terça-feira, 23 de abril de 2019

LOGO EU...

Logo eu, que que não sou dado a descobrir paraísos, celestiais ou terrestres, dou por mim, nesta páscoa, a fazer a subida, arrastando a família, na tentativa de os encontrar. Todos aqueles que, ousam encetar esta caminhada, descoberta dos paraísos, sabem como é cansativo, desmotivante por vezes, doloroso, ofegante, com muita paragens para descanso e reflexão, quiçá com vontade de desistir, de voltar para trás, mas o caminho faz-se caminhando, e um pé puxa o outro e o corpo avança e a mente que não quer, aceita. Mais difícil que fazer o caminho e encontrar o paraíso, é permanecer nele, quantas e quantas vezes nos sentimos na corda bamba, a atravessar a ponte, com medo de dar o passo seguinte, mas se confiarmos uns nos outros, descobrimos que estamos protegidos e motivados para continuar em frente. Mas, como quase tudo na vida terrena, depois de alcançado, depois de atravessada a ponte, deixa de ter o mesmo interesse e significado, é a nossa perpétua insatisfação, desta condição humana e, aí, iniciamos a descida, dizem que, “para baixo todos os Santos ajudam”. Ajudam? Eu duvido…mas quem sou eu para duvidar se a descida, com a ajuda dos Santos, é mais aliviada, ou pode ser tão difícil, dolorosa e penosa quanto a subida, só mesmo os que as fazem podem dizer. Eu, sinceramente não sofri, não sofro, não me foi penoso, não me é penoso, não me foi doloroso, não me é doloroso, faço as subidas e as descidas com gosto, as vezes que forem necessárias, porque o gozo, o prazer, está aí mesmo, nas subidas e nas descidas e não na permanência. É nas descidas, e no regresso a casa, que descobrimos que o paraíso existe e está em nós. Está à distância de um abraço, ao aproximar de um beijo, à cumplicidade de um olhar.

Que cada um encontre o seu paraíso.


sábado, 16 de março de 2019

A INJUSTIÇA DA LEI

Não, a justiça não é cega. Está vendada para não ver a sua injustiça
(Isidro Santos)
Justiça é a particularidade do que é justo e correto, como o respeito à igualdade de todos os cidadãos.

Lei – do verbo latino “ligare”, que significa “aquilo que liga”, ou “legere”, que significa “aquilo que se lê, é ainda o conjunto de normas recolhidas e escritas, basadas na experiência das relações humanas, que servem para ligar os fatos ou os acontecimentos ao direito
Se pesquisarmos sobre o que é a justiça, vamos encontrar imensas definições, a falar sobre as várias justiças, como por exemplo: justiça comutativa; justiça distributiva; justiça poética; justiça pública; justiça social, enfim imensas…como digo atrás, ah! e a justiça de Salomão.
Pelo exposto, e como todos já sabíamos, lei e justiça não são a mesma coisa. Porquê falar de lei e de justiça hoje? Para melhor se perceber o que pretendo dizer, vou socorrer-me de exemplos.
Se um operário fabril, trabalhador rural, ou outros considerados menos qualificados, no exercício das suas tarefas, cometerem um erro de avaliação, de execução ou omissão, é responsabilizado disciplinarmente e ou eventualmente criminalmente, com todas as suas consequências.
Se um polícia, PSP ou GNR, aqui não me interessa a “guerra” de ser ou não militar, e também não me refiro às outras polícias, porque as outras são consideradas “experts” o que, no entender de alguns, não cometem erros, logo não os vou incluir, mas, para que não fira susceptibilidades, também podem ser incluídos naturalmente, mas dizia, PSP ou GNR cometerem algum erro de avaliação, e têm de tomar a decisão, no momento, em cima do acontecimento, com a adrenalina próprias do momento, com o stress, com o medo, sim porque também se sente medo, com a ansiedade da situação vivida, da acção ou omissão a desenvolver e esta não for considerada, por aqueles que, nos luxuosos gabinetes, com ares acondicionados ligados, no quente ou frio, conforme o tempo, na paz dos anjos, e, na maioria das vezes com um batalhão de assessores, e “expert”, a mais acertada, estes PSP e GNR pagam disciplinarmente e/ou criminalmente o erro de terem tomado uma decisão, acção ou omissão. Tenho vontade de dizer, muito gostaria de ver esses “julgadores”, no mesmo ambiente, a fazerem a avaliação e a tomar a decisão e ver se coincidiriam no mesmo “julgamento”, mas, não é por aqui que vou…
Já ouvi e vi muitas críticas, a dizerem que os polícias têm formação e treino, para não se deixarem influenciar pelo “ambiente”, ou seja, pela violência cometidas pelos outros, contra si, e contra os que estão a protegerem, pelo stress do momento, pela adrenalina, pela ansiedade… tretas, mentiras de quem afirma isso, uns por ignorância, porque não sabem como são formados os polícias, outros porque gostam de serem enganados, outros porque acham bonito dizerem isso. Fui formado como militar e como polícia e também fui formador e nunca recebi nenhuma formação em termos psicológicos de como lidar com estas situações, é com a experiência, com o tempo, o que quer dizer que cada um lida e gere-as conforme a sua pessoa, o seu caracter. Hoje, não sei se houve alguma evolução nesse sentido, mas, atrevo-me a apostar que está tudo como antes.
Se um médico, técnico altamente formado, treinado e especializado cometer um erro de avaliação, a maioria das vezes nem isso é, é simplesmente falta de atenção ao ler a ficha do doente, ou fazer ouvidos moucos ao que dizem os que estão ao seu redor, operam ou cortam a perna direita em vez da esquerda, operam ou cortam as duas mamas porque antes cortaram a esquerda em vez da direita, bom, os exemplo podiam ser muitos, de referir que, estão num ambiente calmo na maioria das vezes, sem stress, com música de Mozart ou outro qualquer grande músico, sem violência, sem adrenalina, sem ansiedade, os que lhes acontece? Nada. Na maioria das vezes nem processo disciplinar e já sabemos porquê.
Se um juiz, técnico altamente formado, treinado e especializado cometer um erro de julgamento, num ambiente controlado e seguro, onde só ele manda, e todos lhe obedecem repare-se que aqui não é erro de avaliação, o que lhe acontece? Nada. Porque os juízes representam o estado e não podem ser responsabilizados directamente pelas decisões que tomam.
Se um politico, ao que dizem os melhores técnicos, nas diversas áreas, cometem erros de administração e gestão dos dinheiros que, são de todos nós, o que lhes acontece? Nada. Porque, se assim não fosse, estes mesmos, os melhores técnicos e profissionais, dos vários sectores, não quereriam estar na política. Tretas, mentiras que nos querem fazer acreditar. A maioria deles está na política, porque são incompetentes, são burros, sem ofensa para o animal, porque esse eu estimo e admiro, estão, porque sabem que não são chamados à responsabilidade, nem disciplinarmente, nem criminalmente, nem civilmente.
Se os juízes representam o Estado, que somos nós, os polícias representam-se a si próprios?
Porque o texto já está a ficar extenso e ninguém vai ler vou terminar. Onde está a JUSTIÇA?      
Onde está o justo e correto, como o respeito à igualdade de todos os cidadãos?

