segunda-feira, 27 de julho de 2020

Serviços de Proximidade



SERVIÇOS D PROXIMIDADE!!!!

Estou irritado! tenho dito. Alguém me consegue explicar de maneira que, um que já foi loiro e que agora, para além de ser careca, é russo, entenda esta noção dos serviços públicos de proximidade. Os "mandam chuvas" dos serviços públicos, de não sei de onde... entendem que a proximidade de um bom serviço público está ao alcance de um número de telefone, como se toda a gente fosse obrigada a ter um telefone. Vai daí para seres atendido num serviço público liga para o numero X que, na maioria das vezes é de valor acrescentado, roubalheira digo eu. Discamos o número, roubam-nos dinheiro, roubam-nos tempo, ao fim de largos minutos ouvimos uma voz de máquina que nos diz "que o tempo de espera da sua chamada é superior ao previsto, pelo que deve voltar a ligar mais tarde" e cai a chamada.

Se somos teimosos e insistente voltamos a ligar como nos é "educadamente" solicitado pela tal voz e volta tudo a acontecer de novo, voltamos a esperar imensos minutos, voltam-nos a roubar dinheiro, voltam-nos a roubar tempo e volta a cair a chamada. PORRAAAA que estes serviços públicos são uma MERDA não há maneira de o dizer de uma forma educada como a tal voz e só me apetece mesmo e mandá-los a todos, os tais "mandam Chuvas", pró raios que os partam ou em vocabulário ainda mais vernáculo vão pro "Caralho" isto é só para os mandar para um lugar mais elevado, para ver se do cimo do caralho, conseguem enxergar melhor e ver o péssimo serviço público que prestam. Estou cansado, de caminhar para o serviço de finanças de Portalegre, estou cansado de ligar para o dito cujo do número, estou cansado que uma voz me diga que o tempo de espera é superior ao desejado. O serviço de proximidade dos serviços públicos é quando eles querem e às horas que querem e não, quando um simples pagador, tem tempo e disponibilidade para se dirigir a um serviço público. Quando os serviços particulares já estão a funcionar de portas abertas, com cautelas, claro, como se impõe, porque raio os serviços públicos, alguns infelizmente, teimam em manter as portas fechadas e só ao alcance de um número de telefone? Que raio, quando é que somo nós a mandar abrir as portas, e fazer entender a esta gente que eles são apenas nossos funcionários… Como eu tenho saudades do meu tempo de serviço de proximidade.

domingo, 14 de junho de 2020

CERTO E ERRADO - CERTEZA E DÚVIDA

Para quem tem tantas certezas e convicções, a dúvida instala-se, e torna-se certeza
(Isidro Santos)

Não acredito na reencarnação, mas já acreditei. Por tudo o que nos acontece no dia-a-dia, ainda há muitos momentos que duvido no que acredito. Desde que me lembro de ser pessoa, quero dizer, desde que penso por mim e não através dos outros e que tomo decisões por mim e não pelos outros ou pelos que os outros pensam, sempre tentei passar a ideia das minhas certezas e convicções, defendendo-as com base na minha informação e conhecimento na altura, e na capacidade de argumentação, até que alguém me prove que estou errado.
Não aceito, nunca aceitei, que quem quer que seja, interfira nas minhas opiniões e convicções e tente impedir-me do que quer que seja, só porque pensa e tem convicções diferentes da minha. Aconteceu esta semana, uma suposta amiga, retirou-me a amizade virtual e suponho que a amizade pessoal, a avaliar pelas considerações que faz sobre a minha pessoa. Desistiu de ser associada duma instituição porque não concorda que eu tenha “motivações políticas” e represente uma instituição. Esclareci a ex-amiga que eu não tenho motivações políticas, tenho simplesmente opiniões, enquanto cidadão, que admito possam estar erradas. Já num passado recente, de setembro do ano passado até então, outras pessoas tentaram impedir-me de ter as minhas opiniões e manifestá-las publicamente. Não sou, nunca fui hipócrita, digo o que penso e penso o que digo, quer isso seja ou não do agrado dos outros.
Naturalmente que, embora ninguém me tenha demonstrado a eventualidade de estar errado, faz com que eu pare, oiça e pense e sobretudo, duvide se estou certo ou errado? Para quem tem tantas certezas e convicções a dúvida instala-se, e torna-se certeza. Ao tornar-se dúvida e certeza, provoca o incêndio no nosso eu, transformando-nos em nada ou quase nada, em cinza. Como a fénix, prefiro continuar a pensar como penso, e agir como ajo.
Penso que só devo ser a reencarnação, de algum espírito inconformado e provocador.
Não sei se é do meu espírito, se do espírito reencarnado, admito que gosto de provocar um pouco.
Provocar as ideias pré-estabelecidas e preconceituosas.
Provocar os acontecimentos.
Provocar o “status quo”.
Provocar a discussão.
Provocar a liberdade.
Provocar o incómodo.
Provocar…

