quinta-feira, 7 de março de 2019

Mais que um GRITO o meu SUSSURRO











"A violência doméstica tem de ter um fim, o combate a este fenómeno é um desafio colectivo da sociedade e que a evocação das vítimas constitui um começo de acção". 
António Costa (Primeiro.ministro)

Ahahahahhaahah, sim, rio-me da hipócrita pública e política. Não, não me rio das vítimas, mulheres ou homens, com esse eu choro. Hoje foi decretado e comemorado o “Dia de luto nacional pelas vítimas de violência doméstica”. Tudo que é bicho pensante, quis comemorar, não fossem os outros bichos pensantes, ou não, como direi? só me ocorre a palavra pensar, mas esta não serve, hummm, que palavra? que palavra? não encontro outra, tem de ser mesmo, pensar, que esse bicho é violento. Só mesmo os hipócritas, acreditam que, pelo simples fato de se comemorar um dia, pomposamente baptizado, se vai acabar com a violência doméstica. Ah! Não é para acabar, dirão uns, é para chamar a atenção para o flagelo que isto representa. Pois, pois, digo eu, até parece que é novidade para alguém, como se todos nós não tivéssemos já, a nossa atenção, mais que chamada à atenção. É como se acreditássemos que, pelos simples facto, de irmos a um funeral e comemorarmos a dor da perda de alguém já não houvesse mais mortes. Não, a morte vai continuar a ocorrer, refiro-me à morte natural incluindo as doenças no natural, logo a violência doméstica vai continuar e a morte consequente desta também.
O “nosso” primeiro-ministro, ah! só um aparte, esta do nosso, fez-me lembrar “o meu”, ou “o nosso”, expressão, melhor, tratamento militar, quando nos dirigíamos a algum superior ou inferior hierárquico, “o meu” “o nosso” era de todos, mas não era de ninguém quando chegava a hora da verdade…mas isto, foi apenas um interregno de atenção, voltemos ao nosso primeiro-ministro, António Costa, que referiu na sua página do Twitter “ a violência doméstica tem de ter um fim, o combate a este fenómeno é um desafio colectivo da sociedade e que a evocação das vítimas constitui um começo de acção.
Claro que concordo com o “nosso” primeiro-ministro António Costa que, a violência doméstica, tem de ter um fim. Mas ele não disse como é que lhe vai por fim e gostaria muito de saber como é que ele, ou os seus ministros, ou os polícias, ou os magistrados, ou a sociedade lhes vão por fim. Como? É a minha pergunta.
Pois eu vou responder, à luz da minha ignorância, sou do tempo, sim, eu sou do tempo em que os mais novos respeitavam os mais velhos. Sim, eu sou do tempo em que os mais velhos respeitavam e aconselhavam os mais novos. Sim, eu sou do tempo que havia regras a cumprir quer fosse em casa, na rua, na escola, no emprego, enfim na sociedade. Sim, eu sou do tempo que, quando houvesse violação a essas regras havia alguém encarregado de as lembrar e, no geral, de uma forma que não se faziam esquecer tão rapidamente. Ah! Já estou a ouvir as vozes atrás de mim, que estou a apelar à violência, eu? apelar há violência? Nunca, mas uma chamada de atenção nunca fez mal a ninguém esta é a minha convicção. Estou convicto que, se houver “chamadas de atenção” a seu tempo, e oportunas, não teríamos hoje tanta violência doméstica. Todos os da minha geração aprenderam a respeitar e dar-se ao respeito, lamento que alguns se tenham esquecido, e hoje, não respeitem nem se deem ao respeito, e pior ainda, os que ainda se lembram não ensinem este valores às gerações dos filhos e dos netos. Afinal o assinalar este dia como dia nacional de luto contra a violência domestica não é para chamar a atenção? Então é isso, é a minha forma de chamar a atenção e também celebrar este dia à minha maneira.
Pois Sr. Primeiro-ministro eu sugiro-lhe que se realmente quer acabar, bom, acabar nunca vai conseguir acabar com ela, mas, se realmente a quiser diminuir, aposte na educação familiar, na educação escolar, dê autoridade aos pais, dê autoridade aos professores, dê autoridade aos policias, no fundo dê autoridade aos cidadão de bens e que ainda se preocupam e não aos marginais. Em minha opinião a comemoração deste dias mais do que lamentar e solidarizar-se com as vitimas é enaltecer os violadores, os marginais, os criminosos.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

