Muito se tem falado e escrito a propósito dos discursos do presidente da república e da escritora Lídia Jorge, na comemoração do dia de Portugal. Dizem eles que ninguém, ou seja nenhum português, pode invocar o facto de ser "puro". Invocam eles que nós portugueses, somos uma "mistela" de raças.
Vamos por partes então:
- limitaram a "pureza" de alguém à simples condição de "sangue" será? ;
Tanto, quanto eu julgo saber e ter aprendido, e se pensarmos noutras raças animais, por exemplo cães, mas também podem ser outros. O exemplo dos cães, é, porque é o que nos é mais próximo, uma raça de cães, considerada "pura" é resultado de cruzamentos de outras raças, consideradas puras ou não.
Não me vou alongar nos processos e características para definir a nova "raça"
- a raça não se define apenas pelo "sangue" ou pelo cruzamento destes.
- define-se pela NOBREZA, pelo CARÁCTER, e estas, especialmente estas, que deviam definir a raça dos oradores no dia de Portugal, parece, não as possuírem, por isso, não me surpreende que não sejam raças puras.
Que fique claro. Eu sou raça pura. Porque como eles dizem, e, eu subscrevo sou o resultado, nos primórdios da minha raça, do cruzamento de vários sangues. Mas, já há novecentos anos sou o apuramento da "raça portuguesa".
Não! Nem tudo fica bem! Mesmo que seja dito, por "aquele" que deveria ser o primeiro a enaltecer a "raça portuguesa" ainda por cima, no dia em que se comemora Portugal.
Que fique claro!
- sou puro de sangue.
- sou puro de nobreza.
- sou puro de carácter.
- sou puro de sentimentos.
E sim, sou português e orgulhoso de o ser.
E não, não compactuou, com as alarvidades ditas, pelos oradores na comemoração do dia de Portugal
VIVA PORTUGAL!
VIVA aos PORTUGUESES.