segunda-feira, 8 de junho de 2020

PAPAGAIOS

Uma amiga “virtual” do facebook , embora também nos conheçamos pessoalmente, o que nos torna “amigos” para além do virtual fez uma publicação, há poucas horas, na sua página. Para além de concordar com tudo o que diz, a primeira palavra que me veio à ideia foi “PAPAGAIOS”.
Papagaios porquê?
Pensei, o que é que os papagaios fazem? Para além de outras coisas menos essenciais, o que achamos atractivo e nos chama a atenção nos papagaios, é a sua capacidade de imitar a voz humana.
Porque é que eles conseguem imitar a voz humana? Porque conseguem controlar a siringe que é o órgão presente em todos os pássaros, equivalente às cordas vocais, conjugada com a anatomia do bico, da língua e do palato.
O facto de os papagaios terem capacidade intelectual, faz que sejam capazes de descodificar e memorizar novos sons.
Ou seja, os papagaios, apesar de segundo alguns estudos científicos terem capacidade intelectual, eles apenas repetem por imitação e memorização aquilo que lhes é ensinado. Não têm noção do que dizem, porque o dizem e menos ainda se o estão a dizer correctamente, repetem… repetem… repetem para que nós, que não somos papagaios os oiçamos. E nós ouvimos, porque lhes achamos imensa piada…
Papagaio que se preze, para justificar a ração diária que recebe e o investimento com o seu custo, tem de imitar a voz do dono e repetir o que lhe é ensinado, sob pena de ser retirado do poleiro.
Por outro lado temos os papagaios de papel, sem qualquer capacidade de imitação e de voar por si só. Resta-lhes a habilidade do dono e a força do vento para os fazer levantar do chão.
O “post” da minha amiga, fez-me lembrar a semelhança que existe entre estes papagaios, animais e de papel, e os papagaios humanos. Estes últimos, são em tudo idênticos aos anteriores, têm capacidade intelectual mas não têm noção do que dizem e porque o dizem, apenas repetem… repetem… e repetem... enquanto tiverem audiência e receberem a ração diária, porque foi isso que lhes foi ensinado, apenas devem repetir e os de papel, que sem a mão habilidosa do dono, não se levantariam do chão..
Se no princípio, até achamos imensa piada ao que é repetido, com o tempo e por força da repetição, começamos a achar cansativo e só desejamos que se calem…fez-me lembrar uma outra expressão pronunciada por um rei “porque no te calhas”.
Papagaios humanos repetidores, no mínimo, aprendam outra cantilena para nos entusiasmar de novo.  