AS QUATRO FACES DE UMA MOEDA


MUITOS ODEIAM A TIRANIA APENAS PARA QUE POSSAM ESTABELECER A SUA
Platão

Não sou especialista em política, menos ainda em política internacional, aliás não sou especialista em coisa nenhuma, mas isso não faz de mim uma pessoa sem opinião.
É isso que aqui vou expressar, porque sou livre, ou assim me considero, bom, talvez nem tanto, mas isso são outros “quinhões”. Estou em crer que, não errarei muito e, se bem pensado por todos vós, certamente partilhareis do mesmo pensamento.
O que se passa na Venezuela?
O que é a Venezuela?  
Como chegou e porque se encontra a Venezuela nesta encruzilhada?
Nestas coisas, como em quase todas na vida, há no mínimo três pontos de vista, o meu, o teu, e o do outro. Ou seja, o certo, o errado e o neutro. E sim, e por esta ordem que eu nestas coisas não me engano e raramente tenho dúvidas.
Para respondermos à pergunta, como chegou a Venezuela a esta encruzilhada, temos de saber o que é a Venezuela. A resposta é, simplesmente, a maior reserva provada de petróleo do mundo, repito MUNDO. Como se isto só por si não fosse suficientemente grande, acontece que a Venezuela, melhor dito, o seu petróleo está a quatro ou cinco dias de navio das refinarias do Texas. Em comparação o petróleo do médio oriente está a trinta e cinco dias de navio dos EUA.
Então, certamente, já estarei em condições de responder à primeira pergunta- O que se passa na Venezuela?Simplesmente a luta e disputa por uma riqueza “infindável”. Lamento desiludi-los, no meu entender, não é a fome do povo Venezuelano o problema deste país, não é a inflação nem todos os problemas sociais, nem sequer é a ditadura ou a democracia, é a luta e disputa pelo poder económico, é a sagacidade, esse é o problema. Estou em crer que, nem sequer  é Nicolas Maduro, ou talvez seja, mas só, pelo facto de não querer ceder ao que se julga o todo poderoso Donald Trump ou seja os EUA. Devo confessar que, não nutria muita simpatia, direi mesmo, nenhuma simpatia por Nicolas Maduros, como não nutria pelo seu antecessor. Hoje, admito sentir essa simpatia. HEMM!
Como chegou a Venezuela a esta encruzilhada, um país rico, não, rico é pouco, riquíssimo, a uma situação onde o povo passa fome, onde faltam todos os bens necessários a uma natural e saudável vida. Chegou porque os EUA, Europa, Canadá, e outros, no fundo os que se julgam donos do mundo entenderam boicotar tudo o que é essencial, desde géneros alimentares, medicamentos e capitais (dinheiro) que é dos Venezuelanos para que um país possa viver em paz, harmonia e felicidade.
Há fome na Venezuela? HÁ.
Resolve-se com a dita ajuda humanitária? NÃO
Foram as forças de Nicolas Maduro que incendiaram os camiões da dita ajuda humanitária? É minha convicção que NÃO. Os camiões estavam na Colômbia não na Venezuela. Não nos esqueçamos do que se passou no Iraque, na Líbia, agora também na Síria, a propósito das armas atómicas, ou outras mentiras que eles criaram para nos fazerem acreditarem que têm sempre razão. Não, não têm, são mentirosos compulsivos, e para estes ditos, há um lugar onde devem estar, na prisão, no hospital psiquiátrico, com internamente para toda a vida, ou no cemitério. Estes mentirosos compulsivos, depois de terem assassinado o que eles diziam ser os tiranos dos povos que invadem ou invadiram, como agora dizem de Nicolas Maduro, para restabelecer a liberdade e democracia todos nós sabemos como se encontram estes países.    
Deixemo-nos de hipocrisias e mentiras, deixemos de ser ovelhas, se realmente os EUA, e os seus correligionários pensassem no povo Venezuelano e nos povos que estão em guerra e passam fome e quisessem acabar com a fome destes povos, BASTAVA, sim BASTA que acabem com as sanções imposta, não façam a guerra neste países. Não tenho dúvidas que, este grande país que é a Venezuela, voltaria a ser aquilo que já foi. Um GRANDE PAÍS. Aos portugueses que ainda se encontram na Venezuela e aos que voltaram, e aos Venezuelanos, lutem para que acabem as sanções impostas e lhe devolvam o que é do povo Venezuelano.
Os tiranos só o são porque os deixamos ser.  








sábado, 23 de fevereiro de 2019

Ao Mais Alto Nível


“À mulher de César não basta ser honesta, tem de parecer honesta”