quinta-feira, 7 de março de 2019

Mais que um GRITO o meu SUSSURRO











"A violência doméstica tem de ter um fim, o combate a este fenómeno é um desafio colectivo da sociedade e que a evocação das vítimas constitui um começo de acção". 
António Costa (Primeiro.ministro)

Ahahahahhaahah, sim, rio-me da hipócrita pública e política. Não, não me rio das vítimas, mulheres ou homens, com esse eu choro. Hoje foi decretado e comemorado o “Dia de luto nacional pelas vítimas de violência doméstica”. Tudo que é bicho pensante, quis comemorar, não fossem os outros bichos pensantes, ou não, como direi? só me ocorre a palavra pensar, mas esta não serve, hummm, que palavra? que palavra? não encontro outra, tem de ser mesmo, pensar, que esse bicho é violento. Só mesmo os hipócritas, acreditam que, pelo simples fato de se comemorar um dia, pomposamente baptizado, se vai acabar com a violência doméstica. Ah! Não é para acabar, dirão uns, é para chamar a atenção para o flagelo que isto representa. Pois, pois, digo eu, até parece que é novidade para alguém, como se todos nós não tivéssemos já, a nossa atenção, mais que chamada à atenção. É como se acreditássemos que, pelos simples facto, de irmos a um funeral e comemorarmos a dor da perda de alguém já não houvesse mais mortes. Não, a morte vai continuar a ocorrer, refiro-me à morte natural incluindo as doenças no natural, logo a violência doméstica vai continuar e a morte consequente desta também.
O “nosso” primeiro-ministro, ah! só um aparte, esta do nosso, fez-me lembrar “o meu”, ou “o nosso”, expressão, melhor, tratamento militar, quando nos dirigíamos a algum superior ou inferior hierárquico, “o meu” “o nosso” era de todos, mas não era de ninguém quando chegava a hora da verdade…mas isto, foi apenas um interregno de atenção, voltemos ao nosso primeiro-ministro, António Costa, que referiu na sua página do Twitter “ a violência doméstica tem de ter um fim, o combate a este fenómeno é um desafio colectivo da sociedade e que a evocação das vítimas constitui um começo de acção.
Claro que concordo com o “nosso” primeiro-ministro António Costa que, a violência doméstica, tem de ter um fim. Mas ele não disse como é que lhe vai por fim e gostaria muito de saber como é que ele, ou os seus ministros, ou os polícias, ou os magistrados, ou a sociedade lhes vão por fim. Como? É a minha pergunta.
Pois eu vou responder, à luz da minha ignorância, sou do tempo, sim, eu sou do tempo em que os mais novos respeitavam os mais velhos. Sim, eu sou do tempo em que os mais velhos respeitavam e aconselhavam os mais novos. Sim, eu sou do tempo que havia regras a cumprir quer fosse em casa, na rua, na escola, no emprego, enfim na sociedade. Sim, eu sou do tempo que, quando houvesse violação a essas regras havia alguém encarregado de as lembrar e, no geral, de uma forma que não se faziam esquecer tão rapidamente. Ah! Já estou a ouvir as vozes atrás de mim, que estou a apelar à violência, eu? apelar há violência? Nunca, mas uma chamada de atenção nunca fez mal a ninguém esta é a minha convicção. Estou convicto que, se houver “chamadas de atenção” a seu tempo, e oportunas, não teríamos hoje tanta violência doméstica. Todos os da minha geração aprenderam a respeitar e dar-se ao respeito, lamento que alguns se tenham esquecido, e hoje, não respeitem nem se deem ao respeito, e pior ainda, os que ainda se lembram não ensinem este valores às gerações dos filhos e dos netos. Afinal o assinalar este dia como dia nacional de luto contra a violência domestica não é para chamar a atenção? Então é isso, é a minha forma de chamar a atenção e também celebrar este dia à minha maneira.
Pois Sr. Primeiro-ministro eu sugiro-lhe que se realmente quer acabar, bom, acabar nunca vai conseguir acabar com ela, mas, se realmente a quiser diminuir, aposte na educação familiar, na educação escolar, dê autoridade aos pais, dê autoridade aos professores, dê autoridade aos policias, no fundo dê autoridade aos cidadão de bens e que ainda se preocupam e não aos marginais. Em minha opinião a comemoração deste dias mais do que lamentar e solidarizar-se com as vitimas é enaltecer os violadores, os marginais, os criminosos.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