domingo, 31 de maio de 2020

IRMÃOS


Há dias para tudo. Assinalo apenas alguns dos relacionados com a família. Dia do pai, dia da mãe, dia dos avós, dia dos namorados, dia da mulher, dia do homem, dia dos tios, dia dos filhos, dia do filho do meio, e até o dia mundial da estupidez e hoje o dia dos irmãos.
Muito sinceramente, não entendo para que servem todos estes dias marcados no calendário. Na maioria, nem sabemos quando eles acontecem, senão, uma aposta, sem ir ver ao Google ou outro motor de busca que hoje sabem tudo, quando se comemora o dia dos tios?
Hoje falo sobre o dia dos irmãos, sou do tempo, ou no meu tempo, adoro estas expressões, de termos irmãos. Ah! Irmãos de pai e mãe. Os nossos pais, podiam não ter tempo para nos criarem, podiam não ter dinheiro para nos alimentar convenientemente, mas arranjavam tempo, o que fosse para fazerem filhos, por falta de televisão dizemos nós hoje. Fosse como fosse ou porque fosse, constituíam família, tinham filhos e havia irmãos.
Hoje não há famílias como a que eu fui criado e educado, ou há muito poucas, infelizmente. Famílias onde os avós viviam com os filhos e os netos. Famílias onde os avós e os pais morriam em casa. Famílias onde os irmãos, os tios e os primos se relacionavam.
Hoje há famílias monoparentais, famílias desestruturadas como é usual dizer-se. Não há filhos, ou quando os há é apenas um, logo não há irmãos, não há tios tão pouco primos.
Não! Há filhos do pai, filhos da mãe, sem outras conotações, são mesmo e só filhos da mãe, mas isso não os torna irmãos.
Porque hoje é dia dos irmãos, seria de prever que os irmãos fizessem alguma coisa para serem irmãos. Fizessem mais do que eu estou a fazer, para além de debitar palavras escritas. Se juntassem em família ou no mínimo que se dignassem a fazer uma chamada telefónica, hoje é tão fácil, e desejassem um bom dia a esse irmão. Quantos de nós o fizemos? Você já o fez? Ainda vai a tempo. Não diga que não tem tempo. Ah! Claro! está à espera que ele/ela o faça primeiro. É sempre o outro, nunca somos nós.
O tempo não perdoa. Somos nós que perdoamos. Faça-o se acha que há alguma coisa a ultrapassar, não fique à espera que seja o outro a perdoar, para que, definitivamente seja irmão, independentemente de ser irmão de pai e mãe, ser de pai ou ser de mãe, afinal todos somos irmão ou não é assim?

quarta-feira, 27 de maio de 2020

POIS É


Gosto de pensar que sou único em muitas coisas, embora nos raros momentos de lucidez, perceba que sou a repetição de todos os outros.
(Isidro Santos) 



A igualdade da desigualdade ou a desigualdade da igualdade, nem sei como defini-la dada a confusão que na minha cabeça vai. Por ventura, sinais da minha demência, a que devo estar atento, se conseguir claro, já que a demência a isso não nos deixa.

No embalo e nos solavancos desta quietude aparente, a minha demência levou-me a sobrevoar, planando, a demência dos demais.
Observei lá do alto, que felizmente, não sou o único demente. Devia dizer, para satisfação de todos os outros, que infelizmente sou o único, mas nestas coisas da demência, mesmo não tendo consciência de tal, quem quer estar só?
Gosto de pensar que sou único em muitas coisas, embora nos raros momentos de lucidez, perceba que sou a repetição de todos os outros.
A minha demência leva-me a observar lá do alto, sim, porque a demência eleva-nos, põe-nos acima de tudo e de todos, ia dizer que não nos deixa ver nada, mas não, deixa-nos ver tudo o que a lucidez nos esconde. Deixa-nos ver a demência daqueles que temos como lúcidos.
Ontem, dia vinte e seis de maio de dois mil e vinte, o órgão de soberania – Presidente da República – Professor Marcelo Rebelo de Sousa promulgou o diploma da assembleia da república sobre a proibição de festivais e espetáculos de natureza análoga até 30 de setembro, mas com reparos sobre “a garantia do princípio da igualdade”.
A minha demência, não me deixa lucidez suficiente, para me focar nos considerandos de Sua Exª o Presidente da República de tão lúcidos que são. “São areia demais para a minha demência”.
A minha demência, lá do alto, só me deixa observar, se não seria muito mais simples e fácil, para a compreensão dos demais dementes, se é que os há, para além de mim, que o principio de igualdade seja aplicável a todos por igual, sem excepções…Ah! Não! Claro!, não há igualdade naquilo que é desigual. Uma “actividade política”, só porque há uns dementes, que se julgam lúcidos e têm esse direito, como eu tenho o direito de me sentir demente, fazem uns discursos, para ludibriar todas as mentes dementes e que de tanta insistência, já não conseguem atingir a lucidez. Não importa se nessa “actividade política, há ou não actividade cultural de bandas e outras. Isto não é igual, logo o princípio não se aplica.
A minha demência, não consegue compreender, menos ainda aceitar, que haja alunos que não podem fazer exames de melhoria de nota. Que haja pais e filhos que já não se vêm, a não ser por vídeo-chamada, e não se abraçam há já imenso tempo continuem impedidos de o fazer.
Claro que a minha demência, quando faz o supremo esforço, na tentativa de atingir alguma lucidez, compreende que o vírus COVID 19, dadas as suas mutações já deve ter-se “INTELIGÊNCIADO” e já deve ir no COVID 20 ou 21.
Vai daí, só seleciona, os locais, escolas, creches, infantários, ATL, lares de idosos e os mutante que se encontram na demência para se multiplicar ou dividir, depende do ângulo de visão, para fazer com que estes se “INTELIGENCIEM”  e atinjam a lucidez. Os outros locais, “RECINTOS DE CULTO”, sejam eles quias forem, não os vou citar porque a minha demência não consegue lembrar-se deles, mas certamente que, a lucidez destes, sabem a quem me refiro, o VÍRUS da inteligência e lucidez já está instalado.
A minha demência, leva-me a desafiar todos os outros dementes, promotores de actividade cultural que nas datas que tinham previstas, ou com os ajustamentos necessários, convidem outro demente, desde já ofereço-me, para rezar o terço, para dizer uma balelas de engana povo, que o mesmo é dizer, continuem dementes e assim em vez de um espectáculo cultural, como se estes não sejam necessários, teremos um espectáculo de caris religioso ou político e a igualdade será igual.         
  