Todos os dias deparamos com programas nas televisões, a denunciarem, e penso que bem, situações de desmandos que o mesmo é dizer corrupção. É a TVI a falar dos casos da câmara de Pedrógão Grande, e ontem, dia 22 é a RTP a falar da câmara de Elvas. Sou Elvense, embora não residente, e confesso que gosto que falem de Elvas nas televisões, nas rádios, nos jornais em tudo que seja sitio mas, naturalmente, para continuarem a Elevar Elvas e não a reduzi-la.
O que está em causa é um concurso para contratação de 82 empregados da Câmara, a questão é?
- Seriam mesmo necessários, todos esses empregados? Claro que uns, ou quase todos, estes uns ou quase todos, são naturalmente os que concorreram, ou os seus familiares, dirão que sim, já que a câmara abriu concurso. A minha reflexão é, e, se em vez de ser a câmara, se fosse uma empresa, sentiria a necessidade de fazer um concurso ou admissão, para de uma assentada contratar 82 pessoas? Esta reflexão poder-nos-ia levar a outras, mas de momento não é esse o objectivo.
- A notícia ou denúncia é a de que, eventualmente, houve ou há conluio para empregar, dar segurança, ou como diz o vice presidente da câmara trazer para mais perto da família, e dar estabilidade profissional às pessoas que lhe são próximas. E a proximidade familiar e estabilidade profissional dos outros onde fica? Pergunto-me quando os autarcas, e não só, concorrem aos vários “poleiros” e não pelouros e são eleitos, eles dizem que estão a concorrer para assegurarem a proximidade familiar e assegurarem a estabilidade profissional sua e dos que lhes são próximos?
A meu ver, e, certamente no ver de pessoas íntegras, e desconheço a lei, mas certamente também esta, não impede que, os amigos e familiares dos que já ocupam lugares de topo ou não, de concorrer e poderem vir a ser admitidos nos quadros, ou lugares, dos organismos para os quais estão a concorrer.
Tudo será certamente possível se feito com legalidade, legitimidade e transparência e neste caso, parece-me que há falhas, no mínimo a transparência. Senão vejamos, desconheço quantas pessoas concorreram no total aos vários lugares. O que se sabe pela noticia, é que foram admitidas 82 pessoas e das quais, 27 são familiares ou amigos de pessoas do topo, na hierarquia da câmara ou de funcionários. O meu pensamento vai para quantas pessoas amigas ou familiares destes, topo ou funcionários, concorreram? Houve algum familiar ou amigo destes, que porventura não tenha entrado? Os 27 que entraram foram o total dos familiares e amigos que concorreram? Porque é que parte das provas foi feita por uma empresa externa e outra parte por um júri composto por elementos do topo da hierarquia da câmara e que tinham familiares e amigos a concorrem? Estas pessoas não se deviam escusar a fazer parte desse júri? Só depois da resposta a estas perguntas poderemos concluir se houve ou não, conluio na atribuição dos lugares. No entanto, e já diz o ditado “ Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte ou é burro ou não tem arte” e aqui parece-me que não há burros. Está bem de ver que há interesses, cego não é o que não vê, mas o que não quer ver. “À mulher de César não basta ser honesta, tem de parecer honesta”
Já agora permitam-me só mais uma reflexão. Acham que se um pai ou mãe ou outro familiar qualquer for por exemplo bêbado, alcoólico, o filho ou filhas têm de o ser também, ou são-no?
Se entendem que não, acham que só por ser filho(a) de bêbados não pode falar dos bêbados e chamar a atenção para esta “doença social”, então por que motivo uma jornalista não pode chamar a atenção para outra doença social que é a corrupção.

domingo, 23 de dezembro de 2018

O OPÍPARO Natal


As autarquias gastam imenso dinheiro com enfeites de Natal e deixam os desabrigados a dormir na rua. Por exemplo, Lisboa gasta todos os anos mais de um milhão de euros, quantia que dava para abrigar/proteger, tirar da rua, definitivamente, todos os moradores de rua da cidade.

Há uma ideia generalizada de que o Natal é a comemoração do nascimento de Jesus. Desculpe estragar a festa, mas Jesus não nasceu no dia 25 de dezembro nem há 2018 anos atrás. Então vejamos.

