quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Canção de Natal - O Menino Jesus e os Reis Magos

 

No silencio da noite estrelada,

Nasceu o amor, nasceu a luz,

Um menino em sua manjedoura,

Brilhava mais que a própria cruz.

Os pastores com alegria,

Anunciaram a boa nova,

E os Reis Magos em jornada,

Seguiram a estrela que renova.

 

(Refrão)

Oh, menino Jesus, tão querido,

Com os Reis Magos a caminho,

Belchior, Gaspar e Baltazar,

Trazendo presentes, amor e carinho.

Naquela noite de magia,

A esperança renascia,

Em cada coração, a melodia,

Cantando em paz e harmonia 

 

O ouro, o incenso e a mirra,

Símbolos do que viria,

Reis de terras distantes,

Em adoração, se uniriam.

Lágrimas de alegria e fé,

O mundo inteiro, a celebrar,

O nascimento do Salvador,

Que veio para nos amparar.

 

Nota: Estes versos são inéditos e foram  feitos, para, eventualmente, poderem ser cantados pela Tuna da Academia de Santa Clara de Portalegre.

É proibida a sua reprodução sem oa autorização expressa do autor. 

(Refrão)

Oh, menino Jesus, tão querido,

Com os Reis Magos a caminho,

Belchior, Gaspar e Baltazar,

Trazendo presentes, amor e carinho.

Naquela noite de magia,

A esperança renascia,

Em cada coração, a melodia,

Cantando em paz e harmonia

 

 

Neste Natal, lembremos juntos,

Do amor que é essencial,

Como os Reis, que em sua jornada,

Nos mostram o verdadeiro Natal.

 

(Refrão)

Oh, menino Jesus, tão querido,

Com os Reis Magos a caminho,

Belchior, Gaspar e Baltazar,

Trazendo presentes, amor e carinho.

Naquela noite de magia,

A esperança renascia,

Em cada coração, a melodia,

Cantando em paz e harmonia






 

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

Antes que seja tarde demais...


Antes da eleições, no inicio de junho de 2025, a câmara municipal de Portalegre, anunciava a adjudicação, para mostrar serviço, de uma série de obras, entre as quais, a demolição das casa da rua dos Muros de Baixo e requalificação desse mesmo espaço. O prazo de execução da obra era de cento e oitenta dias, seis meses, o que quer dizer que, por esta data, a obra devia estar terminada.
Acontece que, "ainda" falta muito para a mesma estar terminada.
A "desculpa", há sempre uma desculpa, diz a câmara, que o atraso, mais de três meses, de paragem completa da obra, se deve ao parecer tardio, da instituição de Évora que tem a competência para emitir tais pareceres. 
A minha pergunta/dúvida é se o processo de "deitar abaixo as casas", foi submetido atempadamente, antes da adjudicação?, parece-me que não!, mas isso também não interessa nada, para o que quero chamar a atenção da câmara, e, em especial da sua presidente Fermelinda Carvalho.
Conforme se pode ver nas fotos, as casas já foram abaixo, a muralha está "quase" requalificada, e é neste pormenor, o da requalificação da muralha que quero chamar a atenção.
1 - Conforme se pode ver na primeira foto, a muralha suporta uma árvore que está arrebentar a muralha, sendo visível, pedras quase soltas e a caírem. Oxalá um dia próximo, alguém não tenha de ir de urgência para o hospital.
2 - Na segunda foto, a esquina da muralha que separa as faces da mesma, estão em pedra, ou seja, não há nenhum reboco branco.  
3 - Nas terceira e quarta fotos, é a mesma esquina, verifica-se um acentuado reboco de branco. Penso eu, que este reboco foi colocado aquando da construção das casas. Se as casas foram deitadas abaixo, se se está a requalificar a muralha, pergunto, não seria de "bom tom",  e mais estético, retirar este reboco branco e deixá-lo idêntico ao da esquina anterior?
4 - Na quinta foto vê-se um "buraco" na muralha, pergunto eu, é para ficar assim? a muralha no seu original teria aquela reentrância?
5 - Nas sexta e sétima fotos vê-se o reboco branco, que as pessoas que moravam nas casa pintavam à frente das portas. Pergunto, este reboco branco é para ficar?
Antes que os "comentadeiros" venham dizer que a obra ainda não terminou, informo-vos que tive o cuidado de perguntar ao empreiteiro, sobre os reparos que menciono atrás, se vão ficar assim, ao que me foi respondido que sim. Que a obra está a ser executada conforme caderno de encargos. Mau caderno de encargos, digo eu, que não percebo nada disto...
Não faço ideia, se o Instituto de preservação do património, o tal organismo de Évora, não sei se é assim que se chama e também não fui pesquisar, reparou nestes pormenores, e se veio verificar a obra que está sendo feita.
Mas, tenho a certeza de uma coisa, a ficar assim, fica uma boa "cagáda" e grande.
Não gosto!
Já que estamos em época de natal, o que quer dizer, época de prendas, peço à Sra presidente Fermelinda Carvalho que reavalie a cagáda e nos dê o "presente" de melhorar estes pormenores, antes que seja tarde demais.
Já que houve uma "derrapagem" em termos de tempo de execução da obra, junte lá mais uma "derrapagenzita" em termos financeiros e faça a obra como deve ser...
Em alternativa, e na falta da derrapagem financeira, que tal, se o Sr empreiteiro para garbo da sua profissão, desse de presente de natal, aos portalegrenses e visitantes e requalificação adequada à muralha.
Pedir não ofende!...
Feliz Natal para todos os que tiveram a paciência de ler até final.
Para os que não leram, também um feliz natal.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

