
Das vezes que lá passo contínuo a ver, há mais de um mês, bem mais, o derrame de água proveniente de uma caixa de segurança. 
Verdade que a casa está desabitada há imenso tempo, inclusive, a porta foi entaipada a tijolo. De salientar também que, a rua ainda tem algum movimento a pé.
A minha questão é se "ninguém" vê este desperdício de água, que, com a proximidade do verão nos vai fazer falta.
A este "ninguém" refiro-me mais concretamente aos funcionários da câmara, ou aos "fiscais", gestores deste património, que só fiscalizam o que lhes trouxer proventos.
Não há um varredor da rua que "repare" nesta situação e a denuncie nos serviços, já que mais não seja ao seu chefe imediato?
Será que não podia haver uma sensibilização junto dos "chefes" dos "fiscais" dos funcionários em geral para que alertem para estas e outras situações idênticas? 
A responsabilidade não é só da Sra presidente de câmara ou dos vereadores é de todos nós, que só nos mexemos quando nos batem à porta.
À Sra presidente de câmara e aos Srs vereador apelo, para que se sensibilizem todos os funcionários e a todos nós para alertarmos para estas situações que nos prejudicam a todos.
Por fim a localização da rua. Não sei o nome da rua, mas é a que fica em frente à antiga EDP e que dá acesso à rua da mouraria. A uns cinquenta metros das "Águas do Norte Alentejano"
Vamos ver quanto tempo os serviços levam a resolver esta situação