No tempo do Império Romano, havia uma festa dedicada a Saturno (deus grego Cronos/tempo e da agricultura), denominada de Saturnalia, marcando o solstício de inverno. Era uma data muito importante para os povos agrícolas, como o caso dos romanos. Uma festa popular, para agradar os deuses e pedir que o inverno fosse brando e o Sol retornasse ressuscitado, no início da Primavera, o renascimento da vida. O culto solar era celebrado nos dias 24 e 25 de Dezembro, data de nascimento da divindade. Era um período de suspensão do trabalho, de visitar parentes e amigos, de ser generoso, solidário, de oferecer prendas. Isso lembra o Natal, não?
No século IV, o politeísta imperador Constantino converte-se, oficializa o Cristianismo e nasce, assim, a Igreja Católica. Absorveu e ressignificou práticas pagãs diversas; neste caso, o festejo pagão da Saturnalia, transformando-o numa celebração cristã. O Papa Gregório XIII, no século XVI, com a criação do calendário gregoriano, fez o resto. A partir daí, o nascimento de Cristo (que não nasceu no dia 25 e ninguém sabe a data exata) começa a ser celebrado pelos cristãos.
Portanto, o Natal não existe, pelo menos não da forma como a maioria imagina – o nascimento do menino Jesus.
Em que se transformou, hoje, esta antiga data pagã?
Uma cultura do consumo. Capturada pelo comércio, a data é para vender coisas, na sua grande maioria supérfluas. Uma agressiva propaganda na televisão, jornais, revistas, na internet, provoca uma azáfama, planos, listas de compras, centros-comerciais lotados, lojas abarrotadas de gente, ávidas para comprar. As crianças de hoje, exageradamente mimadas, exigem e obtêm, um sem número de prendas. Às vezes, são tantas que não conseguem abri-las todas ou valorizam mais as embalagens do que os próprios brinquedos.
É a época dos políticos e governos, maioritariamente corruptos, que passam o ano a roubar e a esbanjar os impostos e, nesta data, mandam belas mensagens e participam em jantares junto com os pobres, com os sem abrigo, miseráveis estes que os próprios políticos e agentes do governo criaram (ou ajudaram a criar) ao desviar o dinheiro que poderia garantir a comida e o bem-estar deles o ano todo. É lógico que esta ‘solidariedade’ natalina dos políticos deve ser sempre acompanhada por uma ampla cobertura da imprensa.
É a época das pessoas famosas, do jet-set, atores/atrizes, jogadores de futebol, que passam o ano a ganhar milhões e a sonegar impostos (prejudicando os contribuintes e os mais pobres), aparecerem na TV em programas ‘beneficentes’ para dar a entender que são solidários. Ficam sempre bem vistos perante a sociedade.
As autarquias gastam imenso dinheiro com enfeites de Natal e deixam os desabrigados a dormir na rua. Por exemplo, Lisboa gasta todos os anos mais de um milhão de euros, quantia que dava para abrigar/proteger, tirar da rua, definitivamente, todos os moradores de rua da cidade.
Todos, decisores políticos ou não, deviam assistir o emocionante filme Cardboard Boxer (2016) para ter uma ideia da vida miserável destes excluídos da sociedade. Mas há outros marcantes filmes do género: deixem para lá o já cansativo Sozinho em Casa (1990), que repete todos os anos, e assistam The Saint of Fort Washington (1993), Accidental Friendship (2008), The Soloist (2009), Time Out of Mind (2014), alguns baseados em dramáticos factos reais e todos expondo, de maneira super realista, a extrema dureza da vida de uma pessoa sem um lar para chamar de seu e sem um Shelter (2014), um endereço fixo, para mandar uma carta ao Pai Natal.
O que podemos fazer então para celebrar o Natal? Simples: é ser (genuinamente) solidário com os mais necessitados e, seguindo os verdadeiros ensinamentos de Cristo, respeitar e amar uns aos outros. E, se pensarmos bem, por que é que temos de esperar pelo Natal para fazermos isso? Ah, e o mais importante de tudo: não precisamos de dizer a toda a gente e postar no Facebook as fotos da generosidade. Não se esqueçam da lição de Antoine Saint Exupéry, no Principezinho: “o essencial é invisível aos olhos”.
·         Donizete Rodrigues
Professor de Sociologia, Universidade da Beira Interior
(Observador)


sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Os sinais do tempo


Ultimamente, tem-me ocorrido, com demasiada frequência, um pensamento que teima em ficar.
Será que estou a ficar velho? Será que já sou velho? Ou será que me sinto velho?
Há uns anos atrás, não vou dizer quantos, lembro-me de pensar que, uma pessoa com mais de cinquenta anos já era velha. Esta minha crença, baseava-se simplesmente nos queixumes que os ouvia dizer. – dói-me aqui, - dói-me ali, - já não consigo… - já não me lembro…
Hoje, que já os atingi e ultrapassei, tenho os mesmos queixumes e questiono-me se tinha ou tenho razão. Não quero acreditar e recuso-me a aceitar que tinha ou tenho razão. A verdade é que, sendo ou não velho, quer queira ou não acreditar e aceitar, os sinais do tempo já cá moram. Não me irritam as rugas na testa, aos cantos dos olhos, nas pálpebras, sobretudo inferiores, porque acho que já nasceram comigo, sempre me lembro delas, nem sequer a careca que também já tem uns anos, demasiados, mas enfim, também já faz parte da mobília. O que me está mesmo a começar a irritar e a convencer que, afinal tinha e tenho razão são as rugas e a pele mole no pescoço. Ainda não me habituei a esta imagem reflectida no espelho. O que me vale, é que acredito que ainda vou ter muitos, muitos mais anos, já não tantos quantos os que já vivi, mas ainda assim, bastantes, para me habituar e aceitar estes e novos sinais do tempo.
Acredito que, ser velho, há-de de certeza ser tão bom, quanto o ter sido novo, assim saiba aceitar e viver a vida de velho. De uma coisa tenho a certeza, estes anos que vivi, sendo bons, ou menos bons, já ninguém mos tira e é claro que, é bom ser velho, como foi bom ter sido novo.

