sábado, 29 de maio de 2021

Vergonha! Vergonha! Vergonha!

Foto "o Jogo"

Há sensivelmente duas semanas, assistimos por parte dos adeptos de um clube de futebol, Sporting Club de Portugal, à concentração/comemoração da vitória no campeonato nacional.

Não vou falar do planeamento atempado ou falta dele, por parte de quem de direito, polícia, clubes de futebol, federação de futebol, governo/Ministério da Administração Interna, para controlar ou até impedir, a tudo o que assistimos por parte dos tais adeptos.

Que a coisa correu mal, correu! Não há como negá-la. 

Como consequência, embora não admitida, isso era admitir o erro, o improviso, a falta de profissionalismo, a falta de senso comum e tudo o mais que se possa imaginar, houve um aumento de casos de “covid 19” na área metropolitana de Lisboa. Claro que não há coincidências. Toda a causa produz um efeito e o efeito viu-se/vê-se ainda continuam a aumentar.

Apendemos a lição? – Não!

E devíamos ter aprendido? – Sim. Só os burros, dizem, não aprendem. Então seremos todos burros.

Hoje vai realizar-se no Porto, a final da Liga dos Campeões entre dois clubes estrangeiros, concretamente Ingleses “Manchester City” e “Chelsea”. Não percebo nada de futebol e as regras que o movimentam, mas, surge-me uma dúvida/pergunta, este jogo não se podia ter realizado em Inglaterra? Porquê em Portugal? ainda em plena pandemia.

Reconheço que os empresários portugueses precisam de reatar os seus negócios e a vinda de milhares de ingleses são uma “lufada de “ar fresco”.

O que não reconheço é que lhes sejam permitidas “regras diferentes” às nossas, “portugueses de bem” ou de mal, conforme a visão de cada um. Os “portugueses de bem” não podem juntar-se numa mesa de esplanada, mais de seis pessoas. Não podem modificar a disposição das mesas. Aos “ingleses de bem” imagino que sejam de bem, embora a avaliar pelos seus comportamentos os considere mais de mal do que de bem, é-lhes permitido juntarem-se aos magotes numa só mesa. É-lhes permitido alterar a disposição das mesas e das cadeiras aventando-as, adoro este termo, uns aos outros. É-lhes permitido beberem nas ruas. É-lhes permitido andarem aos magotes sem máscaras, enfim, é-lhes permitido tudo e nem sequer são identificados. Eu quero deixar de ser português de bem ou de mal e passar a ser inglês, quer seja inglês de bem ou de mal serei certamente tratado de maneira diferente para melhor.

Infelizmente é um país que me confunde. Tratamos mal os de dentro para tratarmos bem os de fora quando estes não têm um “pingo de consideração” por quem os recebe de braços abertos. Eu por mim, fecho os meus braços, enquanto não me respeitarem como português que sou.

A época de praia está praticamente aberta, onde está a moral, a sensatez e a idoneidade de me continuarem a exigir o cumprimento de regras para a utilização de um espaço público, nosso, enquanto que, a estrangeiros não lhes é exigido nada. Haja pachorra!

Não tenho dúvidas que dentro de dez a 15 dias, vamos ter os efeitos desta lufada de ar fresco vinda dos lados de Inglaterra, se vai tornar numa nova “lufada de pandemia” e voltamos a ter no norte, Porto e arredores, um aumento de infectados de “covid 19”.

Aguardemos pela “coincidência”.

 

sexta-feira, 7 de maio de 2021

Enquanto o pau vai e vem, folgam as costas

 

Todos sabemos, mesmo os de longe, hummm, o que é a lonjura para um alentejano, quando todos sabemos que “é já ali”, que todos os anos e não só no verão, somos “invadidos” por “almas de outro mundo” e estas sim vêm de muito longe. Chegam-nos vindos do Nepal, Banglasesh, Paquistão, Índia. Países que a maioria dos alentejanos, locatários destes “novos inquilinos” e porque não dizê-lo grande parte da população portuguesa, não fazem a mínima ideia onde ficam. Também, não sou eu que vou dizê-lo, aos curiosos, deixo-vos como desafio a pesquisa, ia dizer o estudo mas isso são outros quinhentos, seria pedir demasiado.

Nestes últimos anos, no Alentejo, temos vindo a ser invadidos, porque duma invasão se trata, por invasores em maior percentagem que os naturais.

Esta invasão dizem-nos, é para fazer o trabalho que os alentejanos e os restantes portugueses já não querem fazer. Os alentejanos, muito embora, gostem do descanso e da sesta é… ou foram, gente trabalhadora. Ainda “sou do tempo” de ver ranchos na apanha da azeitona e nas ceifas à mão. Felizmente que a maquinização veio facilitar estes trabalhos, mas por outro, veio “lançar” ao desemprego, melhor dito, ao ócio e preguiça muitos alentejanos e demais portugueses.

A minha pergunta/dúvida é se ainda há serviços/trabalhos onde esta maquinização não é tão evidente, ao ponto de ser necessária tanta mão-de-obra, porque são “contrabandeados” tantos imigrantes? E não é aproveitada a mão-de-obra portuguesa? Já que os salários e impostos serão evidentemente os mesmos.

Claro que a resposta, dirão uns, é porque os portugueses já não querem trabalhos pesados… outros dirão, porque é muito melhor estar em casa ou no café, sem fazer nada a receber subsídios, os que sejam…pois é! É este o país que queremos? Pense nisso.  