AS QUATRO FACES DE UMA MOEDA


MUITOS ODEIAM A TIRANIA APENAS PARA QUE POSSAM ESTABELECER A SUA
Platão

Não sou especialista em política, menos ainda em política internacional, aliás não sou especialista em coisa nenhuma, mas isso não faz de mim uma pessoa sem opinião.
É isso que aqui vou expressar, porque sou livre, ou assim me considero, bom, talvez nem tanto, mas isso são outros “quinhões”. Estou em crer que, não errarei muito e, se bem pensado por todos vós, certamente partilhareis do mesmo pensamento.
O que se passa na Venezuela?
O que é a Venezuela?  
Como chegou e porque se encontra a Venezuela nesta encruzilhada?
Nestas coisas, como em quase todas na vida, há no mínimo três pontos de vista, o meu, o teu, e o do outro. Ou seja, o certo, o errado e o neutro. E sim, e por esta ordem que eu nestas coisas não me engano e raramente tenho dúvidas.
Para respondermos à pergunta, como chegou a Venezuela a esta encruzilhada, temos de saber o que é a Venezuela. A resposta é, simplesmente, a maior reserva provada de petróleo do mundo, repito MUNDO. Como se isto só por si não fosse suficientemente grande, acontece que a Venezuela, melhor dito, o seu petróleo está a quatro ou cinco dias de navio das refinarias do Texas. Em comparação o petróleo do médio oriente está a trinta e cinco dias de navio dos EUA.
Então, certamente, já estarei em condições de responder à primeira pergunta- O que se passa na Venezuela?Simplesmente a luta e disputa por uma riqueza “infindável”. Lamento desiludi-los, no meu entender, não é a fome do povo Venezuelano o problema deste país, não é a inflação nem todos os problemas sociais, nem sequer é a ditadura ou a democracia, é a luta e disputa pelo poder económico, é a sagacidade, esse é o problema. Estou em crer que, nem sequer  é Nicolas Maduro, ou talvez seja, mas só, pelo facto de não querer ceder ao que se julga o todo poderoso Donald Trump ou seja os EUA. Devo confessar que, não nutria muita simpatia, direi mesmo, nenhuma simpatia por Nicolas Maduros, como não nutria pelo seu antecessor. Hoje, admito sentir essa simpatia. HEMM!
Como chegou a Venezuela a esta encruzilhada, um país rico, não, rico é pouco, riquíssimo, a uma situação onde o povo passa fome, onde faltam todos os bens necessários a uma natural e saudável vida. Chegou porque os EUA, Europa, Canadá, e outros, no fundo os que se julgam donos do mundo entenderam boicotar tudo o que é essencial, desde géneros alimentares, medicamentos e capitais (dinheiro) que é dos Venezuelanos para que um país possa viver em paz, harmonia e felicidade.
Há fome na Venezuela? HÁ.
Resolve-se com a dita ajuda humanitária? NÃO
Foram as forças de Nicolas Maduro que incendiaram os camiões da dita ajuda humanitária? É minha convicção que NÃO. Os camiões estavam na Colômbia não na Venezuela. Não nos esqueçamos do que se passou no Iraque, na Líbia, agora também na Síria, a propósito das armas atómicas, ou outras mentiras que eles criaram para nos fazerem acreditarem que têm sempre razão. Não, não têm, são mentirosos compulsivos, e para estes ditos, há um lugar onde devem estar, na prisão, no hospital psiquiátrico, com internamente para toda a vida, ou no cemitério. Estes mentirosos compulsivos, depois de terem assassinado o que eles diziam ser os tiranos dos povos que invadem ou invadiram, como agora dizem de Nicolas Maduro, para restabelecer a liberdade e democracia todos nós sabemos como se encontram estes países.    
Deixemo-nos de hipocrisias e mentiras, deixemos de ser ovelhas, se realmente os EUA, e os seus correligionários pensassem no povo Venezuelano e nos povos que estão em guerra e passam fome e quisessem acabar com a fome destes povos, BASTAVA, sim BASTA que acabem com as sanções imposta, não façam a guerra neste países. Não tenho dúvidas que, este grande país que é a Venezuela, voltaria a ser aquilo que já foi. Um GRANDE PAÍS. Aos portugueses que ainda se encontram na Venezuela e aos que voltaram, e aos Venezuelanos, lutem para que acabem as sanções impostas e lhe devolvam o que é do povo Venezuelano.
Os tiranos só o são porque os deixamos ser.  