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Acartar e Aventar



Hoje li um “post” do meu amigo Manuel Isaac Correia, no Facebook, onde se insurge contra o tradutor, de um livro que leu, e que este utiliza a palavra acartar. O meu amigo, faz alguns considerandos sobre esta palavra, defendendo que a palavra está incorreta.
Não pretendo entrar em polémica com ele, nem com nenhum dos caríssimos amigos e amigas, que possam ler este este meu “devaneio”, até porque ele, e outros sabem muito mais que eu, nesta coisa da língua, não tenho quaisquer dúvidas é entendido na matéria e eu não. De qualquer modo, permito-me, e espero que que o caríssimo amigo também permita, e não fique "chateado" comigo. Não posso deixar de lhe fazer um reparo. O termo acartar é correto e usa-se bastante no Alentejo, e no sentido de carregar qualquer coisa, não sei se noutras regiões também, mas no Alentejo usa-se e muito. Basta ouvir as pessoas do povo, e estas, como bem sabemos também fazem a "língua", neste caso a língua portuguesa. Eu mesmo, enquanto miúdo e adolescente acartei muita água para regar as flores da minha mãe e minhas claro, porque eu gosto de flores. Acartar, é igual a acarretar e não no sentido ou sinónimo que o amigo defende. Este seu "post" fez-me lembrar uma palavra que eu amo Aventar e que eu penso, que também é uma palavra alentejaníssima. Qual é o alentejano que atira? nenhum, todos aventamos, mandamos ao vento,  existe uma poesia nesta palavra aventar = atirar ao vento que nos faz sonhar...e não atiramos às ventas, se bem que na interpretação de alguns, eu possa estar a “atirar” às ventas, a minha própria ignorância ou a ignorância de outros. Atirar é de tiro, e quando lançamos qualquer coisa ao vento não atiramos, mas sim lançamos ao vento, "aventamos". Este é apenas um exemplo mas há muitos mais. Por isso, eu acarto, tu acartas ele acarta...e, eu avento, tu aventas e ele aventa.

domingo, 29 de julho de 2018

Eis que a voz se levanta

Quando os corporativistas carregam os pares, passam a ser eles mesmos os burros.
Obrigado Exmo Sr. Tenente General Comandante Geral da Guarda Nacional Republicana.
Esta semana veio à luz do dia, um acórdão da Relação do Tribunal de Lisboa, sobre a litigância que opõe militares da Guarda Nacional Republicana e o juiz desembargador Joaquim Neto Moura.
Convenhamos que, é necessária, por parte dos militares, uma boa dose de coragem, uma perfeita noção do seu dever e aplicação da lei com equidade, a todos os cidadãos, não se deixando intimidar por ameaças vindas de quem quer que venham, nem que essas ameaças, sejam proferidas eventualmente de um Sr juiz.    
Já não era sem tempo, que a voz do responsável máximo no Comando, da mui prestigiosa instituição, que é a Guarda Nacional Republicana se levantasse e dissesse também, de sua justiça e mostrasse a sua indignação.
Este levantar de voz, fez-me lembrar as histórias que os camaradas mais velhos, faziam circular pelos mais novos, de um outro General, também Comandante Geral da Guarda Nacional Republicana, de seu nome, Manuel Carlos Pereira Alves Passos de Esmeriz, o tão conhecido “Asa Negra”. Estávamos nos finais da década de setenta, e inícios da de oitenta do século passado. Ainda foi meu Comandante Geral e ainda o conheci pessoalmente, embora duma forma muito fugaz, felizmente para mim. Não vou tecer elogios nem críticas a este Sr. Porque, pelo que diziam os meus camaradas, o seu trato para com os militares, quer fossem oficiais, sargentos ou praças, deixava sobretudo, pouco espaço a elogios. Era um homem autoritário e esse autoritarismo, revelava-se inclusive, no trato com os seus superiores que eram naturalmente os membros dos governos. O que se dizia era que, literalmente, ele dava murros na mesa, em discussões com os ministros, não esqueçamos que tinha passado, muito pouco tempo depois do vinte e cinco de abril de 1974, fazendo valer as suas ideias e palavras.
Já no decorrer da década de oitenta, começou a entrar-se numa descredibilização das Instituições, que nos acompanha até aos dias de hoje, com a subserviência e bajulação dos que deviam pautar pelo seu respeito.    
Até que enfim, que a voz do Comandante Geral da Guarda Nacional republicana se levanta e exige que respeitem os militares que fazem a Guarda Nacional Republicana, não no sentido corporativista, como parece ser o caso, dos Sr juízes da relação do tribunal de Lisboa.
Ainda vamos a tempo de salvar o respeito pelas pessoas, pelas instituições e pelo país se outras vozes se levantarem e exigirem esse mesmo respeito.

