terça-feira, 24 de março de 2026

Flor Alentejana - Rainha das Flores

 

Ainda sobre a VII  Antologia  "a cor da minha Alma" e estando ainda em "estado de graça", sendo que, este estado de graça, não se refere exactamente ao que ele significa, mas antes, o "estado de prenhez". Sim, isso mesmo, o estado de gestação de todo este processo.
Porque ainda estou "prenho" de satisfação, ofereci um exemplar da antologia a uma pessoa que me é "muito querida". Penso que ela é muita querida de todos/as os que a conhecem e que com ela convivem.
É de facto, uma pessoa com uma sensibilidade incrível. Uma professora atenta aos seus alunos, empática, amiga. É uma artista. A arte, pictórica e escrita, flui naturalmente da sua mente e das suas mãos.
Gosto muito de si! continue a ser quem é.
Ela responde pelo nome de "Flor Alentejana" e de facto, é uma flor que embeleza qualquer, ia dizer jardim, mas não, qualquer planície alentejana, enche o campo com a sua beleza.   
Quem não conhece a flor alentejana? a flor imaginária com que todos sonhamos e se transforma na rainha das flores.
 
Flor Alentejana

F rescor da manhã que inspira o viver,
L uzindo em cores que dançam na trama
O ndas de tinta, um mar de emoção,
R evelam histórias em cada pincelada e acção.

A lmas criativas se reúnem com amor,
L embranças vivas se misturam em cor.
E ntre risos e ecos de vozes a soar,
N as paredes da casa, um sonho a pulsar.
T em o calor das paletas, a vida a brotar,
E nsaio de cores a nos encantar.
J anelas abertas para o mundo sonhar,
A fonte de ideias que nos vai guiar.
N a tela da vida, vamos todos pintar.
A cada pincelada, um mundo despertar.

Rainha das Flores

R ainha da arte, a paleta a brilhar,
A cada pincelada, um novo despertar.
I ntensas emoções que nascem a pintar,
N uvens de esperança, em versos a flutuar.
H á magia em cada tom, cada nuance,
A harmonia perfeita, uma doce dança.

D as flores brotam cores, a vida em fulgor,
A brisa suave leva consigo o amor.
Sorrindo em nuances, em tons variados,

F ores que esbanjam alegria e emoção,
L ágrimas de saudade em cada canção.
O lá primavera, vem nos alegrar,
R ecantos vibrantes de um novo despertar.
E los nas folhas, segredos a contar,
S ementes de sonhos começam a brotar.

segunda-feira, 23 de março de 2026

Dia mundial da Poesia

 Dia 21/03/2026, dia mundial da poesia e da criatividade, a Associação da Amizade e das Artes Galego Portuguesa da Figueira da Foz, apresentou, na Casa do Paço, a VII Antologia de poesia e prosa contemporânea ilustrada, "a cor da minha alma"
A participação nesta antologia, é aberta a todos os que gostam de escrever, quer seja em verso quer seja em prosa e, ou também, a todos os que gostam de pintar, esculpir e que gostem de divulgar a sua arte.
Não é necessário ser associado para participar. Basta que tenha gosto pela escrita e pelas artes no âmbito mais alargado.
A participação, nem sequer é amorosa em termos financeiros, o único compromisso é o de adquirir dois exemplares.
Fiquei surpreendido pela positiva com o número de pessoas presentes na apresentação da Antologia. Parabéns por isso à organização e a todos os que participaram neste magnifico evento. Um dia que ficará positivamente na memória, para quando eu for velhinho...- pois! que agora ainda sou um jovem!...
Desde que me fiz associado, -bom! Não há assim tanto tempo quanto isso, que a presidente da associação me desafia e insiste para que participe.
Porque não me considero escritor, nem pouco mais ou menos, menos ainda poeta, não me sentia confortável em participar, numa antologia que conhecia e sabia da qualidade dos participantes. Há que ter noção das nossas capacidades.
Mas, como é costume dizer-se " tantas vezes o cântaro vai à fonte que um dia fica lá a asa".
Foi o que me aconteceu, tantas vezes a presidente insistiu, que quebrou a minha resistência.
Devo confessar e perdoem-me a imodéstia, sinto-me orgulhoso e vaidoso, por ver o meu nome, e o que escrevi impressos em livro.
Obrigado Conceição Ruiva.
Depois de quebrada a minha resistência, eu mesmo, desafiei outras amigas, que sei que escrevem muito bem, a participarem. Desta vez, apenas consegui "convencer" uma - Maria Vidine Cara de Anjo Antunes Serra, espero que ela não me leve a mal, por estar aqui, a divulgar o seu nome, amiga e colega na Academia de Santa Clara de Portalegre. A "Outra", esteve quase, quase lá, não foi desta, será na próxima. Afinal, "Roma e Pavia não se fizeram num dia".
Nesta primeira participação decidi fazer dois poemas dedicados a Buarcos e Figueira da foz.
Prometo que na próxima participação, daqui a um ano, assim ainda cá esteja, será sobre Portalegre.
Lanço o desafio, a todos/as que tenham o gosto de escrever que participem, não escondam o vosso trabalho. 
O maior prazer, há quem diga gosto, porque consideram que prazer é outra coisa... Cá para mim, é gosto e prazer, é partilhar com os demais, o que nos vai na alma. Mesmo, correndo o risco, como é natural, que nem todos nos acompanhem no mesmo sentimento.
Sendo Portalegre uma terra de artistas, cobrindo todas as áreas de arte, e sabendo que há tertúlias onde se dizem poemas, daqui, lanço o desafio ao Atelier de Artes Plásticas de Portalegre, para que pense, numa edição de antologia ou coletânea à semelhança desta.
Porque a lengalenga já vai extensa e depois ninguém lê, vou terminar, com a transcrição dos dois poemas com que participei.

Espero que gostem.

E, se não gostarem, "a borda do prato é a serventia do poeta"....

Buarcos Vila de Piratas e Pescadores - tem a Figueira da foz como donsela e amante

Nas ondas do mar, Buarcos reluz,
Entre sombras de piratas e sonhos,
Os barcos dançam, em suaves trunfos,
Cantos de pescadores, vida que seduz.

A figueira da Foz, com olhar fulgaz,
É donzela e amante, a brisa inflama,
Banhando a vila em sua doce trama,
O amor se entrelaça, trazendo a paz.

Nos becos antigos, ecos de bravura,
Histórias contadas dob a luz da lua,
O sal das memórias, a força da cultura

E assim, Buarcos, com seu jeito puto,
Em cada amanhecer, guardam a doçura,
Entre piratas e amores, é vida nua. 


Buarcos, Terra de Praia, Sol e Campo

Em Buarcos, onde o sol desponta,
As ondas dançam numa suave canção,
A areia se esconde, como um manto,
E o cabo do Mondego é nossa dimensão.

Os ventos sussuram segredos de amor,
Enquanto as gaivotas riscam o céu,
O mar, que abraça o horizonte com fervor,
Faz da vida um eterno troféu.

Caminhos de campos verdes a brilhar,
Cores vibrantes em cada flor,
A terra respira, pronta a amar,
No abraço do sol, puro esplendor.

E quando a lua acaricia a areia,
Um mistério se revela na noite serena,
Na paz do campo, a alma é plena.

Oh! Cabo do Mondego, leito de estrelas,
Teus segredos guardamos com devoção,
Neste lugar, onde a brisa é aguarela,
E a vida dança em perfeita canção.

Assim, Buarcos, entre Campos e mares,
É um poema vivo que nunca tem fim,
Teu encanto ressoa em laços e ares,
Em cada coração que te chama, assim.