sábado, 23 de fevereiro de 2019

Ao Mais Alto Nível


“À mulher de César não basta ser honesta, tem de parecer honesta”

Todos os dias deparamos com programas nas televisões, a denunciarem, e penso que bem, situações de desmandos que o mesmo é dizer corrupção. É a TVI a falar dos casos da câmara de Pedrógão Grande, e ontem, dia 22 é a RTP a falar da câmara de Elvas. Sou Elvense, embora não residente, e confesso que gosto que falem de Elvas nas televisões, nas rádios, nos jornais em tudo que seja sitio mas, naturalmente, para continuarem a Elevar Elvas e não a reduzi-la.
O que está em causa é um concurso para contratação de 82 empregados da Câmara, a questão é?
- Seriam mesmo necessários, todos esses empregados? Claro que uns, ou quase todos, estes uns ou quase todos, são naturalmente os que concorreram, ou os seus familiares, dirão que sim, já que a câmara abriu concurso. A minha reflexão é, e, se em vez de ser a câmara, se fosse uma empresa, sentiria a necessidade de fazer um concurso ou admissão, para de uma assentada contratar 82 pessoas? Esta reflexão poder-nos-ia levar a outras, mas de momento não é esse o objectivo.
- A notícia ou denúncia é a de que, eventualmente, houve ou há conluio para empregar, dar segurança, ou como diz o vice presidente da câmara trazer para mais perto da família, e dar estabilidade profissional às pessoas que lhe são próximas. E a proximidade familiar e estabilidade profissional dos outros onde fica? Pergunto-me quando os autarcas, e não só, concorrem aos vários “poleiros” e não pelouros e são eleitos, eles dizem que estão a concorrer para assegurarem a proximidade familiar e assegurarem a estabilidade profissional sua e dos que lhes são próximos?
A meu ver, e, certamente no ver de pessoas íntegras, e desconheço a lei, mas certamente também esta, não impede que, os amigos e familiares dos que já ocupam lugares de topo ou não, de concorrer e poderem vir a ser admitidos nos quadros, ou lugares, dos organismos para os quais estão a concorrer.
Tudo será certamente possível se feito com legalidade, legitimidade e transparência e neste caso, parece-me que há falhas, no mínimo a transparência. Senão vejamos, desconheço quantas pessoas concorreram no total aos vários lugares. O que se sabe pela noticia, é que foram admitidas 82 pessoas e das quais, 27 são familiares ou amigos de pessoas do topo, na hierarquia da câmara ou de funcionários. O meu pensamento vai para quantas pessoas amigas ou familiares destes, topo ou funcionários, concorreram? Houve algum familiar ou amigo destes, que porventura não tenha entrado? Os 27 que entraram foram o total dos familiares e amigos que concorreram? Porque é que parte das provas foi feita por uma empresa externa e outra parte por um júri composto por elementos do topo da hierarquia da câmara e que tinham familiares e amigos a concorrem? Estas pessoas não se deviam escusar a fazer parte desse júri? Só depois da resposta a estas perguntas poderemos concluir se houve ou não, conluio na atribuição dos lugares. No entanto, e já diz o ditado “ Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte ou é burro ou não tem arte” e aqui parece-me que não há burros. Está bem de ver que há interesses, cego não é o que não vê, mas o que não quer ver. “À mulher de César não basta ser honesta, tem de parecer honesta”
Já agora permitam-me só mais uma reflexão. Acham que se um pai ou mãe ou outro familiar qualquer for por exemplo bêbado, alcoólico, o filho ou filhas têm de o ser também, ou são-no?
Se entendem que não, acham que só por ser filho(a) de bêbados não pode falar dos bêbados e chamar a atenção para esta “doença social”, então por que motivo uma jornalista não pode chamar a atenção para outra doença social que é a corrupção.

