sexta-feira, 7 de maio de 2021

Enquanto o pau vai e vem, folgam as costas

 

Todos sabemos, mesmo os de longe, hummm, o que é a lonjura para um alentejano, quando todos sabemos que “é já ali”, que todos os anos e não só no verão, somos “invadidos” por “almas de outro mundo” e estas sim vêm de muito longe. Chegam-nos vindos do Nepal, Banglasesh, Paquistão, Índia. Países que a maioria dos alentejanos, locatários destes “novos inquilinos” e porque não dizê-lo grande parte da população portuguesa, não fazem a mínima ideia onde ficam. Também, não sou eu que vou dizê-lo, aos curiosos, deixo-vos como desafio a pesquisa, ia dizer o estudo mas isso são outros quinhentos, seria pedir demasiado.

Nestes últimos anos, no Alentejo, temos vindo a ser invadidos, porque duma invasão se trata, por invasores em maior percentagem que os naturais.

Esta invasão dizem-nos, é para fazer o trabalho que os alentejanos e os restantes portugueses já não querem fazer. Os alentejanos, muito embora, gostem do descanso e da sesta é… ou foram, gente trabalhadora. Ainda “sou do tempo” de ver ranchos na apanha da azeitona e nas ceifas à mão. Felizmente que a maquinização veio facilitar estes trabalhos, mas por outro, veio “lançar” ao desemprego, melhor dito, ao ócio e preguiça muitos alentejanos e demais portugueses.

A minha pergunta/dúvida é se ainda há serviços/trabalhos onde esta maquinização não é tão evidente, ao ponto de ser necessária tanta mão-de-obra, porque são “contrabandeados” tantos imigrantes? E não é aproveitada a mão-de-obra portuguesa? Já que os salários e impostos serão evidentemente os mesmos.

Claro que a resposta, dirão uns, é porque os portugueses já não querem trabalhos pesados… outros dirão, porque é muito melhor estar em casa ou no café, sem fazer nada a receber subsídios, os que sejam…pois é! É este o país que queremos? Pense nisso.  

As vergastadas desta invasão ouvem-se a léguas, ecoam sibilando pelos ares vindos dos lados do mar, em plena planície alentejana.

Estas vergastadas doem e doem muito no corpo e na alma daqueles que as sofrem.

Deviam doer ainda mais naqueles que as dão, mas não, estes não sentem nada…

Nunca ninguém se preocupou, nem os que deviam ter essa preocupação, desde logo quem os traz, melhor dizendo quem os contrabandeia e escraviza, quem os recebe e lhes dá trabalho e sobretudo quem tem como missão fiscalizar, o estado, e no estado estão incluídos todos os organismos dele dependentes: - Ministérios, Câmaras, Juntas de freguesia, policias, de verificarem as condições de chegada, de habitabilidade, de saúde e de trabalho.

Eles não são nossos, são carne para canhão, e só quando um desses pedaços de carne entope o canhão, “aqui d’el rei”!

Foi o que aconteceu desta vez, embora não seja a primeira, uns desses pedaços de carne entupiram o canhão, o mesmo é dizer o sistema e foi um “deus” nos acuda, e sim, é um d minúsculo, porque não há um D maiúsculo no meio de tantos ateus.

Já que “Deus” nos faltou há que ser santo em altar próprio. Se o altar é pequeno para tantos “infiéis” requisite-se a igreja “Z Mar”. O “deus”, ministro da administração interna – Eduardo Cabrita, sentado no degrau do seu altar, ou já deitado, dá ordem à Guarda Nacional Republicana, para que às quatro (4) da manhã, quando os cães dormem e os galos ainda não cantaram, do dia 04/05/2021, retire os “infiéis” dos locais onde se encontram e os depositem na igreja “Z Mar”, contrariando todos os “fiéis” detentores da posse dos direitos desta “igreja”.

Este “deus” menor- Eduardo Cabrita, sabia que se queria ter êxito, na ocupação da “igreja” tinha de ser rápido na ordem e no cumprimento da mesma, não tanto para a salvaguarda da saúde e dos direitos dos infiéis ou dos fiéis, mas sim para a sua eternização no “altar”, antes que o Supremo Tribunal Administrativo, “Santa Fé”, viesse a dar razão à providência cautelar, “auto de fé”, interposta pelos “fiéis”.

Hoje, dia 07/05/2021 soube-se que o “auto de fé” foi aceite. Infelizmente, o “deus” menor conseguiu os seus intentos e enquanto o “pau vai e vem descansam as costas”, as dele claro, ou seja, livrou-se “de boa”… os fiéis continuam a lutar pelos seus direitos, e os infiéis oram ao Deus deles para que esta fartura na terra “prometida” não acabe.  

Dos “outros deuses”, Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa, sempre que há um conflito de “religiões” não se ouve nem uma “oração” nem um “amém”.

Será que há o “Amém” de todos nós?


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