As vergastadas desta invasão ouvem-se a léguas, ecoam sibilando pelos ares vindos dos lados do mar, em plena planície alentejana.

Estas vergastadas doem e doem muito no corpo e na alma daqueles que as sofrem.

Deviam doer ainda mais naqueles que as dão, mas não, estes não sentem nada…

Nunca ninguém se preocupou, nem os que deviam ter essa preocupação, desde logo quem os traz, melhor dizendo quem os contrabandeia e escraviza, quem os recebe e lhes dá trabalho e sobretudo quem tem como missão fiscalizar, o estado, e no estado estão incluídos todos os organismos dele dependentes: - Ministérios, Câmaras, Juntas de freguesia, policias, de verificarem as condições de chegada, de habitabilidade, de saúde e de trabalho.

Eles não são nossos, são carne para canhão, e só quando um desses pedaços de carne entope o canhão, “aqui d’el rei”!

Foi o que aconteceu desta vez, embora não seja a primeira, uns desses pedaços de carne entupiram o canhão, o mesmo é dizer o sistema e foi um “deus” nos acuda, e sim, é um d minúsculo, porque não há um D maiúsculo no meio de tantos ateus.

Já que “Deus” nos faltou há que ser santo em altar próprio. Se o altar é pequeno para tantos “infiéis” requisite-se a igreja “Z Mar”. O “deus”, ministro da administração interna – Eduardo Cabrita, sentado no degrau do seu altar, ou já deitado, dá ordem à Guarda Nacional Republicana, para que às quatro (4) da manhã, quando os cães dormem e os galos ainda não cantaram, do dia 04/05/2021, retire os “infiéis” dos locais onde se encontram e os depositem na igreja “Z Mar”, contrariando todos os “fiéis” detentores da posse dos direitos desta “igreja”.

Este “deus” menor- Eduardo Cabrita, sabia que se queria ter êxito, na ocupação da “igreja” tinha de ser rápido na ordem e no cumprimento da mesma, não tanto para a salvaguarda da saúde e dos direitos dos infiéis ou dos fiéis, mas sim para a sua eternização no “altar”, antes que o Supremo Tribunal Administrativo, “Santa Fé”, viesse a dar razão à providência cautelar, “auto de fé”, interposta pelos “fiéis”.

Hoje, dia 07/05/2021 soube-se que o “auto de fé” foi aceite. Infelizmente, o “deus” menor conseguiu os seus intentos e enquanto o “pau vai e vem descansam as costas”, as dele claro, ou seja, livrou-se “de boa”… os fiéis continuam a lutar pelos seus direitos, e os infiéis oram ao Deus deles para que esta fartura na terra “prometida” não acabe.  

Dos “outros deuses”, Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa, sempre que há um conflito de “religiões” não se ouve nem uma “oração” nem um “amém”.

Será que há o “Amém” de todos nós?


domingo, 2 de maio de 2021

Novo aeroporto versus barragem do "Pisão"

Foto Tribuna Alentejo

Os rostos da mentira a dizerem-nos
- Olha! Eles acreditam!
E riem-se mesmo à nossa frente.

 Ciclicamente, especialmente em ano de eleições, quer sejam para as presidenciais, legislativas, ou autarquias ouvimos falar sobre estes empreendimentos.

O aeroporto da Portela em Lisboa, foi construído, em 1942, imagine-se por aquele estado, chamado de “estado novo”, que é “acusado” de só subjugar o povo. Não vou falar das imensas obras a nível nacional feitas pelo então “estado novo”. Do que vou falar é das promessas do “estado a que chegámos”, hoje o nosso estado. Desculpem-me a reutilização desta designação, que não é minha, mas que define muito bem as sucessivas governações pós 25 de abril de 1974 e não apenas o antes, a que se referiu Salgueiro Maia.

Nestes últimos anos dizem-nos que o aeroporto da Portela está saturado ou seja sem capacidade para receber mais aviões. Mas será mesmo assim? Tenho as minhas dúvidas, porque a ser mesmo verdade, já o teriam construído, digo eu que não sou “expert” na matéria.

A primeira vez que se ouviu falar num novo aeroporto foi ainda no “estado novo”, poucos anos depois da sua construção em 1969, era eu uma criança e sem televisão, pelo que não tenho rigorosamente nenhuma memória sobre este assunto.

Pode-se dizer que já nasceu esgotado, porque passados 20 anos, já os algozes queriam um novo, não o tendo conseguido nesta altura, insistem, insistem, insistem…

Já no “estado a que chegámos”, o que vivemos actualmente, os nossos “queridos” políticos/governantes e demais correligionários, entenda-se todos os que ganham milhões á nossa custa, querem continuar a fazer-nos acreditar na patranha do esgotamento do aeroporto da portela.

“No estado a que chegámos” já vivemos sob a alçada de governos de todas as cores e símbolos, socialistas, PSD(s), mistos (PS/CDS/PSD).

Não sei se por coincidência ou não, chego à conclusão que o aeroporto da Portela só esgota a sua capacidade quando nos governam os nossos “queridos” socialistas, senão vejamos:

Em 1999 é a primeira vez “que no estado a que chegámos” se fala no esgotamento do aeroporto da Portela, quem nos governava? – António Guterres;

Volta-se a falar em 2008, quem nos governa? – José Sócrates;

Terceira tentativa em 2019, quem nos governa? – António Costa;

Em 2021 depois de mais de setenta milhões gastos só em estudos, deitados para os bolsos dos correligionários, chega-se à conclusão que nenhuma das hipóteses já “estudadas” e dadas como certas é adequada para o novo aeroporto alternativo.