domingo, 23 de dezembro de 2018

O OPÍPARO Natal


As autarquias gastam imenso dinheiro com enfeites de Natal e deixam os desabrigados a dormir na rua. Por exemplo, Lisboa gasta todos os anos mais de um milhão de euros, quantia que dava para abrigar/proteger, tirar da rua, definitivamente, todos os moradores de rua da cidade.

Há uma ideia generalizada de que o Natal é a comemoração do nascimento de Jesus. Desculpe estragar a festa, mas Jesus não nasceu no dia 25 de dezembro nem há 2018 anos atrás. Então vejamos.

No tempo do Império Romano, havia uma festa dedicada a Saturno (deus grego Cronos/tempo e da agricultura), denominada de Saturnalia, marcando o solstício de inverno. Era uma data muito importante para os povos agrícolas, como o caso dos romanos. Uma festa popular, para agradar os deuses e pedir que o inverno fosse brando e o Sol retornasse ressuscitado, no início da Primavera, o renascimento da vida. O culto solar era celebrado nos dias 24 e 25 de Dezembro, data de nascimento da divindade. Era um período de suspensão do trabalho, de visitar parentes e amigos, de ser generoso, solidário, de oferecer prendas. Isso lembra o Natal, não?
No século IV, o politeísta imperador Constantino converte-se, oficializa o Cristianismo e nasce, assim, a Igreja Católica. Absorveu e ressignificou práticas pagãs diversas; neste caso, o festejo pagão da Saturnalia, transformando-o numa celebração cristã. O Papa Gregório XIII, no século XVI, com a criação do calendário gregoriano, fez o resto. A partir daí, o nascimento de Cristo (que não nasceu no dia 25 e ninguém sabe a data exata) começa a ser celebrado pelos cristãos.
Portanto, o Natal não existe, pelo menos não da forma como a maioria imagina – o nascimento do menino Jesus.
Em que se transformou, hoje, esta antiga data pagã?
Uma cultura do consumo. Capturada pelo comércio, a data é para vender coisas, na sua grande maioria supérfluas. Uma agressiva propaganda na televisão, jornais, revistas, na internet, provoca uma azáfama, planos, listas de compras, centros-comerciais lotados, lojas abarrotadas de gente, ávidas para comprar. As crianças de hoje, exageradamente mimadas, exigem e obtêm, um sem número de prendas. Às vezes, são tantas que não conseguem abri-las todas ou valorizam mais as embalagens do que os próprios brinquedos.
É a época dos políticos e governos, maioritariamente corruptos, que passam o ano a roubar e a esbanjar os impostos e, nesta data, mandam belas mensagens e participam em jantares junto com os pobres, com os sem abrigo, miseráveis estes que os próprios políticos e agentes do governo criaram (ou ajudaram a criar) ao desviar o dinheiro que poderia garantir a comida e o bem-estar deles o ano todo. É lógico que esta ‘solidariedade’ natalina dos políticos deve ser sempre acompanhada por uma ampla cobertura da imprensa.
É a época das pessoas famosas, do jet-set, atores/atrizes, jogadores de futebol, que passam o ano a ganhar milhões e a sonegar impostos (prejudicando os contribuintes e os mais pobres), aparecerem na TV em programas ‘beneficentes’ para dar a entender que são solidários. Ficam sempre bem vistos perante a sociedade.
As autarquias gastam imenso dinheiro com enfeites de Natal e deixam os desabrigados a dormir na rua. Por exemplo, Lisboa gasta todos os anos mais de um milhão de euros, quantia que dava para abrigar/proteger, tirar da rua, definitivamente, todos os moradores de rua da cidade.
Todos, decisores políticos ou não, deviam assistir o emocionante filme Cardboard Boxer (2016) para ter uma ideia da vida miserável destes excluídos da sociedade. Mas há outros marcantes filmes do género: deixem para lá o já cansativo Sozinho em Casa (1990), que repete todos os anos, e assistam The Saint of Fort Washington (1993), Accidental Friendship (2008), The Soloist (2009), Time Out of Mind (2014), alguns baseados em dramáticos factos reais e todos expondo, de maneira super realista, a extrema dureza da vida de uma pessoa sem um lar para chamar de seu e sem um Shelter (2014), um endereço fixo, para mandar uma carta ao Pai Natal.
O que podemos fazer então para celebrar o Natal? Simples: é ser (genuinamente) solidário com os mais necessitados e, seguindo os verdadeiros ensinamentos de Cristo, respeitar e amar uns aos outros. E, se pensarmos bem, por que é que temos de esperar pelo Natal para fazermos isso? Ah, e o mais importante de tudo: não precisamos de dizer a toda a gente e postar no Facebook as fotos da generosidade. Não se esqueçam da lição de Antoine Saint Exupéry, no Principezinho: “o essencial é invisível aos olhos”.
·         Donizete Rodrigues
Professor de Sociologia, Universidade da Beira Interior
(Observador)


sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Os sinais do tempo


Ultimamente, tem-me ocorrido, com demasiada frequência, um pensamento que teima em ficar.
Será que estou a ficar velho? Será que já sou velho? Ou será que me sinto velho?
Há uns anos atrás, não vou dizer quantos, lembro-me de pensar que, uma pessoa com mais de cinquenta anos já era velha. Esta minha crença, baseava-se simplesmente nos queixumes que os ouvia dizer. – dói-me aqui, - dói-me ali, - já não consigo… - já não me lembro…
Hoje, que já os atingi e ultrapassei, tenho os mesmos queixumes e questiono-me se tinha ou tenho razão. Não quero acreditar e recuso-me a aceitar que tinha ou tenho razão. A verdade é que, sendo ou não velho, quer queira ou não acreditar e aceitar, os sinais do tempo já cá moram. Não me irritam as rugas na testa, aos cantos dos olhos, nas pálpebras, sobretudo inferiores, porque acho que já nasceram comigo, sempre me lembro delas, nem sequer a careca que também já tem uns anos, demasiados, mas enfim, também já faz parte da mobília. O que me está mesmo a começar a irritar e a convencer que, afinal tinha e tenho razão são as rugas e a pele mole no pescoço. Ainda não me habituei a esta imagem reflectida no espelho. O que me vale, é que acredito que ainda vou ter muitos, muitos mais anos, já não tantos quantos os que já vivi, mas ainda assim, bastantes, para me habituar e aceitar estes e novos sinais do tempo.
Acredito que, ser velho, há-de de certeza ser tão bom, quanto o ter sido novo, assim saiba aceitar e viver a vida de velho. De uma coisa tenho a certeza, estes anos que vivi, sendo bons, ou menos bons, já ninguém mos tira e é claro que, é bom ser velho, como foi bom ter sido novo.

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Acartar e Aventar



Hoje li um “post” do meu amigo Manuel Isaac Correia, no Facebook, onde se insurge contra o tradutor, de um livro que leu, e que este utiliza a palavra acartar. O meu amigo, faz alguns considerandos sobre esta palavra, defendendo que a palavra está incorreta.
Não pretendo entrar em polémica com ele, nem com nenhum dos caríssimos amigos e amigas, que possam ler este este meu “devaneio”, até porque ele, e outros sabem muito mais que eu, nesta coisa da língua, não tenho quaisquer dúvidas é entendido na matéria e eu não. De qualquer modo, permito-me, e espero que que o caríssimo amigo também permita, e não fique "chateado" comigo. Não posso deixar de lhe fazer um reparo. O termo acartar é correto e usa-se bastante no Alentejo, e no sentido de carregar qualquer coisa, não sei se noutras regiões também, mas no Alentejo usa-se e muito. Basta ouvir as pessoas do povo, e estas, como bem sabemos também fazem a "língua", neste caso a língua portuguesa. Eu mesmo, enquanto miúdo e adolescente acartei muita água para regar as flores da minha mãe e minhas claro, porque eu gosto de flores. Acartar, é igual a acarretar e não no sentido ou sinónimo que o amigo defende. Este seu "post" fez-me lembrar uma palavra que eu amo Aventar e que eu penso, que também é uma palavra alentejaníssima. Qual é o alentejano que atira? nenhum, todos aventamos, mandamos ao vento,  existe uma poesia nesta palavra aventar = atirar ao vento que nos faz sonhar...e não atiramos às ventas, se bem que na interpretação de alguns, eu possa estar a “atirar” às ventas, a minha própria ignorância ou a ignorância de outros. Atirar é de tiro, e quando lançamos qualquer coisa ao vento não atiramos, mas sim lançamos ao vento, "aventamos". Este é apenas um exemplo mas há muitos mais. Por isso, eu acarto, tu acartas ele acarta...e, eu avento, tu aventas e ele aventa.