domingo, 15 de julho de 2018

Doideira, doidice e falta de bom senso

Há dois dias 13/07/2018 foi aprovada pelo parlamento com 109 votos a favor contra 106 a lei a que chamaram “lei da identidade de género” que permite que os cidadãos maiores de dezasseis anos mudem de sexo e nome do registo civil, ou seja no cartão de cidadão, apenas mediante requerimento e sem necessidade de recorrer a qualquer relatório médico. Entre os 16 e os 18 anos este procedimento terá de ser autorizado pelos representantes legais, “do mal o menos, como diria o outro”.
Não satisfeitos, pelo chumbo do presidente da república, a outra lei que intentaram, para mudança de sexo, a pessoas menores, estes dignos representantes do povo, não desistiram e vêm agora, com esta nova lei. Não sei quantas vezes a lei permite a mudança de género e de nome, será que hoje, um adolescente, homem, de 16 anos se levanta com a vontade de ser menina, então dirá, – pai, mãe assina aqui o papel pra ir ao registo mudar de género e passo a chamar-me Maria. – Sim porque hoje em dia, a maioria dos pais ou quem tem a sua representação legar, não tem coragem, atitude, competência e autoridade para dizer não. Contrariar o menino ou menina, é crime, de violência doméstica. Há que ter cuidado com isso, senão ainda corremos o risco de sermos nós a mudar de sexo, ainda nos capam no momento, porque o menino ou menina, não exercem violência doméstica sobre os pais. Bom, mas isto, é outra conversa e não me posso distrair. Amanhã o mesmo individuo que já não sabemos quem é, ou seja o seu género, levanta-se com a vontade de ser novamente menino/homem, e daí, vai ao registo civil novamente e muda de género e nome, e passa a chamar-se Manuel. E nós pais, representantes legais que fazemos? nada, obedecemos simplesmente.
Os meninos e meninas da minha geração fomos ensinados/educados que havia meninos e meninas, e digo havia, porque, parece que hoje já não há, são todos transgéneros. Mas ao que ia, isso significava que os meninos/homens e meninas/mulheres têm papéis diferentes no seio da família e na sociedade, ah! Sim, já sei,….blá…blá..blá… e que havia e, felizmente, há brinquedos próprios, repito próprios, para meninos e para meninas. É aqui, na minha modesta opinião, que se começa a formar a identidade do género. Somos nós, os que fomos ensinados/educados desta forma que, hoje permitimos, impulsionamos e geramos confusão nas mentes das crianças. Será que ainda vamos a tempo de corrigir a mão?
Estou convencido que sim, assim o queiramos e, não nos deixemos levar por “modernismos”.    
Doideiras, doidices, incompetência, lóbis, falta de vergonha e bom senso é o que é.
Uma pediatra norte americana veio insurgir-se e esclarecer alguns mitos e muita confusão. O sexo (género) biológico não é escolhido. O sexo é determinado na concepção, pelo nosso ADN e isso é marcado em todas as células do nosso corpo. A sexualidade humana é binária, ou você tem um cromossoma y normal e se desenvolve como homem, ou você não o tem e se desenvolve como mulher. Há pelo menos, 6500 diferenças genéticas entre homens e mulheres. Hormonas e cirurgias não podem, e não irão mudar isso. A “identidade” não é biológica é psicológica. Identidade tem a ver com pensar e sentir, - pensamentos e sentimentos, não são genéticos. Os nossos sentimentos e pensamentos, podem de facto estar certos ou errados. Se entrarmos no consultório do médico e dissermos que sou o Donald Trump, o médico vai-nos dizer que estamos delirando e receita-nos um antipsicótico. No entanto, se é mulher e lhe disser, - Eu sou um homem, - ele dirá - parabéns você é transgénero. Se disser,  – Dr quero matar-me, sou um deficiente preso num corpo normal, por favor remova a minha perna, seria certamente diagnosticada com transtorno de identidade, de integridade do corpo. Mas, se disser ao mesmo médico - sou um homem, agende uma mastectomia dupla, - ele irá fazê-la. De acordo com a maioria das principais organizações médicas se quiser cortar um braço ou uma perna saudável, você possui uma doença mental. Mas se quiser cortar seios saudáveis ou um pénis você é transgénero.
A pediatra norte americana, revela que ninguém nasce transgénero. Se a identidade de género fosse definida ainda no útero, gêmeos idênticos, teriam a mesma identidade de género em 100% dos casos. Isto não acontece. Este é um episódio real, e que porventura, já alguém viveu esta realidade. Um garoto, entre os três e cinco anos de idade, brincava cada vez mais com meninas e com brinquedos típicos de meninas e começou a dizer que era uma menina. Às vezes, a doença mental de um pai ou abuso infantil são factores, mas é mais comum que a criança esteja percebendo mal a informação e a dinâmica familiar e eternize uma falsa crença. Acompanhado por uma terapeuta ele e os pais, no meio de uma sessão, largou o caminhão e agarrou uma barbie, e disse – a mãe e o pai não gostam de mim quando sou um menino. A terapeuta descobriu que quando tinha três anos, a sua irmã deficiente nasceu. Ela exigia muito mais atenção e carinho dos pais. Ele interpretou isso mal como, o pai e a mãe amam meninas. Se eu quiser que eles me amem de novo, terei de ser uma menina. Com terapia familiar, consegue-se melhorar e alterar este estado. Hoje os pais, escutam algo bem diferente. Eles escuta – esse é o António de verdade, vocês devem mudar o nome dele e devem trata-lo como menina, senão, irá cometer suicídio. Ao chegar à puberdade ele receberia um bloqueador hormonal, para continuar a ser menina. Os especialistas não dizem que os bloqueadores nunca foram testados, ou que, quando os usam para tratar o cancro de próstata e problemas ginecológicos, eles causam problemas de memória. “Não precisamos de testes, precisamos retardar o seu desenvolvimento ou ele irá se matar”. Isto não é verdade, ao invés, quando reconhecidas em seu sexo biológico, através da puberdade natural, a grande maioria das crianças confusas quanto ao seu género se recuperam. Sim estamos castrando crianças e adolescentes confusas com seu género com bloqueadores de puberdade. Daí, nós esterilizarmos muitos deles, para sempre, incluindo hormonas de sexo oposto, são eles o estrogénio e a testosterona. Eles deixam as crianças com risco de doenças cardíacas, derrames, diabetes e cancro e os próprios problemas emocionais que os especialistas dizem prevenir. Atenção, se uma menina, que insiste que é homem, receber testosterona todo o dia, por um ano, ela precisará remover os seios aos 16 anos. A academia Americana de pediatria, publicou um relatório, pedindo que pediatras alertem os jovens sobre as tatuagens, pois elas são permanentes e podem deixar cicatrizes. Mas a mesma associação, apoia totalmente, que meninas de 16 anos removam ambos os seios, mesmo sem autorização dos pais, desde que ela insista ser um homem e tome diariamente testosterona durante um ano. Sejamos claros, doutrinar as crianças, a partir da pré-escola, com a mentira de que elas podem estar presas no corpo errado, destrói os fundamentos do teste da realidade de uma criança. Se uma criança não pode confiar na realidade do seu corpo físico, no que poderá confiar? Ideologia de transgénero em escolas é abuso psicológico e frequentemente resulta à castração química, esterilização e mutilação cirúrgica. Se isto não é abuso infantil, senhores e senhora então o que é? Deixe a sua opinião.  