Voltamos à estaca zero, novos estudos, mais dinheiro…

Há dez anos é inaugurado o aeroporto de Beja, num investimento de trinta e três milhões de euros, ressalve-se que só em “estudos” dos alternativos em Ota/Alcochete/Montijo já se gastou mais do dobro. O primeiro-ministro de então, José Sócrates, dizia que o investimento foi ponderado e a infaestrutura iria servir todo o país. Vê-se no que está a servir…de pousio.  

Do novo aeroporto, a construir sabe-se lá quando, lá para os lados de Lisboa, passamos a uma realidade bem mais próximo de nós, norte-alentejanos, à barragem do Pisão.  

Também aqui, há mais de setenta anos, se fala da necessidade deste investimento.

Todos os ministros socialistas, incluindo o primeiro-ministro, sempre que visitam o alto Alentejo, mais concretamente o distrito de Portalegre, fazem dessa visita, campanha eleitoral, desta é que é, desta é que se vai construir a barragem e nós alentejanos de boa alma, acreditamos. Actualmente, o “nosso” representante socialista no parlamento, Luís Moreira Testa, através de uma alocução, de puro sabujismo e lambe botas, na assembleia da república perante o primeiro-ministro, agradeceu o investimento inscrito no PRR, levando-nos a acreditar que a construção da barragem está para breve. Esta “gente” lambe botas, mentirosos, querem fazer-nos a todos de parvos, fazer parecer aquilo que na realidade não é.

Mostraria os "tomates de alentejano", se é que os tem, se em vez de ter bajulado o primeiro-ministro, o tem confrontado com as mentiras que tem propalado quer sobre esta construção quer sobre a construção do novo quartel da GNR.

Claro que ao mostrar os tomates ficaria despido e numa posição incómoda de ultraje politico.   

Quem assistiu à última reunião do executivo da câmara de Portalegre, ficou a saber que não há nem nunca houve nenhum projecto de construção da barragem do Pisão. Soube-se que os quinzes concelhos acordaram pagar em partes iguais os “estudos”, uma vez mais os “estudos”, de impacto ambiental e suas envolventes. Só este estudo vai ficar em mais de um milhão de euros. Ficámos também a saber que em 2005 a câmara do Crato tinha pago nos mesmos estudos mais de quinhentos mil euros e ao que foi dito pelo Sr vereador Correia da Luz, à data presidente da câmara do Crato ainda estariam válidos.

Contrariamente ao que diz o Sr deputado Luís Moreira Testa, o governo não tem nenhuma intenção de construir a barragem do Pisão, nem sequer pagar os “estudos”, obrigando-nos a todos nós alto alentejanos do distrito de Portalegre a suportar tal encargo através das câmaras.

Mas estes socialistas são por demais, para além destas eternas promessas, barragem do Pisão, quartel da GNR, vêm agora com mais uma, o plano estruturante da via férrea.

Já que falamos em via férrea e uma vez que há cabeças, não sei se só socialistas, se estão a voltar de novo para Beja, será que o plano estruturante da via férrea contempla passar pelo aeroporto com destinos vários. Sabemos que Beja e Lisboa distam alguns quilómetros, mas a linha férrea não seria uma boa solução quer em termos económicos/financeiros quer em termos ambientais? 

Ainda vamos ver o “elefante branco” de Beja tornar-se o elefante cá de casa.

Claro que vamos continuar nos estudos… 

Resumindo, fracos alunos, não passam dos estudos…   

 

domingo, 25 de abril de 2021

O "Estado a que Chegámos"

“Meus senhores, como todos sabem há diversas modalidades de Estado. Os estados socialistas, os estados capitalistas e o estado a que chegámos. Ora, nesta noite solene, vamos acabar com o estado a que chegámos”

Capitão Salgueiro Maia

Hoje, uma vez mais, vamos ouvir inflamados discursos sobre o 25 de abril. Não tinha pensado/decidido escrever sobre este dia, até porque tenho a certeza, outros o farão muito melhor que eu.

Quem tem conta no facebook costuma ser “surpreendido” com a pergunta - “ Em que está a pensar Isidro António”?

Nem ligamos a essa pergunta porque é repetitiva e já não nos surpreende. Hoje decidi ligar-me. – Em que estou a pensar?

Estou a pensar no “Estado a que chegámos”. Quarenta e sete anos depois da celebração do vinte e cinco de abril, estamos precisamente no mesmo estado, o “estado a que chegámos” senão pior.

Outra pergunta que é usual fazer-se é – “Onde estava no 25 de abril de 1974”. A esta pergunta nem todos poderão responder, porque alguns do que o viveram já não estão entre nós ou porque ainda não eram nascidos ou porque de tão pequenos, desse dia não têm memória.

Eu tenho memória desse dia e dos dias (época) anteriores e dos dias posteriores até hoje ao “estado a que chegámos”.

Na manhã do 25 de abril de 1974, à semelhança dos meus colegas, professores e “contínuos” tinha-me dirigido para a escola, frequentava a Secção Liceal de Elvas do Liceu Nacional de Portalegre. Saí de casa sem saber que nessa noite, madrugada, se tinha dado o 25 de abril.