domingo, 29 de julho de 2018

Eis que a voz se levanta

Quando os corporativistas carregam os pares, passam a ser eles mesmos os burros.
Obrigado Exmo Sr. Tenente General Comandante Geral da Guarda Nacional Republicana.
Esta semana veio à luz do dia, um acórdão da Relação do Tribunal de Lisboa, sobre a litigância que opõe militares da Guarda Nacional Republicana e o juiz desembargador Joaquim Neto Moura.
Convenhamos que, é necessária, por parte dos militares, uma boa dose de coragem, uma perfeita noção do seu dever e aplicação da lei com equidade, a todos os cidadãos, não se deixando intimidar por ameaças vindas de quem quer que venham, nem que essas ameaças, sejam proferidas eventualmente de um Sr juiz.    
Já não era sem tempo, que a voz do responsável máximo no Comando, da mui prestigiosa instituição, que é a Guarda Nacional Republicana se levantasse e dissesse também, de sua justiça e mostrasse a sua indignação.
Este levantar de voz, fez-me lembrar as histórias que os camaradas mais velhos, faziam circular pelos mais novos, de um outro General, também Comandante Geral da Guarda Nacional Republicana, de seu nome, Manuel Carlos Pereira Alves Passos de Esmeriz, o tão conhecido “Asa Negra”. Estávamos nos finais da década de setenta, e inícios da de oitenta do século passado. Ainda foi meu Comandante Geral e ainda o conheci pessoalmente, embora duma forma muito fugaz, felizmente para mim. Não vou tecer elogios nem críticas a este Sr. Porque, pelo que diziam os meus camaradas, o seu trato para com os militares, quer fossem oficiais, sargentos ou praças, deixava sobretudo, pouco espaço a elogios. Era um homem autoritário e esse autoritarismo, revelava-se inclusive, no trato com os seus superiores que eram naturalmente os membros dos governos. O que se dizia era que, literalmente, ele dava murros na mesa, em discussões com os ministros, não esqueçamos que tinha passado, muito pouco tempo depois do vinte e cinco de abril de 1974, fazendo valer as suas ideias e palavras.
Já no decorrer da década de oitenta, começou a entrar-se numa descredibilização das Instituições, que nos acompanha até aos dias de hoje, com a subserviência e bajulação dos que deviam pautar pelo seu respeito.    
Até que enfim, que a voz do Comandante Geral da Guarda Nacional republicana se levanta e exige que respeitem os militares que fazem a Guarda Nacional Republicana, não no sentido corporativista, como parece ser o caso, dos Sr juízes da relação do tribunal de Lisboa.
Ainda vamos a tempo de salvar o respeito pelas pessoas, pelas instituições e pelo país se outras vozes se levantarem e exigirem esse mesmo respeito.