segunda-feira, 9 de julho de 2018

SYRAH - "A MINHA MENINA" - "A NOSSA MENINA

SYRAH - "A MINHA  MENINA" - "A NOSSA MENINA"
Esta é uma carta de pedido de desculpa e despedida. Conquistaste-me no primeiro encontro, quando te fui ver pela primeira vez, no já longínquo mês de agosto de 2006. Estavas junto com outra irmã, mas foste tu que te aproximaste da rede e me cumprimentaste. Suplicaste com esse teu olhar tímido que te trouxesse comigo. Pedi a opinião dos outros membro da família, houve sim(s) e não, ganhou a maioria, que o mesmo é dizer, os sim(s). O não nunca foi muito convicente. Trouxe-te comigo no dia 10 de agosto de 2006. Tinhas 8 meses de vida e farias por isso neste dia, 10 de agosto, 12 anos a viver em família. Todos nos apaixonámos por ti, mesmo quem não te queria receber. Passaste a ser a “nossa menina”, era assim que te tratávamos. -“Dá isso à menina”, -“a menina está a olhar para ti”, -“leva a menina à rua”…
Quando um de nós vinha da rua e, se entrava em casa, o primeiro membro da família, a cumprimentar era a “menina”, não davas outras hipóteses, eras também tu, a primeira a aproximar-se e, a cumprimentar-me, a cumprimentar-nos. A “menina” era sempre a primeira e estava sempre em primeiro lugar. Era a “menina” que me obrigava a levantar cedo, para a levar à rua. Nunca soube se era eu que passeava a menina, se era a menina que me passeava a mim. Era a “menina” que, condicionava o nosso horário de saídas e regresso a casa, tínhamos de levar a “menina” à rua, foram 12 anos. Hoje, dia 9 de julho de 2018 pelas 14h30, tive de tomar uma decisão dolorosa, de te deixar partir para outra dimensão. Doeu muito, dói muito e vai doer por uns dias até que me habitue à tua ausência e à falta do teu cumprimento. A tua “mãe”, já não te vai dar de manhã, como sempre fazia, a bolacha de que tanto gostavas e, quando ela não se levantava logo a ias chamar. A minha alma sangra e os meus olhos choram, de dor e tristeza, por te saber ausente. Penso que tomei a decisão certa, sabes que já pouco mais havia a fazer, infelizmente, o quisto de que eras portadora, crescia todos os dias, a um ritmo astronomicamente galopante, mesmo sob medicação. Podias estar mais uns dias connosco, não sei quantos, mas o incómodo e provável dor, de desceres e subires as escadas e até o andar na rua já eram um sacrifício para ti. Tinhas imensas dificuldades, em te deitares e te levantares, era também doloroso para nós vermos-te nesse estado. O quisto, infelizmente, não era operável, sabes disso, ouviste a tua médica dizê-lo. Tinha que tomar uma decisão ou continuava a ver as tuas condições de vida a degradarem-se e com sofrimento, ou te deixava partir. Já tinha pensado nessa hipótese, e pensava que era mais fácil tomar a decisão, mas não foi nada fácil. Hesitei, a minha cabeça explodia de sensações e sentimentos. Há decisões dolorosas, muito dolorosas mesmo, mas crê tomei-a em teu nome, e a pensar em ti, o que seria melhor para ti, e acredito ou quero acreditar, que esta era a decisão a tomar. Foi uma decisão a três de te deixarmos partir. E não foi fácil para nenhum de nós. Os teus outros dois “irmãos”, só já vão saber que tu partiste. No momento em que escrevo esta carta, já não estás connosco fisicamente, mas estás no nosso pensamento, no nosso coração, e na nossa recordação. Vamos recordar-te sempre. Eras linda, inteligente, obediente e cativante e foi um gosto enorme, termos vivido contigo estes 12 anos, todos debaixo do mesmo teto, e inclusive algumas vezes no nosso quarto, especialmente nos dias de trovoada, sempre foste muito medricas e eramos nós que te tínhamos de fazer companhia a ti e não tu a nós. Detestavas não ter companhia e agora nós detestamos sentir a tua ausência. Completarias 13 anos no dia 9 de dezembro, uma respeitável idade para uma menina. Hoje às 19h30, como todos os dias, já não vou contigo à rua, mas tu vais sair para o mundo. O nó na garganta e as lagrimas nos olhos continuam, mas vai passar, tem de passar, porque tu continuarás a fazer parte da minha vida.
Peço-te desculpa SYRA se tomámos a decisão errada e ainda querias estar um pouco de mais tempo connosco. Até sempre SYRAH.    