Chegados ao liceu, os contínuos mandaram-nos regressar a casa, sem paragens no caminho e ficarmos lá até ordem em contrário. Não me lembro se nos deram alguma explicação do que estava ou tinha acontecido. Mas logo nos apercebemos que algo de muito importante tinha acontecido. Cada um cumpriu à risca a ordem, nessa altura não se discutiam “ordens”, obedecia-se.

Já depois de estar em casa tive a noção do que estava a acontecer, até porque vivia numa cidade militar e viam-se as movimentações das colunas militares. Penso que ainda nesse dia, ou no dia seguinte, contrariando a “ordem” da minha mãe, tive a ousadia de me dirigir às imediações do Regimento de Lanceiros 1, penso que era assim que se chamava o quartel na altura. Esse dia ainda hoje está vivo na minha memória e a adrenalina que senti ao experienciar esses dias. O 25 de abril não foi um dia, foram vários dias.

O que há de semelhante ou diferente ao “estado a que chegámos” antes do 25 de abril de 1974 e o “estado a que chegámos” hoje.

Provavelmente, contrariarei muitas das opiniões, que hoje são tidas como “politicamente” corretas/aceites.   

Diz-se que o “estado a que chegámos”, estávamos antes do 25 de abril, era o de um país subdesenvolvido, pobre, onde se trabalhava de “sol a sol”, iletrado, sem liberdade. Quase sempre se associa o conceito de liberdade à falta de liberdade politica e de expressão. Como se a LIBERDADE fosse apenas isto.

Diz-se que os pobres, os filhos dos trabalhadores, não tinham condições para estudar. Sou filho de um pai trabalhador rural e de uma mãe doméstica que tratava de quatro filhos. Não me lembro de algum dia ter passado fome ou de não ter “nada” para comer. Não comia carne nem peixe todos os dias. Mas comia, nem que fosse uma vez por semana, uma refeição de carne e outra de peixe. Frequentámos eu e os meus irmão mais velhos a escola pública. Frequentei o Liceu de Elvas. Escola pública das “elites”. E não, nunca me senti discriminado.

Sou a excepção à regra? Não! Havia outros.

O “estado a que chegámos” hoje.

Há fome? Há, muita!

Trabalha-se de “sol a sol”? trabalha-se! Mais do que isso, trabalha-se de noite.

Há desemprego? Há! Mais do que isso, há muitos que não querem fazer “nenhum”

Há exploração? Há e muita!

Há quem viva à conta dos outros? Há e muitos!

Há quem não consiga pagar as contas? Há e muitos!

O que fizeram para melhorar as condições de vida dos portugueses? Pouco, ou muito pouco. O que fizeram foi com a “herda” do estado a que chegámos antes do 25 de abril. As reservas de ouro, que delapidaram e roubaram. Fizeram-no com os rios de dinheiro vindo da Comunidade europeia, CEE. Fizeram auto-estradas pagas pela CEE e que ainda hoje continuamos a pagar porque as deram aos amigos para nos continuarem a explorar. Onde está a melhoria de vida para os pobres de então e para os pobres de hoje? Os pobres de então recebem pensões de miséria. Os pobres de hoje recebem subsídios e esmolas do Banco Alimentar contra a Fome e de quem colabora com estas instituições. São os pobres que alimentam o sistema, não são alimentados por ele.

Chegámos à liberdade.

Há liberdade? A pergunta do milhão!!

Quer responder por mim?

Só para ajudar um pouco na resposta. Ainda ontem vi na página de um amigo do facebook dizer que só deveríamos emitir a nossa opinião desde que dominemos os assuntos… pergunto se isso é liberdade ou castração dessa liberdade? “Ainda por cima” esse amigo é jornalista. Onde está então a liberdade de expressão?

Existe liberdade política?

Chegámos ao estado em que uma pessoa, Ana Gomes, pede a ilegalização de quinhentas mil (500.000) pessoas.

Chegámos ao estado em que os "donos disto tudo" se permitem apropriar do 25 de abril. A coberto de desculpas, do "estado em que se vive", apenas quem eles autorizam, podem celebrar o 25 de abril. 

Este é o “estado a que chegámos”.

Outro estado precisa-se.

Outro 25 de abril precisa-se.

Outro Salgueiro Maia precisa-se

Não quero fazer analogias. Mas, será que o André Ventura é o Salgueiro Maia de hoje? Sem armas físicas, mas com a melhor arma de todas, a PALAVRA, e por isso tantos temem o novo 25 de abril?.

 

quinta-feira, 15 de abril de 2021

Esquerda...Direita...Centro

 

Não sou político ou talvez seja e não o saiba. Os ditos políticos dividiram o estado no qual vivemos, a democracia, em direita e esquerda, alguns dizem situar-se no centro, seja lá o que isso for, talvez seja, porque, como diz o adágio popular, é no centro que está a virtude ou porque no centro, sempre ficam mais perto da direita ou da esquerda e assim podem correr de um lado para o outro sem se cansarem muito, deste modo tentam agradar a todos. A Gregos e Troianos.

Nunca se vai conseguir agradar a todos, nem à dita maioria, porque esta é tão volátil quanto o centro.

