domingo, 9 de novembro de 2025

O telefone toca, Trim...Trim...









O telefone toca, num dia que espero e não chama por mim...
Não, é para ti, alguém te quer falar, Trim...Trim...
Atendes. Oh! Que alegria desvairada, neste corre...corre que não cansa...
Que vontade de falar, não! De gritar, berrar, dizer baixinho, sou feliz.
Que todos saibam, que ninguém oiça, o meu sussurro, o bater sereno do coração, 
Que galopa desenfreadamente como o vento forte, que acaricia, suavemente, 
Os nossos corpos desnudados, num bater ritmado 
Que não dói, mas se sente, o ardor do medo que se pressente, ao ouvir-se um som estridente. 
Afinal é o escuro, a noite, o piar do mocho.
A casa que nos acompanha, que sabe do nosso segredo, 
E silencia, o nosso grito de Alegria e de prazer.


 

quinta-feira, 6 de novembro de 2025

Portalegre e as Cascatas de São Mamede

                                                                                                         

No seio verdejante da serra,
Portalegre canta em tom sereno,
Cascatas dançam, levando a terra,
E o frescor das águas revela o pleno.

Entre rochas e sombras de pinheiros,
A luz filtra a vida que se encerra;
São Mamede, guardiã dos seus ligeiros,
Reflete em seu espelho a paz que berra.

As quedas são melodias encantadas,
Um sussurro que embala o viajante,
Desvelando segredos em cascatas.

E ao caminhar, o tempo é um gigante,
Que num instante eterniza as jornadas,
Portalegre, tesouro radiante.