domingo, 10 de maio de 2020

ELES PODEM TUDO...ELES PODEM TUDO...


“UMA ORDEM E UMA CONTRA ORDEM É UMA AUTÊNTICA DESORDEM”

Como é sabido, após a Organização Mundial de Saúde ter declarado o Covid 19 como pandemia, Sua exª o Presidente da República declarou o estado de emergência renovando-o por três vezes.
A Direcção Geral de Saúde emitiu diversas informações e orientações sobre esta matéria.
O Conselho de ministros decretou, por Decreto-Lei entenda-se, os comportamentos a ter por todos nós, enquanto esta situação se mantiver e/ou não forem alterados, por decreto-lei a normalização dos comportamentos a ter novamente.
Na minha vida profissional havia uma expressão que se empregava muitas vezes, “mande quem pode, obedeça quem deve”. Naturalmente, sempre houve "desobedientes" e que na sua tentativa de não fazer nada, logo perguntavam - Onde é que isso está escrito? Quase sempre a "ordem" estava escrita e ainda que não estivesse, se legítima, legal e da competência de quem a dava era para cumprir, sob pena de incorrer no crime de desobediência. Leu bem CRIME Nem toda a ordem tem de estar escrita. 
Muito tempo antes de conhecer esta expressão, já a tinha interiorizado na minha cabeça e no meu coração. Não basta interioriza-la num dos sítios, isto é tão válido para esta situação em concreto, como para qualquer outra situação que vivamos, sob pena de virmos a falhar todos os objectivos que nos propusermos alcançar. É necessário interiorizarmos na cabeça, na razão, e no coração, no sentir. A cabeça pensa e o coração sente.
Todos nós sabíamos e sabemos, os das minha geração, quem manda numa família, numa sala de aula, numa escola, no local de trabalho, em geral na sociedade e digo manda e não digo mandava, porque os da minha geração ainda continuamos a mandar, numa família, não vou discutir se é o pai ou a mãe, se ambos, se a avó ou o avó, se o cão ou o gato, ou o periquito, nós sabíamos quem mandava e não era relógio de repetição. Dizia uma vez e estava dito.
Infelizmente, hoje não se sabe quem manda e muito menos quem deve obedecer. Todos acham que todos mandam, mas já não acham que todos devem obedecer. Eu que sou um bocado lento no raciocínio, deve ser por ser alentejano, fico perplexo, se todos mandam todos deviam obedecer, ou não é assim? Se ninguém obedece como é que há alguém que manda?
Julgava saber que uma Lei, no sentido lato, e a lei é escrita, nem há o subterfúgio de perguntar onde é que está escrita, era o mando de “alguém” e se é mando, todos a quem lhes é dirigido este “mando” devem obedecer, sob pena de cometerem um CRIME ou contra-ordenação. Pois, parece que tenho andado enganado e pior que isso a enganar aqueles que tenho tentado que interiorizem a disciplina do mando e da obediência. Na sociedade em que vivemos já não manda quem pode e em consequência já não obedece quem deve. A esta conclusão cheguei pelo que se viveu na Assembleia da República no passado dia 25 de abril. Se isto não tivesse sido suficiente, para me convencer, voltaram a mostrar-me que é mesmo assim com os acontecimentos do dia 1 de maio. Ah! Para acabarem definitivamente com as minhas dúvidas, toma lá mais uma demonstração, na “grande realização politico-cultural dede 1976” de que “JÁ NÃO HÁ QUEM MANDE” porque “JÁ NÃO HÁ QUEM OBEDEÇA.
Sinal dos tempos.
Toda esta situação e a expressão “mande que pode obedeça quem deve” fez-me lembrar uma outra, que só a ouvi a uma única pessoa, mas reiteradamente, ao saudoso Militar da GNR, de seu nome, José Gordo, mas que faz todo o sentido.
“UMA ORDEM E UMA CONTRA ORDEM É UMA AUTÊNTICA DESORDEM”