Os tais políticos e/ou os ideólogos políticos, não se satisfazendo com estas posições, esquerda, direita, ah! esta ideia fez-me recuar no tempo, lembrando-me os meus tempos de militar, esquerda, direita, esquerda direita … como é que nenhum militar se lembrou de esquerda, direita, centro… esquerda…direita…centro, ao que ia, há uns tempos para cá, os esquerdas não satisfeitos com o lugar que ocupavam resolveram criar os extremas esquerdas, polarizaram a esquerda.

Por não haver, penso eu, um partido verdadeiramente à direita, já que os existentes se dizem situados ao centro, há dois anos nasceu um partido que se diz situado à direita, assume-se direita e não centro, ou seja, vem ocupar um espaço deixado sem dono.

Quando se ocupa um espaço, mesmo que não tenha ou se desconheça o dono e se comece a melhorar e a construir e se veja trabalho, os vizinhos exclamam:

- OPSSS! O que é isto?

- Quem são estes?

- O que vêm para aqui fazer?

Às suas próprias perguntas respondem:

- São invasores!

- São ocupas!

No meio destes, há sempre um mais entendido e que exclama:

- Não! são da extrema direita!   

- Temos de acabar com esses gajos!

- Temos de ilegalizá-los!

 e vai daí faz-se uma denúncia ao ministério público e aos tribunais para acabar com a “dita raça”.

Não se avalia se há melhorias no dito terreno. Isso não importa.

Não se avalia se essas melhorias trazem benefícios para os terrenos vizinhos. Isso não importa.

Para os vizinhos é uma provocação, uma invasão daquilo que julgam ser detentores e um perigo iminente de invasão do seu próprio terreno.

Não entendem, nem querem entender, menos ainda, permitir que os intrusos tenham feito o que eles nunca fizeram, a eliminação de parasitas, a desmatação e a construção de uma vida melhor para todos.

Não sou político, e para ser sincero, acredito muito pouco neles, mas quero acreditar nas pessoas. Se nós quisermos podemos fazer diferente para melhor.

Cada um chamar-lhe-á o que quiser. Direita ou extrema direita.

Se estamos numa democracia e se:

há esquerda,

há direita,

há Centro,

há extrema esquerda,

porque não pode haver estrema direita?

Compete a cada um de nós escolher.

Tem de se por fim a este estado de coisas, prática de crimes vários por parte dos políticos e dos agentes de estado sejam eles juízes, professores, militares, forças de segurança, etc.

Quando finalmente há uma voz que se levanta, a de um partido político e do seu líder, tenta-se eliminá-los, seja de que maneira for, recorrendo à ilegalização ou a programas de televisão.

Gostei de ver os programas de televisão, SIC, sobre os “túneis” do dito partido de extrema direita, claro que há sempre a perspectiva e o “terreno ocupado” de quem os faz.

Gostava muito de ver também, os túneis dos ditos partidos de esquerda, de estrema esquerda, do centro e da suposta direita. Só assim estaria em condições de avaliar e comparar.

Sugiro aos jornalistas da SIC e à própria SIC que faça esses programas.

Posso não concordar e de certeza que não concordo, com todas as posições defendidas pelo dito partido de estrema direita, mas concordo e defendo que este estado de coisas tem de ter um fim imediato.

Por um Portugal novo e melhor, onde todos sintamos novamente orgulho da nossa história e de sermos portugueses.

A escolha é nossa. A escolha é minha. A escolha é tua.

Escolhemos a continuação deste estado de coisas que já conhecemos, ou escolhemos a mudança na esperança que seja para melhor.  


domingo, 11 de abril de 2021

Antes que o galo cante

 

No rescaldo do incêndio provocado pela justiça, em todo o país, mais concretamente pelo Sr Juiz de Instrução Ivo Rosa, na sexta-feira, dia 09/04/2021 delicio-me a escarafunchar as cinzas.

Passados estes dias, já todos tivemos oportunidade de proferir as mais pecaminosas palavras, dirigidas aos guionistas e protagonistas desta acção incendiária.

Neste incêndio que já dura à volta sete anos, com mais ou menos labaredas, mas nunca tão altas quanto as de sexta-feira, conclui-se que não há incendiários, não há mãos criminosas, são todos uns santinhos e nós os pacóvios somos os anjinhos.

Muito já foi dito e escrito e todos vão mais ou menos, no mesmo sentido. Não sou nem gosto de ser papagaio, se bem que, adore estes animais, quer pela beleza quer pela capacidade de imitação.

A razão obriga-me a concordar com todos os que não se vêem nas palavras do incendiário. A emoção e as cinzas orienta-me noutro sentido.

Numa época, em que os princípios e valores são deitados com desprezo para a sarjeta, um homem, juiz, demarca-se, não temendo pegar fogo a tudo e a todos, para salvar os seus amigos. Haja coragem!

Nas cinzas, numa página não ardida, ainda se conseguia ler: - Darás a tua vida por mim? Em verdade, em verdade te afirmo que antes que o galo cante, tu me negarás três vezes!

Recebeu como resposta:

- Ainda que venhas a ser motivo de escândalo para todos, eu jamais te abandonarei!

Todos conhecemos esta história e o seu desfecho. No decorrer deste incêndio alguns alimentavam a vã ilusão da negação antes que o galo cantasse. Não aconteceu assim o “apóstolo” continuou a enaltecer a “santidade” dos que carregavam a cruz e estariam prestes a serem crucificados. Neste incêndio, foi o apóstolo que deu a salvação às santidades.