E parece que não aconteceu nada

Há três dias, (01/12/2025), Sua Exª o Presidente da república, professor Marcelo Rebelo de Sousa, deu entrada no Serviço Nacional de Saúde (SNS), no hospital público São João do Porto, para ser intervencionado a uma hérnia encarcerada. 

Dir-me-ão que nada de anormal, uma vez que, era uma “situação de urgência”.

Verdade que, seria um “caso normal”, se todos os cidadãos que se dirigem ao serviço nacional de saúde (SNS), fossem atendidos com a mesma rapidez e diligencia, com que foi recebido e socorrido, o Sr presidente da república. Infelizmente assim não é, como sabem/sabemos todos os que têm de recorrer ao SNS.

A “ANORMALIDADE” está precisamente nesta diferenciação de critérios, tendo por base, o “estatuto” do precisado.

Dir-me-ão, então deixava-se morrer o “homem”!?

Eu respondo: Faria alguma diferença? Quantos de nós morremos todos os dias às portas dos hospitais e nas ambulâncias. Quantas mulheres parem dentro das ambulâncias, por andarem de um lado para o outro?

Claro que faria diferença. Já imaginaram se ao presidente da república, a um ministro, a um deputado, lhes fossem recusadas as entradas e assistências hospitalares às portass do SNS?

Se um deles morresse, por esta falta de assistência, tenho a certeza, que o SNS seria outro.

Quando se diz que “todos” somos iguais, que não há diferenças, na assistência médica, justiça, etc. pura mentira e hipocrisia como fica demonstrado com este exemplo e muitos outros.

O pior, é que nós aceitamos que a normalidade é esta, uns passarem à frente dos outros, uns podem ser socorridos outros não, e, acreditarmos na mentira e nos deixarmos levar.

Agora, que se está em campanha eleitoral, e que os candidatos, tanto defende um melhor SNS, seria bom, perguntarem-lhes, o que pensam sobre estes “privilégios”?

O Sr presidente da república, veio no dia da alta elogiar o SNS.

Não! devia em primeiro lugar ter recusado “privilégios” e ter-se dirigido a um hospital privado. Ah! Pois, mas aí vinham as críticas desta opção. São as contingências da vida, fazer opções, e arcar com as consequências.

Por outro lado, não devia ter elogiado o SNS, devia sim tê-lo criticado, por este mesmo SNS, fazer diferenciação de utentes. Afinal perante o SNS não somos todos iguais?

A comunicação social não teria aqui uma oportunidade para levantar esta questão?

Para eles e para a maioria de todos nós, “parece que não aconteceu nada”, mas aconteceu, e muito, só que, todos achamos normal que estes casos aconteçam.  

Não, não somos todos iguais. Há diferenciação no socorro conforme o “estatuto”.

Recuso-me a reconhecer que o Sr presidente da república, tenha privilégios que não sejam reconhecidos aos demais cidadãos.