domingo, 26 de abril de 2020

RESCALDO DA COMEMORAÇÃO DO 25 DE ABRIL

Passadas mais de 24 horas da sessão solene, na Assembleia da República, da comemoração do 25 de abril de 1974 e não, no meu modesto entender, da comemoração da liberdade, isto da “liberdade” e da data da sua instauração, são outros quinhentos, ao que ía, já que todos nós estávamos e continuamos confinados nas nossas residências. Bem sei, ao que se deve o confinamento, mas ainda assim, não deixa de ser ausência de liberdade.
Talvez não tenha nada a ver, talvez seja apenas uma simples coincidência, mas, não posso deixar de notar que, de um número de 130 pessoas que estariam presentes na comemoração “apenas” tenham estado na mesma cerca de 70. Sensivelmente metade do previsto. A que se deveu esta “significativa” redução?
Por mais que o Sr Presidente da Assembleia da República – Ferro Rodrigues, diga que se está “cagando para o segredo de justiça”, ou que “O facto de haver abaixo assinados — ou como é que se chama — petições na internet com milhões de assinaturas, a mim não me diz nada”, estou em crer, que, até pode, que a ele, não lhe diga nada, o povo que é sábio já dizia e diz, "Vozes de burro não chegam ao Céu" mas deve ter dito a “muito boa gente”, outros burros, e daí a redução significativa do número de pessoas presentes.
Sendo o cravo o símbolo da liberdade, não seria de esperar, que nestas comemorações da liberdade, todos, sem excepção, fizessem uso do cravo na lapela? Porque é que alguns, Presidente da República incluído, que invocam a liberdade não fazem uso deste símbolo da liberdade? Será que não gostam do cravo ou será alergia ao cheiro?
Alergia ao cheiro não será, porque se assim fosse, fartar-se-iam de espirrar e tossir, o que na ausência de máscaras, mas não de mascarados, até seria engraçado ver os restantes “cravos” a fugir dali p’ra fora. Então se não é alergia ao cheiro, será certamente, alergia à cor, sendo alergia à cor, será alergia à liberdade? Pergunto, e perguntar não ofende.
Ao que se viu e se ouviu na comunicação social e redes sociais a “montanha pariu um rato” a comemoração do dia da “liberdade” restringiu-se à sessão solene na assembleia da república e em algumas assembleias municipais com os mesmos de sempre. Ah não, desculpem, os demais “cravos”, cantaram às janelas do confinamento, às 15h00, esqueci-me de abrir a janela, Tu abriste? o “hino da liberdade”  - Grândola Vila Morena.
Arrepia-me sempre que oiço este belíssimo hino, sem hipocrisia nem sarcasmo, arrepia-me mesmo e adoro esta e outras músicas/poemas semelhantes. Que bom seria, que o povo ordenasse, dentro de Portugal inteiro, e não apenas dentro de ti ó cidade. 

sexta-feira, 24 de abril de 2020

SER ALENTEJANO

(Infelizmente para mim, o texto que se segue não é da minha autoria, mas gostava muito de ter a capacidade para o escrever. Foi "roubado" da página de um amigo do facebook, e pessoal, que também desconhece o autor. Se porventura alguém souber quem o escreveu diga).

ser alentejano não é um dote é um dom.