Todos sabemos que a salvação é um caminho e que o caminho se faz caminhando e este ainda não terminou. No final do caminho veremos quem são os salvos e os crucificados. Não tenho dúvidas, por mais crente que seja que os anjinhos, mesmo antes de terem chegado ao fim do caminho, já estão crucificados.

OUTRO DEUS PRECISA-SE!

quarta-feira, 7 de abril de 2021

Mais do mesmo

Estou a ficar Fã das transmissões “online” das reuniões públicas do executivo de Portalegre.

“Infelizmente”, os debates dos assuntos trazidos à reunião de hoje, 07/04/2021 não corresponderam às minhas expectativas, esperava mais “sangue”. Sangue na guelra naturalmente. Estavam todos muito xoxos.

Esta falta de sangue é devida, com certeza, à falta de oxigénio da água salobra em que os membros do executivo camarário se movem.

Mais do mesmo, praticamente o único assunto trazido a debate antes da ordem do dia, foi uma vez mais, o tal suplemento remuneratório de penosidade e insalubridade. Desde janeiro que o executivo anda a discutir a atribuição deste suplemento. Na última reunião, foram postas a votações duas propostas, uma apresentada pela Sra presidente, Adelaide Teixeira e outra apresentada pelo Sr vereador da CDU, Luís Pargana. Foi aprovada a proposta apresentada pela Sra presidente. Pelo que me foi dado ouvir e de certa forma ver por alguns documentos apresentados, haviam dúvidas e continuam a haver quanto à legalidade do pagamento de retroactivos com efeitos a 01/01/2021 deste suplemento. Na minha modesta opinião, e é a opinião de um simples munícipe, se havia dúvida quanto à legalidade da proposta apresentada pela CDU, esta nem devia ter sido posta a votação. Mas o Sr vereador parece não querer perder e volta à carga.

Ninguém gosta de perder mesmo que o jogo seja a feijões e aqui os feijões como é perceptível perceber são os votos que se avizinham. Todos os feijões contam nem que apareçam “feijões de duas caras”.   

Todos os Sr vereadores, presidente de câmara incluída, dizem que aceitam e concordam com o pagamento de retroactivos desde 01/01/2021 desde que seja legal. Apresentam propostas contrárias a esta intenção de vontade ou legalidade, eternizam a dúvida mas mantêm a discussão. Fico perplexo, não são todos feijões de duas caras?

Uma vez mais, tenho de tirar o meu chapéu, que não uso, ao Sr vereador Correia da Luz, foi o único que me pareceu feijão branco, modo de dizer, feijão de uma cara.

Deixou claro que as suas tomadas de posição, são individuais, são suas, e que o responsabilizam a ele e não a um partido.

Deixou claro que a Sra presidente de câmara devia tomar uma posição definitiva quanto a esta matéria e não eternizar a discussão.

Espero que na próxima reunião, seja trazido pela última vez este assunto, com certezas de qual o procedimento e decisão que sejam aceitáveis legalmente.

Outro assunto, mais do mesmo, é o pagamento/isenção das esplanadas.

O Sr vereador Luís Pargana tem trazido a debate o facto de haver operadores hoteleiros a pagar as esplanadas em espaços destinados a estacionamento concessionados a uma empresa privada. Este assunto vem-se arrastando em reuniões de câmara. A Sra presidente, sempre diz, que já pediu aos serviços esclarecimento sobre o assunto.

Mas que porra! Digo eu que sou alentejano. Não é já tempo dos dorminhocos dos alentejanos, que trabalham nos serviços da câmara já terem acordado. Dormirem um pouco a sesta até dizem que faz bem, mas que raio, o calor ainda não chegou. ACOOORDEM! e respondam à Sr presidente. Claro, porque a culpa é dos funcionários que não há meio de acordarem e darem a resposta que a Sra presidente há muito tempo já pediu.

Será que a Sra presidente também ainda não acordou da sesta e ainda não reparou que não tinha a resposta solicitada. Mas que chefe(a) é este(a) que dorme mais que os funcionários.

Para terminar por hoje, parece que “andem” esta é propositada, todos a dormir a sesta há pelo menos quatro anos.

ACOOORDEM! Srs vereadores, já se faz tarde. Portalegre tem muitos mais problemas importantes que urge que se resolvam.

 

quarta-feira, 31 de março de 2021

Portalegre a ver passar os comboios

 

Duas ou três ideias, ressaltam da reunião do executivo da Câmara Municipal de Portalegre, realizada hoje dia trinta e um de março de 2021. O executivo da câmara, não quer ficar a ver passar o comboio quer mesmo o comboio.

Na minha modesta opinião, o executivo camarário bem como todos os portalegrenses, naturais ou residentes, desenganem-se, não nos iludamos, não vamos ficar com o comboio, como nem sequer o vamos ver passar, já que a nova linha em construção Sines/Elvas, melhor dizendo, Sines/Badajoz/Espanha, passa a muitos quilómetros de distância. Resta-nos sempre uma alternativa para o avistar.

Sugiro ao executivo camarário, já que parece, ainda ninguém se ter lembrado, construir um parque de estacionamento, com todas as condições de estacionamento, para balões de ar quente.

Sempre que se sentirem saudades de ver o comboio passar, era só subir a um balão e talvez, em dias límpidos, conseguiríamos distingui-lo no horizonte. Para além, naturalmente, da fonte de rendimento para a cidade, sempre se podia constituir uma alternativa de transporte ao próprio comboio. Pensem nisso!