sábado, 5 de maio de 2018

Há pessoas que me chateiam


Já estou naquela idade, digamos que, na de sopas e descanso. Mas, a teimosia de pensar que ainda sou novo, e que ainda tenho muito para dar, levam-me a querer fazer ainda, muito mais por mim e pelos outros. Estou a dizer que continuo a trabalhar, não renumerado, talvez porque, acredito convictamente que o trabalho dá saúde, ou pelo vício ou gosto de trabalhar, ou porque nunca soube o que foi o desemprego. Tiveste sorte. Dirão alguns. Contraponho, tive e ainda tenho querer e crer, porque sei que ainda quero, como sempre quis, trabalhar, e porque creio que, isso me faz bem. Podia se quisesse, não trabalhar, felizmente, tenho uma situação financeira estável e o necessário para ter vida familiar confortável, sem sobressaltos. Sorte? Não tive, nem sorte nem azar. Tive e tenho uma vida onde aproveitei as oportunidades, onde aprendi com os erros, com as adversidades e com os sucessos, pensando em mim e nos outros. Tive e tenho uma vida de trabalho, podia estar ociosamente no sofá, numa mesa de café, numa esquina de rua, mas não, logo que o “patrão”, que me pagava pelo trabalho que desenvolvia, e que sois todos vós, me mandou para casa para descansar, porque entendeu que, já tinha dado o meu contributo para a sociedade, eu que sou teimoso e tenho vontade própria, disse não. Quero e vou continuar a fazer aquilo que sempre fiz, trabalhar, nem que seja de graça. Sim, graça, porque estou agradecido ter encontrado um trabalho que me dá imenso gozo realizar. Um trabalho que me envolve literalmente vinte e quatro hora por dia, não me dá descanso, nem a dormir, acordo e sonho alto com preocupações derivadas deste meu trabalho. Ainda assim, gosto e continuo. A recompensa vem, quando, uma “multidão” de gente nos agradece e reconhece, o trabalho que desenvolvemos. Para mim é mais importante o reconhecimento, do que o agradecimento. Tem acontecido isso, durante esta semana, o reconhecimento de um trabalho válido e bem organizado. Naturalmente que há os “senãos”, há os que estão sempre do lado do contra, os que não contribuem em nada, mas acham sempre que fazem muito, os que desejam e profetizam que as coisas, os trabalhos, corram mal, os mal dizentes, os hipócritas, os egoístas e por aí afora. A esses respondo com a força do querer e crer no trabalho. Chateiam-me todos estes, os ociosos que querem tudo mas não fazem nada, nem para eles mesmos, esperam que os outros façam por eles e para eles, porque eles têm direitos, têm direito aos subsídios, abonos e por aí, que somos nós que pagamos, têm direito a tomar refeições, mas que não querem confeccionar, culpa minha e tua que gostas de trabalhar, que os viciaste nestes direitos. Culpa minha e tua, que trabalhas, e não exigimos o cumprimento dos deveres. Chateiam-me os críticos que nada fazem, nem apresentam soluções de melhorias. Chateiam-me os "tristes" que só se lamentam. Chateiam-me os negativistas, os que só vêm tudo escuro, a esses aconselho que acendam uma luz, talvez consigam ver alguma coisa. Chateiam-me os que não são agradecidos à vida. Dizem que não há trabalho, que não têm vida. Claro que não há trabalho, nem há vida, porque não querem. Culpa minha e tua que achamos que os direitos são só deles, nós só temos deveres, obrigações, obrigação de lhes darmos ociosamente boa vida, enquanto nós trabalhamos para eles. Quando é que nós damos o murro na mesa e dizemos, basta, eu também tenho direitos, venham fazer aquilo que eu faço, trabalhem nem que seja de graça e certamente encontrarão um trabalho que os satisfaça e pelo qual serão recompensados.