"Palavra mágica que começa no Além e termina no Tejo, o rio da portugalidade. O rio que divide e une Portugal e que à semelhança do Homem Português, fugiu de Espanha à procura do mar.
O Alentejo molda o carácter de um homem. A solidão e a quietude da planície dão-lhe a espiritualidade, a tranquilidade e a paciência do monge; as amplitudes térmicas e a agressividade da charneca dão-lhe a resistência física, a rusticidade, a coragem e o temperamento do guerreiro. Não é alentejano quem quer. Ser alentejano não é um dote, é um dom. Não se nasce alentejano, é-se alentejano.
Portugal nasceu no Norte mas foi no Alentejo que se fez Homem. Guimarães é o berço da Nacionalidade, Évora é o berço do Império Português. Não foi por acaso que D. João II se teve de refugiar em Évora para descobrir a Índia. No meio das montanhas e das serras um homem tem as vistas curtas; só no coração do Alentejo, um homem consegue ver ao longe.
Mas foi preciso Bartolomeu Dias regressar ao reino depois de dobrar o Cabo das Tormentas, sem conseguir chegar à Índia para D. João II perceber que só o costado de um alentejano conseguia suportar com o peso de um empreendimento daquele vulto. Aquilo que para o homem comum fica muito longe, para um alentejano fica já ali. Para um alentejano não há longe, nem distância porque só um alentejano percebe intuitivamente que a vida não é uma corrida de velocidade, mas uma corrida de resistência onde a tartaruga leva sempre a melhor sobre a lebre.
Foi, por esta razão, que D. Manuel decidiu entregar a chefia da armada decisiva a Vasco da Gama. Mais de dois anos no mar... E, quando regressou, ao perguntar-lhe se a Índia era longe, Vasco da Gama respondeu: «Não, é já ali.». O fim do mundo, afinal, ficava ao virar da esquina.
Para um alentejano, o caminho faz-se caminhando e só é longe o sítio onde não se chega sem parar de andar. E Vasco da Gama limitou-se a continuar a andar onde Bartolomeu Dias tinha parado. O problema de Portugal é precisamente este: muitos Bartolomeu Dias e poucos Vasco da Gama. Demasiada gente que não consegue terminar o que começa, que desiste quando a glória está perto e o mais difícil já foi feito. Ou seja, muitos portugueses e poucos alentejanos.
D. Nuno Álvares Pereira, aliás, já tinha percebido isso. Caso contrário, não teria partido tão confiante para Aljubarrota. D. Nuno sabia bem que uma batalha não se decide pela quantidade mas pela qualidade dos combatentes. É certo que o Rei de Castela contava com um poderoso exército composto por espanhóis e portugueses, mas o Mestre de Avis tinha a vantagem de contar com meia-dúzia de alentejanos. Não se estranha, assim, a resposta de D. Nuno aos seus irmãos, quando o tentaram convencer a mudar de campo com o argumento da desproporção numérica: «Vocês são muitos? O que é que isso interessa se os alentejanos estão do nosso lado?»
Mas os alentejanos não servem só as grandes causas, nem servem só para as grandes guerras. Não há como um alentejano para desfrutar plenamente dos mais simples prazeres da vida. Por isso, se diz que Deus fez a mulher para ser a companheira do homem. Mas, depois, teve de fazer os alentejanos para que as mulheres também tivessem algum prazer. Na cama e na mesa, um alentejano nunca tem pressa. Daí a resposta de Eva a Adão quando este, intrigado, lhe perguntou o que é que o alentejano tinha que ele não tinha: «Tem tempo e tu tens pressa.» Quem anda sempre a correr, não chega a lado nenhum. E muito menos ao coração de uma mulher. Andar a correr é um problema que os alentejanos, graças a Deus, não têm. Até porque os alentejanos e o Alentejo foram feitos ao sétimo dia, precisamente o dia que Deus tirou para descansar.
E até nas anedotas, os alentejanos revelam a sua superioridade humana e intelectual. Os brancos contam anedotas dos pretos, os brasileiros dos portugueses, os franceses dos argelinos... só os alentejanos contam e inventam anedotas sobre si próprios. E divertem-se imenso, ao mesmo tempo que servem de espelho a quem as ouve.
Mas para que uma pessoa se ria de si própria não basta ser ridícula porque ridículos todos somos. É necessário ter sentido de humor. Só que isso é um extra só disponível nos seres humanos topo de gama.
Não se confunda, no entanto, sentido de humor com alarvice. O sentido de humor é um dom da inteligência; a alarvice é o tique da gente bronca e mesquinha. Enquanto o alarve se diverte com as desgraças alheias, quem tem sentido de humor ri-se de si próprio. Não há maior honra do que ser objecto de uma boa gargalhada. O sentido de humor humaniza as pessoas, enquanto a alarvice diminui-as. Se Hitler e Estaline se rissem de si próprios, nunca teriam sido as bestas que foram.
E as anedotas alentejanas são autênticas pérolas de humor: curtas, incisivas, inteligentes e desconcertantes, revelando um sentido de observação, um sentido crítico e um poder de síntese notáveis.
Não resisto a contar a minha anedota preferida. Num dia em que chovia muito, o revisor do comboio entrou numa carruagem onde só havia um passageiro. Por sinal, um alentejano que estava todo molhado, em virtude de estar sentado num lugar junto a uma janela aberta. «Ó amigo, por que é que não fecha a janela?», perguntou-lhe o revisor.
«Isso queria eu, mas a janela está estragada.», respondeu o alentejano. «Então por que é que não troca de lugar?» «Eu trocar, trocava... mas com quem?»
Como bom alentejano que me prezo de ser, deixei o melhor para o fim. O Alentejo, como todos sabemos, é o único sítio do mundo onde não é castigo uma pessoa ficar a pão e água. Água é aquilo por que qualquer alentejano anseia. E o pão... Mas há melhor iguaria do que o pão alentejano? O pão alentejano come-se com tudo e com nada. É aperitivo, refeição e sobremesa. E é o único pão do mundo que não tem pressa de ser comido. É tão bom no primeiro dia como no dia seguinte ou no fim da semana. Só quem come o pão alentejano está habilitado para entender o mistério da fé. Comê-lo faz-nos subir ao Céu!
É por tudo isto que, sempre que passeio pela charneca numa noite quente de verão ou sinto no rosto o frio cortante das manhãs de Inverno, dou graças a Deus por ser alentejano. Que maior bênção poderia um homem almejar?"