Já que estamos a falar de estacionamento, ressalta também a ideia do parque de camionagem para os transportes TIR. É uma ideia recorrente, já por diversas vezes discutida em reuniões de câmara, só não compreendo como é que o executivo camarário ainda não o concretizou dada a necessidade imperiosa, limitando-se às discussões intermináveis.

Vem agora o Sr vice-presidente – João Cardoso, dizer que está a ser equacionada, a possibilidade de utilização do parque da feira nos dias em que não há mercado, por este recinto, já ter praticamente as condições necessárias. E nos dias em que houver feira e mercado mensal, o que fazem aos camionistas? para onde os mandam? Já pensaram nisso?

Não compreendo que se queira tanto uma linha de comboio electrificada, quando não há passageiros nem mercadorias, que a rentabilizem. Por outro lado, há mercadoria transportada diariamente em grande quantidade por estrada. Portalegre é um ponto de passagem, infelizmente, já que pouca dessa mercadoria cá fica ou de cá sai. Como ponto de passagem, de estacionamento e de descanso, os camionistas já elegeram a cidade como referência. Dignifiquem-se estes profissionais, por a terem elegido, dando-lhes espaço e condições. Decidam-se e rápido, antes que a “Sebasteanista” Fermelinda Carvalho, os leve para Arronches, mesmo antes de acabar o mandato naquela localidade, ou o construa de imediato em Portalegre logo que tome posse.

A outra ideia é a dos “subsídios de risco e salubridade aos trabalhadores camarários nestas funções. Defende o Sr vereador da CDU – Luís Pargana, que este subsídio deve ser pago, com retroactivos desde um de janeiro de 2021. Ficou patente nesta reunião, que no mínimo ficaram dúvidas, da legalidade do pagamento com retroactivos. O Sr vereador da CDU – Luís Pargana, “reivindica” o pagamento, invocando ou defendendo o facto de uma câmara municipal do distrito de Portalegre, por coincidência da CDU, só por coincidência, concretamente a de Avis e freguesias deste “satélite” o terem feito.

Ao ouvir o Sr. Vereador, imaginei-o a circular numa estrada, ou auto-estrada, cujo limite de velocidade é de noventa ou cento e vinte quilómetros à hora. De repente, o Sr vereador vê passar um “infractor”, a cento e oitenta quilómetro à hora.

Diz ele:

- Opa! Se este circula a esta velocidade é porque pode, eu é que estou enganado.

 E zás! Prego a fundo, ultrapassando-o a duzentos quilómetros por hora.

Teve “azar” um pouco mais à frente é apanhado pelo “radar” e mandado parar. Na discussão com os “agente de autoridade” ainda invocou:

- Mas o outro também vinha a cento e oitenta quilómetros por hora. O “agente de autoridade”, como sempre, nem respondeu, passando o auto de contra-ordenação.

Não Sr vereador, não Srs. Vereadores. Não Sra presidente, não é porque os outros fazem que nós devemos fazer também.

Até podemos achar injusto que nos seja proibido circular a 90 ou 120 km por hora, em excelentes estradas, mas é a lei e enquanto cidadãos e ainda mais, enquanto gestores do erário público, impõe-se-nos esse cumprimento.

Este assunto já tinha sido debatido no mínimo na última reunião de câmara, por esta altura, já não deviam subsistir dúvidas, quanto à sua legalidade. E assim se perde tempo a discutir o mesmo.

Boa Páscoa a Todos.

Só como referência, gostei de ouvir o Sr vereador Correia da Luz, pareceu-me o mais realista. Deve ser devido à sua vasta experiência e de querer vir a “nortear” os destinos do município do Crato.


terça-feira, 30 de março de 2021

Será que?

 

Antes de mais, aproveito para dar os parabéns atrasados, ao Sr Rui Nabeiro pelas suas noventa primaveras, desejando que outras se lhe sigam.

Assistimos ontem, eu assisti, à reportagem/entrevista efectuada pela TVI. Não sei em que dias e ano a reportagem/entrevista foi efectuada, mas se foi para assinalar o nonagésimo aniversário do Comendador Rui Nabeiro, imagino que não tenha sido há muito tempo, avaliando até por algumas imagens.

Assistimos à saída à rua, e em praticamente toda a reportagem/entrevista o Sr Comendador estava sem máscara, para não ser mal interpretado, refiro-me naturalmente à máscara facial que protege a boca e o nariz e que obrigatoriamente devemos utilizar.

O próprio entrevistador mostrou-se em muitas ocasiões sem máscara estando muito perto e de frente para o Sr Rui.

Alguns dirão que o Sr Comendador deve estar mais que testado, bem como o entrevistador, pelo que não corriam nenhum risco de serem contagiados ou contagiar. Pois, talvez, não digo que não.

Mas, será que? para nos darem o exemplo e nos “convencerem”, eu direi motivarem  que o melhor método de se evitar o contágio é o de todos e em todas as circunstância, ainda mais quando não fazem parte do nosso circulo restrito usarmos a máscara.

Numa outra entrevista nas instalações da “Delta Cafés”, umas horas antes, também para assinalar a comemoração do aniversário e o lançamento do livro romanceado da vida do Sr Rui, assistimos, eu assisti, que nenhum dos presentes na “mesa de conferência” tinham colocada a máscara de protecção facial.

Estamos a falar de um Sr. de provecta idade, o que significa neste caso, com muita experiência e sabedoria, para além da muita idade, logo uma idade de elevado risco de contágio.

