quarta-feira, 3 de junho de 2026

O dono disto tudo

O "dono disto tudo" como o criminoso, Ricardo Salgado, e não há que ter medo da palavra, já que foi condenado, e como ele próprio se titulava, não é por acaso. Provou que é mesmo o dono disto tudo, inclusive daquilo que era suposto não ser, dono da justiça. Não vou entrar nos meandros de se sofre de doença ou não.

Provou que para além de ser também dono da justiça é também dono dos médicos. 

Uma frase latina diz "dura Lex, sed Lex", parece que ela só é dura para alguns, para os que não são donos disto tudo. Quando cometeu os crimes, tinha perfeita noção dos actos que estava a cometer, por isso, a dura Lex, sed Lex, devia engaiolá-lo, mas não, para o dono disto tudo, decidiu libertá-lo como um inocente passarinho. 

Ao menos, podiam obrigá-lo a engaiolamento domiciliário, com pulseira electrónica, mas também não, isso seria um vexame que, a dura Lex, não podia aplicar. Desde quando a dura lex é humanitária? Ainda vamos ver os "Sócrates" com um surto qualquer.

Os surtos/doença não são para quem quer, são para quem pode, ou seja para os "donos disto tudo". Não és dono disto tudo!? Temos pena "estudasse". "Sede Lex".

Quem se lixou fomos todos nós que pagámos balúrdios, e todos os que ficaram sem as economias de uma vida.  

Porque a família certamente irá passar férias nos Alpes suíços ainda o vamos ver por lá, já que por cá, não pode ficar só.

Muitos anos de vida a todos os "donos disto tudo", para nos continuarem a "foder"

 

 

 

 

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Dia internacional da Criança - e as guerras

 

Escolhi esta foto das milhares que se podem encontrar.

Hoje lembro as crianças que sofrem com as Guerras dos adultos

No coração da infância, um dia se acende,
Mas em terras feridas, a dor não se rende.
Crianças de sorriso frágil, olhos a brilhar,
Carregam no corpo e na alma o pesar.

No mundo que deveria ser jardim e canção,
Ecoam gritos de dor, silêncio e invasão.
Na Ucrânia, onde balas cortam o ar,
Meninos e meninas aprendem a chorar.

Em Gaza, sob céu de fogo e destroços,
Pequenas vidas vivem entre escombros atrozes.
O sofrimento físico risca suas peles,
Mas o trauma invisível ainda mais os abate.

Na Rússia, sombras de conflito e medo,
Rostos infantis veem o mundo tão cedo
Manchado por guerras que roubam a esperança,
E trazem para os lares a cruel lembrança.

Beirute guarda memórias de explosões,
Que rasgaram sonhos, destruíram corações.
Os pequenos sobreviventes carregam cicatrizes
Que nem o tempo apaga, mesmo em matizes.

Palestinianos na Cisjordânia vivem o medo,
Cercados por muros que roubam seu segredo.
Pais, avós, tios, com lágrimas no olhar,
Sofrem em silêncio ao ver a dor aumentar.

No Sudão, crianças de olhos cansados,
Testemunhas de horrores, destinos marcados.
Cada vida perdida, uma história interrompida,
Cada lágrima caída, uma inocência perdida.

O sofrimento não é só do corpo ferido,
É também da mente, pelo trauma sofrido.
Os ecos da guerra reverberam na alma,
E deixam marcas profundas, longe da calma.

Pais que choram noites sem ter consolo,
Avós que rezam por um futuro mais belo,
Tios que abraçam memórias trêmulas e frias,
E famílias que enfrentam noites vazias.

Mas mesmo em meio à dor que parece eternizar,
Existe uma chama que insiste em brilhar.
A força das crianças, seu riso que desafia,
Que busca no amanhã a luz do novo dia.

Neste Dia da Criança, recordamos o valor
De proteger cada vida, cuidar com amor.
Que nenhuma criança mais sofra, que a paz possa reinar,
Em cada canto do mundo, para todas poderem sonhar.

Que as lágrimas se transformem em esperança,
E que os traumas um dia percam a vingança.
Pois todo menino e menina merecem crescer,
Livres do medo, livres para viver.

Este poema é um canto, um clamor por justiça,
Por um mundo onde a infância seja eterna delícia.
Que a memória daqueles que partiram em conflito,
Nos guie sempre a construir um caminho bonito.

Por cada pequena voz silenciada na guerra,
Por cada sonho roubado nesta terra,
Elevemos juntos um voto de proteção,
Para que floresça a infância em cada nação.