Todos sabemos, mesmo os de longe, hummm, o que é a lonjura
para um alentejano, quando todos sabemos que “é já ali”, que todos os anos e não só no verão, somos “invadidos”
por “almas de outro mundo” e estas
sim vêm de muito longe. Chegam-nos vindos do Nepal, Banglasesh, Paquistão,
Índia. Países que a maioria dos alentejanos, locatários destes “novos
inquilinos” e porque não dizê-lo grande parte da população portuguesa, não
fazem a mínima ideia onde ficam. Também, não sou eu que vou dizê-lo, aos
curiosos, deixo-vos como desafio a pesquisa, ia dizer o estudo mas isso são
outros quinhentos, seria pedir demasiado.
Nestes últimos anos, no Alentejo, temos vindo a ser
invadidos, porque duma invasão se trata, por invasores em maior percentagem que
os naturais.
Esta invasão dizem-nos, é para fazer o trabalho que os
alentejanos e os restantes portugueses já não querem fazer. Os alentejanos,
muito embora, gostem do descanso e da sesta é… ou foram, gente trabalhadora. Ainda
“sou do tempo” de ver ranchos na apanha da azeitona e nas ceifas à mão.
Felizmente que a maquinização veio facilitar estes trabalhos, mas por outro,
veio “lançar” ao desemprego, melhor dito, ao ócio e preguiça muitos alentejanos
e demais portugueses.
A minha pergunta/dúvida é se ainda há serviços/trabalhos onde
esta maquinização não é tão evidente, ao ponto de ser necessária tanta
mão-de-obra, porque são “contrabandeados” tantos imigrantes? E não é
aproveitada a mão-de-obra portuguesa? Já que os salários e impostos serão
evidentemente os mesmos.
Claro que a resposta, dirão uns, é porque os portugueses já
não querem trabalhos pesados… outros
dirão, porque é muito melhor estar em casa ou no café, sem fazer nada a receber
subsídios, os que sejam…pois é! É este o país que queremos? Pense nisso.
As vergastadas desta invasão ouvem-se a léguas, ecoam
sibilando pelos ares vindos dos lados do mar, em plena planície alentejana.
Estas vergastadas doem e doem muito no corpo e na alma
daqueles que as sofrem.
Deviam doer ainda mais naqueles que as dão, mas não, estes
não sentem nada…
Nunca ninguém se preocupou, nem os que deviam ter essa
preocupação, desde logo quem os traz, melhor dizendo quem os contrabandeia e
escraviza, quem os recebe e lhes dá trabalho e sobretudo quem tem como missão
fiscalizar, o estado, e no estado estão incluídos todos os organismos dele
dependentes: - Ministérios, Câmaras, Juntas de freguesia, policias, de
verificarem as condições de chegada, de habitabilidade, de saúde e de trabalho.
Eles não são nossos, são carne para canhão, e só quando um
desses pedaços de carne entope o canhão, “aqui d’el rei”!
Foi o que aconteceu desta vez, embora não seja a primeira,
uns desses pedaços de carne entupiram o canhão, o mesmo é dizer o sistema e foi
um “deus” nos acuda, e sim, é um d minúsculo,
porque não há um D maiúsculo no meio
de tantos ateus.
Já que “Deus” nos faltou há que ser santo em altar próprio.
Se o altar é pequeno para tantos “infiéis” requisite-se a igreja “Z Mar”. O “deus”, ministro da administração
interna – Eduardo Cabrita, sentado no degrau do seu altar, ou já deitado, dá
ordem à Guarda Nacional Republicana, para que às quatro (4) da manhã, quando os cães dormem e os galos ainda não cantaram, do dia 04/05/2021,
retire os “infiéis” dos locais onde se encontram e os depositem na igreja “Z Mar”,
contrariando todos os “fiéis” detentores da posse dos direitos desta “igreja”.
Este “deus” menor- Eduardo Cabrita, sabia que se queria ter
êxito, na ocupação da “igreja” tinha de ser rápido na ordem e no cumprimento da
mesma, não tanto para a salvaguarda da saúde e dos direitos dos infiéis ou dos
fiéis, mas sim para a sua eternização no “altar”, antes que o Supremo Tribunal
Administrativo, “Santa Fé”, viesse a dar razão à providência cautelar, “auto de
fé”, interposta pelos “fiéis”.
Hoje, dia 07/05/2021 soube-se que o “auto de fé” foi aceite.
Infelizmente, o “deus” menor conseguiu os seus intentos e enquanto o “pau vai e vem descansam as costas”, as
dele claro, ou seja, livrou-se “de boa”… os fiéis continuam a lutar pelos seus
direitos, e os infiéis oram ao Deus deles para que esta fartura na terra
“prometida” não acabe.
Dos “outros deuses”, Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa,
sempre que há um conflito de “religiões” não se ouve nem uma “oração” nem um
“amém”.
Será que há o “Amém” de todos nós?

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