Pelos que nos tem sido mostrado ao longo dos seus anos e nos demonstrou nas entrevistas, o Sr Rui ainda tem sonhos, que no seu caso não são sonhos, mas sim desejos e certezas de concretização daquilo que pensa fazer.

Perante esta situação será que? O Sr Rui quis mandar uma mensagem claríssima aos governantes e a todos nós que vivemos com a imposição de regras idiotas que servem apenas para destruir a economia, encerrarem empresas e despedirem milhares de pessoas.

Naturalmente que não nego o vírus e as suas consequências, como certamente não negará o Sr Rui, a minha dúvida ou pergunta é a de: - será que? não há outras formas de nos protegermos para além das impostas? A Suécia não confinou, não obrigou ao uso da máscara, nem encerrou a economia e os resultados no combate ao vírus são bem melhores que os nossos.

O Sr Rui é uma pessoa respeitadíssima e querida no país inteiro, quer como pessoa, quer como industrial e um exemplo a seguir, é assim que todos dizem e eu corroboro.

Será que? O Sr Rui nos quer dar uma lição do que não seguir? E não fazer? Fica a dúvida. 

O meu modo de me referir ao Sr Rui é porque na entrevista dada na “Delta Cafés” é dito que prefere ser chamado assim.


domingo, 28 de março de 2021

Dá que pensar, não dá?

 

No dia vinte e cinco de março do ano de Cristo de dois mil e vinte e um, o parlamento português aprovou a lei de “inseminação pós-morte”.

Talvez porque a minha intelectualidade e percepção da realidade sejam muito limitadas, não consigo racionalizar as “aberrações legislativas” discutidas e aprovadas pelos intelectuais e vanguardistas, que assentam os seus anafados “bumbuns” nos cadeirões do parlamento.

A partir de hoje, todo o homem morto há pelo menos três anos, pode vir a ser chamado de pai por uma qualquer criança nascida três anos e nove meses depois da sua morte. Dá que pensar, não dá?

Isto, porque uma mulher alegadamente louca, conseguiu juntar à sua, a loucura de uma grande quantidade de cabeças ocas, que supostamente deviam estar repletas de “massa cinzenta” e fez aprovar esta legislação.

A minha irracionalidade, logo loucura também, leva-me a questionar onde estão os direitos destas crianças?

Até aqui, havia as que nasciam em berços de ouro e as que nasciam em berços de palha. Agora, para além destes juntamos os berços das ilusões, e de egoísmos.

Há relativamente pouco tempo o parlamento também aprovou na generalidade uma outra “semelhante” – a lei sobre a eutanásia – morte medicamente assistida, com a diferença que uma aprova a morte e a outra aprova a vida.

O Sr Presidente da República teve dúvidas sobre esta lei, lei da eutanásia, e mando-a para o tribunal constitucional, este considerou que alguns artigos eram inconstitucionais, tendo sido devolvida ao parlamento para “correcção”.

Ao que julgo saber, o Sr Presidente da República não teve dúvidas quanto à eventual inconstitucionalidade desta lei, - inseminação pós-morte, a fim de ser incluída na lei de Procriação Medicamente Assistida (PMA).  Estamos a falar do mesmo, ou não? Numa de uma “procriação” não natural numa mulher saudável, noutra, da morte de pessoas não saudáveis, em sofrimento, com nenhumas esperanças de melhoras, antes pelo contrário e sem esperanças de vida digna. Dá que pensar, não dá?

A minha irracionalidade, consegue compreender que casais vivos, desejem ter filhos, e que sejam medicamente assistidos, se não o conseguirem naturalmente.

Estes processos, medicamente assistidos, são dolorosos e caros em termos financeiros e somos todos nós que pagamos com os nossos impostos. Não é justo nem devia ser socialmente aceite, que tenhamos que pagar os devaneios de pessoas saudáveis que poderão ter filhos de forma natural. 

A minha irracionalidade, não consegue compreender que, enquanto cidadão racional e consciente disso, não possa optar por querer morrer, por incapacidade física para o fazer, negando-me a possibilidade de socorrer-me de outros que o queiram fazer. Mas permite-me que eu procrie já estando morto. Dá que pensar, não dá?

Com esta lei querem fazer que a minha irracionalidade, racionalize que é natural que uma criança nasça passados três anos e nove meses após a minha morte só porque eu ou uma mulher assim o quisemos.

Suspeito e oxalá me engane, que por este mundo fora já haja muitas crianças nascidas de pais mortos há muito mais de três anos. Não sei se toda a legislação mundial obriga à destruição do sémen congelado, após a morte dos dadores e ainda que assim seja será que as clinicas o destroem?

A lei devia, isso sim, obrigar a que quer os óvulos e sémen fossem imediatamente destruídos logo que os dadores morressem. Não estamos em vias de extinção.

Que a Sra que promoveu esta lei e todos a que a acompanharam na sua alegada loucura, queiram ter filhos de um homem morto é um problema médico que deve ser tratado. Que outros secundem esta alegada loucura é problema da sociedade é um problema de todos nós.

Não senhores, não senhoras, nem tudo nos é permitido, ou não devia ser. Não secundo nem partilho esta loucura social.

E tu, partilhas desta loucura?

Se não concordas faz ouvir a tua voz, vamo-nos juntar e levar à assembleia da república o número de assinaturas necessário para que a mesma não seja aprovada na especialidade.