quarta-feira, 22 de abril de 2020

VIVA A DEMOCRACIA II

Hoje, como ontem, agora como nunca, todos temos direito a ter opinião, por mais estapafúrdia que seja. A diferença significativa, é que hoje, podemos exprimi-la mais livremente, sem medos...e com mais facilidade, chega a mais pessoas. Bom, isto do livremente, é mesmo força de expressão, porque se fosse, ou for assim, tão livremente, porque é que, cai o santo e a trindade, sempre que um mortal exprime a sua opinião, quando esta não é, ou não está, de acordo com os cânones da “SANTA MADRE DEMOCRACIA”?
Se eu disser que vivemos num estado totalitarista, tenho a certeza, que vão cair todos os santos, democratas, entenda-se, do seu pedestal.
Vou fazer um pequeno exercício.
O que é para si o totalitarismo e autoritarismo? Tente responder sem ir consultar nenhum documento.

 Totalitarismo e Autoritarismo

  1. 1. v É um sistema de governo em que todos os poderes ficam concentrados na mão do governante. Dessa forma, no regime totalitário não há espaço para a prática da democracia, nem mesmo a garantia aos direitos individuais. Democracia é uma forma de governo do povo e para o povo.
  2. 2. v No regime totalitário, o líder decreta leis e toma decisões políticas e económicas de acordo com sua vontade, convencendo o povo de que estão certos. v Embora possa haver sistema judiciário legislativo em países de sistema totalitário, eles acabam ficando às margens do poder
  3. ….
  4. Obviamente, o caso mais popular desse período foi o regime totalitarista imposto pelo absolutismo monárquico, onde os reis e os nobres governavam tudo e a todos, submetendo-os a um regime impiedoso sobre os camponeses, cada vez mais pobres, e a nobreza e o clero, cada vez mais ricos.
  5. AUTORITARISMO v É uma forma de governo em que o governante exerce o poder sem respeitar a democracia, ou seja, governa de acordo com suas vontades ou com as do grupo político a qual pertence.