domingo, 15 de julho de 2018

Doideira, doidice e falta de bom senso

Há dois dias 13/07/2018 foi aprovada pelo parlamento com 109 votos a favor contra 106 a lei a que chamaram “lei da identidade de género” que permite que os cidadãos maiores de dezasseis anos mudem de sexo e nome do registo civil, ou seja no cartão de cidadão, apenas mediante requerimento e sem necessidade de recorrer a qualquer relatório médico. Entre os 16 e os 18 anos este procedimento terá de ser autorizado pelos representantes legais, “do mal o menos, como diria o outro”.
Não satisfeitos, pelo chumbo do presidente da república, a outra lei que intentaram, para mudança de sexo, a pessoas menores, estes dignos representantes do povo, não desistiram e vêm agora, com esta nova lei. Não sei quantas vezes a lei permite a mudança de género e de nome, será que hoje, um adolescente, homem, de 16 anos se levanta com a vontade de ser menina, então dirá, – pai, mãe assina aqui o papel pra ir ao registo mudar de género e passo a chamar-me Maria. – Sim porque hoje em dia, a maioria dos pais ou quem tem a sua representação legar, não tem coragem, atitude, competência e autoridade para dizer não. Contrariar o menino ou menina, é crime, de violência doméstica. Há que ter cuidado com isso, senão ainda corremos o risco de sermos nós a mudar de sexo, ainda nos capam no momento, porque o menino ou menina, não exercem violência doméstica sobre os pais. Bom, mas isto, é outra conversa e não me posso distrair. Amanhã o mesmo individuo que já não sabemos quem é, ou seja o seu género, levanta-se com a vontade de ser novamente menino/homem, e daí, vai ao registo civil novamente e muda de género e nome, e passa a chamar-se Manuel. E nós pais, representantes legais que fazemos? nada, obedecemos simplesmente.
Os meninos e meninas da minha geração fomos ensinados/educados que havia meninos e meninas, e digo havia, porque, parece que hoje já não há, são todos transgéneros. Mas ao que ia, isso significava que os meninos/homens e meninas/mulheres têm papéis diferentes no seio da família e na sociedade, ah! Sim, já sei,….blá…blá..blá… e que havia e, felizmente, há brinquedos próprios, repito próprios, para meninos e para meninas. É aqui, na minha modesta opinião, que se começa a formar a identidade do género. Somos nós, os que fomos ensinados/educados desta forma que, hoje permitimos, impulsionamos e geramos confusão nas mentes das crianças. Será que ainda vamos a tempo de corrigir a mão?
Estou convencido que sim, assim o queiramos e, não nos deixemos levar por “modernismos”.    
Doideiras, doidices, incompetência, lóbis, falta de vergonha e bom senso é o que é.
Uma pediatra norte americana veio insurgir-se e esclarecer alguns mitos e muita confusão. O sexo (género) biológico não é escolhido. O sexo é determinado na concepção, pelo nosso ADN e isso é marcado em todas as células do nosso corpo. A sexualidade humana é binária, ou você tem um cromossoma y normal e se desenvolve como homem, ou você não o tem e se desenvolve como mulher. Há pelo menos, 6500 diferenças genéticas entre homens e mulheres. Hormonas e cirurgias não podem, e não irão mudar isso. A “identidade” não é biológica é psicológica. Identidade tem a ver com pensar e sentir, - pensamentos e sentimentos, não são genéticos. Os nossos sentimentos e pensamentos, podem de facto estar certos ou errados. Se entrarmos no consultório do médico e dissermos que sou o Donald Trump, o médico vai-nos dizer que estamos delirando e receita-nos um antipsicótico. No entanto, se é mulher e lhe disser, - Eu sou um homem, - ele dirá - parabéns você é transgénero. Se disser,  – Dr quero matar-me, sou um deficiente preso num corpo normal, por favor remova a minha perna, seria certamente diagnosticada com transtorno de identidade, de integridade do corpo. Mas, se disser ao mesmo médico - sou um homem, agende uma mastectomia dupla, - ele irá fazê-la. De acordo com a maioria das principais organizações médicas se quiser cortar um braço ou uma perna saudável, você possui uma doença mental. Mas se quiser cortar seios saudáveis ou um pénis você é transgénero.
A pediatra norte americana, revela que ninguém nasce transgénero. Se a identidade de género fosse definida ainda no útero, gêmeos idênticos, teriam a mesma identidade de género em 100% dos casos. Isto não acontece. Este é um episódio real, e que porventura, já alguém viveu esta realidade. Um garoto, entre os três e cinco anos de idade, brincava cada vez mais com meninas e com brinquedos típicos de meninas e começou a dizer que era uma menina. Às vezes, a doença mental de um pai ou abuso infantil são factores, mas é mais comum que a criança esteja percebendo mal a informação e a dinâmica familiar e eternize uma falsa crença. Acompanhado por uma terapeuta ele e os pais, no meio de uma sessão, largou o caminhão e agarrou uma barbie, e disse – a mãe e o pai não gostam de mim quando sou um menino. A terapeuta descobriu que quando tinha três anos, a sua irmã deficiente nasceu. Ela exigia muito mais atenção e carinho dos pais. Ele interpretou isso mal como, o pai e a mãe amam meninas. Se eu quiser que eles me amem de novo, terei de ser uma menina. Com terapia familiar, consegue-se melhorar e alterar este estado. Hoje os pais, escutam algo bem diferente. Eles escuta – esse é o António de verdade, vocês devem mudar o nome dele e devem trata-lo como menina, senão, irá cometer suicídio. Ao chegar à puberdade ele receberia um bloqueador hormonal, para continuar a ser menina. Os especialistas não dizem que os bloqueadores nunca foram testados, ou que, quando os usam para tratar o cancro de próstata e problemas ginecológicos, eles causam problemas de memória. “Não precisamos de testes, precisamos retardar o seu desenvolvimento ou ele irá se matar”. Isto não é verdade, ao invés, quando reconhecidas em seu sexo biológico, através da puberdade natural, a grande maioria das crianças confusas quanto ao seu género se recuperam. Sim estamos castrando crianças e adolescentes confusas com seu género com bloqueadores de puberdade. Daí, nós esterilizarmos muitos deles, para sempre, incluindo hormonas de sexo oposto, são eles o estrogénio e a testosterona. Eles deixam as crianças com risco de doenças cardíacas, derrames, diabetes e cancro e os próprios problemas emocionais que os especialistas dizem prevenir. Atenção, se uma menina, que insiste que é homem, receber testosterona todo o dia, por um ano, ela precisará remover os seios aos 16 anos. A academia Americana de pediatria, publicou um relatório, pedindo que pediatras alertem os jovens sobre as tatuagens, pois elas são permanentes e podem deixar cicatrizes. Mas a mesma associação, apoia totalmente, que meninas de 16 anos removam ambos os seios, mesmo sem autorização dos pais, desde que ela insista ser um homem e tome diariamente testosterona durante um ano. Sejamos claros, doutrinar as crianças, a partir da pré-escola, com a mentira de que elas podem estar presas no corpo errado, destrói os fundamentos do teste da realidade de uma criança. Se uma criança não pode confiar na realidade do seu corpo físico, no que poderá confiar? Ideologia de transgénero em escolas é abuso psicológico e frequentemente resulta à castração química, esterilização e mutilação cirúrgica. Se isto não é abuso infantil, senhores e senhora então o que é? Deixe a sua opinião.