Os “santos” já gritam - Não, não, não, está a deturpar tudo.
Estou? Vamos analisar então!
Vive num estado em que os poderes estão separados, certo? – certo. Diz você.
Errado digo eu. Quem é o governante? Os poderes estão separados? Não, estão mais que juntos, digo eu.  
Vejamos:
Poder legislativo – (assembleia da república) - faz as leis. Quem são os “santos” que a constituem? São os que quando lhes interessa são deputados, para aprovarem as leis que os amigos (advogados e outros) fazem. Para logo a seguir, transitarem para o poder executivo e judicial.
Poder executivo – Governo – executa as leis, que antes aprovaram enquanto deputados.
Poder judicial – Ah! Este poder está separado, e totalmente autónomo, diz você.
Está? É? Pense, podia dar muitos exemplos de que não está separado nem é autónomo. Mas este exercício deixo-o à sua resolução.

  1. 2. v No regime totalitário, o líder decreta leis e toma decisões políticas e económicas de acordo com sua vontade, convencendo o povo de que estão certos.
 Opa! Onde é que eu já vi isto? Não, não pode ser! Em democracia isto não acontece e se acontece é pura coincidência.

4. Obviamente, o caso mais popular desse período foi o regime totalitarista imposto pelo absolutismo monárquico, onde os reis e os nobres governavam tudo e a todos, submetendo-os a um regime impiedoso sobre os camponeses, cada vez mais pobres, e a nobreza e o clero, cada vez mais ricos

Opa! Onde é que eu já vi isto? Não, não pode ser! Em democracia isto não acontece e se acontece é pura coincidência.

  1. AUTORITARISMO v É uma forma de governo em que o governante exerce o poder sem respeitar a democracia, ou seja, governa de acordo com suas vontades ou com as do grupo político a qual pertence.
 Opa! Onde é que eu já vi isto? Não, não pode ser! Em democracia isto não acontece e se acontece é pura coincidência.

CONCLUSÃO Ao referente trabalho apresentado, conclui-se que o totalitarismo foi uma forma de governo em que os representantes manipulavam seus eleitores de acordo com suas vontades, convencendo-os de que estavam fazendo o certo,…

Opa! Mas é no totalitarismo que os representantes manipulam os eleitores, de acordo com suas vontades?. Ao que me dizem, vivo num estado em democracia, então porque é que, tenho a sensação que sou manipulado? Em democracia isto não acontece e se acontece é pura coincidência.

enquanto o autoritarismo, exercia o poder rigorosamente se importando apenas com a opinião do grupo político a qual pertence, abusando de seu poder autoritário

Opa! Onde é que eu já vi isto? Não, não pode ser! Em democracia isto não acontece e se acontece é pura coincidência.
Então, a que conclusão chegou? Vive num estado totalitarista ou democrático?
Eu cheguei à minha, sem nenhuma dúvida

sexta-feira, 17 de abril de 2020

VIVA A DEMOCRACIA


"LIBERDADES"
Surpreendido? Eu sim. Quando ouvi a entrevista do mais que tudo deste país, Sua Exª o Presidente da República, - Professor Dr Marcelo Rebelo de Sousa a anunciar o prorrogar do estado de emergência, mas com algumas “liberdades”. Fiquei surpreendido, não pelo anúncio da continuação do estado de emergência, já que ainda, não há uma melhoria substancial, da situação que ainda se vive, mas sim, pelo anúncio das “liberdades”, já que, no meu modesto entender, tais liberdades, ainda não se justificam, a menos que queiramos que a pandemia, até agora mais ou menos contida a nível nacional, galope que nem um puro sangue, lusitano naturalmente, em pleno hipódromo.
Deixei de ficar surpreendido, quando a casa de todos nós, – Assembleia da República, aprova a comemoração do 25 de abril e outras liberdades. Não há coincidências!. Tudo foi pensado, ensaiado e concertado. Sua Exª o Presidente da República não ignoraria o que a assembleia da república iria aprovar, então, para que tal fosse possível, teria de decretar as “liberdades”. Espero vê-los, a todos, de máscara/viseira, luvas descartáveis, vermelhas de preferência, a predilecção pela cor, é só porque é a cor dos cravos…e a pelo menos, dois metros de distância, só para não haver outro tipo de pandemia a da “Renovação de ideias” e que tudo se mantenha como sempre…TODOS DE BOA SAÚDE…
VIVA A DEMOCRACIA