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| Estes São heróis e patriotas |
Decidi criar este blog "Nem tanto à terra nem tanto ao mar" para iniciar o que me vai no pensamento. Não, não é engano, quero mesmo que se chame assim. Já sei que não se diz assim, mas eu digo como quero, ou não posso? Não? Mas afinal de quem é o blog? É meu, fui eu que o criei, ou foste tu? Esclarecidos? Sim? Ok! então vai chamar-se mesmo "Nem tanto à terra nem tanto ao mar" sim porque eu gosto de ser do contra, ou talvez não, a ver vamos.
quarta-feira, 12 de junho de 2019
domingo, 9 de junho de 2019
PESSOAS QUE NÃO SABEM ESTAR
É
na exigência do cumprimento e no cumprimento da exigência que se molda o
carácter e respeito do cidadão
(Isidro Santos)
Repito a frase do meu
“post” anterior e volto um pouco ao tema, o respeito por aquilo que nos define
e nos identifica enquanto cidadãos portugueses, para que não haja dúvidas
transcrevo o artigo 11º da Constituição da República Portuguesa
Artigo 11.º
Símbolos nacionais e língua oficial
1. A
Bandeira Nacional, símbolo da soberania da República, da independência, unidade
e integridade de Portugal, é a adoptada pela República instaurada pela
Revolução de 5 de Outubro de 1910.
2. O
Hino Nacional é A Portuguesa.
3. A língua oficial é o Português.
Ainda, na sequência das
Comemorações do “Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, não
posso deixar de escrever sobre “Camões” que, o mesmo é dizer sobre a língua portuguesa.
Quanto aos símbolos
nacionais já dei a minha opinião, vou agora dar a opinião, quanto à língua “O
Português”, e não parecer, porquanto os pareceres são dados por técnicos e eu
não sou técnico, por isso, também posso cometer alguns erros, mas tento ao
máximo evitá-los.
Tenho a noção que me
estou a meter em caminhos que não domino, ou seja estou a “pôr-me a jeito” de ser cilindrado, mas, o que é a vida, senão
percorrê-la por caminhos desconhecidos. Eu gosto da descoberta.
Nestes erros, já nem me
refiro aos consequentes da adopção (adoção), ou não, do “novo acordo ortográfico”, que uns aceitam e seguem e outros não, é a liberdade de escolha de cada um
!?...
Ah! Agora vêm os
comentários, tantos sinais de pontuação seguidos não é erro? Ao que julgo
saber, penso que sim, mas aqui, feito com intenção e na livre escolha do, “autor
literário”, que só os mais inteligentes compreenderão.
Vem isto, a propósito,
dos imensos comentários, descontextualizados, alguns a roçarem a ofensa
pessoal, a misturarem no mesmo “saco”, a pessoa que sou, com a função que
desempenho, voluntariamente e por gosto, naquilo que ainda possa ser útil à
sociedade. Mas, dizia, esses comentários, para além do atrás referido, o que me
indigna, é o uso escrito do
português cheio de erros ortográficos, para já não falar da sintaxe, por pessoas
que não sabem estar.
Estes tempos, das redes
sociais, da internet, possibilitam-nos que todos tenhamos voz, o que é óptimo
(ótimo), mas também, nos possibilitam, com facilidade, corrigir os erros se nos
dermos a esse cuidado e trabalho, mas, infelizmente, o que mais pululam pelas
redes sociais, são comentadores de pacotilha e preguiçosos.
Não, meus caros
comentadores, se não sabem escrever português, não comentem, aprendam primeiro
e comentem depois. A língua, a par da bandeira nacional e do hino nacional
identificam-nos como nação, consagrados na Constituição Portuguesa.
Pobre
língua de Camões que tão mal tratada és.
Se tem orgulho em ser
português aprenda a língua falada e escrita.
Não, nem tudo vai bem
no “reino”, esforcem-se para deixarem de ser, “pessoas que não sabem
estar”.
Suspeito que vão chover
comentários, espero que desta vez, contextualizados e sem erros.
É
na exigência do cumprimento e no cumprimento da exigência que se molda o
carácter e respeito do cidadão
sábado, 8 de junho de 2019
UM OLHAR DIFERENTE
É
na exigência do cumprimento e no cumprimento da exigência que se molda o carácter
e respeito do cidadão
(Isidro Santos)
O Americanismo dos Símbolos Nacionais
Para conhecimento, e de
acordo com a constituição da república portuguesa são Símbolos Nacionais.
1.
A Bandeira Nacional
2.
O Hino Nacional
No que se refere à
legislação ordinária, Decreto-Lei 150/87 de 30 de março, diploma que veio
regular a utilização da bandeira nacional em todo o território nacional,
ressalvando apenas as normas específicas do âmbito militar e marítimo. Prevê-se
o uso da bandeira em todo o território nacional (artigo 2º, nº 1), determinando
que ela deve ser apresentada de acordo com o “padrão oficial”(o definido no
artigo 11º da Constituição) e preservada em bom estado (artigo 3º, nº 1). Além
disso, o governo, os órgãos do governo próprios das regiões autónomas, os
governadores civis, os órgão executivos da autarquias locais e os dirigentes de
instituições privadas poderão ordenar que a Bandeira Nacional seja hasteada
(artigo 3º nº 2). Por fim, nos edifícios-sede dos órgão de soberania a Bandeira
Nacional poderá ser arvorada diariamente, por direito próprio (artigo 3º, nº
3). A Bandeira Nacional deverá permanecer hasteada entre as 9 horas e o pôr do
sol e, quando permanecer hasteada durante a noite, deverá, sempre que possível
ser iluminada por meio de projectores (artigo 6º, nº 1 e 2).
Os símbolos nacionais
são bens jurídicos considerados dignos de tutela penal. O artigo 332º do Código
Penal pune com pena de prisão até dois anos ou com pena de multa até 240 dias
quem publicamente, por palavras, gestos ou divulgação de escrito, ou por outro
meio de comunicação com o público, ultrajar a República, a bandeira ou o hino
nacionais.
Feito em parte, o
enquadramento jurídico, porque muito mais há sobre este assunto, passo a dar a
minha opinião sobre o que nos é dado observar por estes dias na cidade de
Portalegre na comemoração do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades
Portuguesas.
A cidade está em festa,
nas palavras da Sra presidente da Câmara Municipal de Portalegre. Sim, todos
sabemos e vemos que há algum movimento que denota “festa” e, só por isso
justifica uma visita a esta cidade. Só que a “festa” resume-se ao engalanamento
da Rua "do Comércio” que cada vez tem menos, feito pelos comerciantes
desta rua, ao Rossio e avenidas envolventes e ao “plastron” das forças armadas.
Mas, não é sobre a “festa”, ou o engalanamento das ruas, que vou falar. É sobre o que nos é dado observar do
uso, de um dos Símbolos Nacionais – A Bandeira Nacional.
Já diz o povo que a
memória é curta, e a minha naturalmente, mais curta é, ainda assim, consigo ir
na minha memória, ao ano de 2004, ano em que Portugal organizou o Campeonato Europeu
de futebol. Neste ano, assistiu-se ao americanisno, neste caso foi ao
brasileirismo, do uso, indevido, logo censurável e criminoso do símbolo
nacional, que é a bandeira nacional. Não havia janela, varanda, carros, roupa
interior e exterior, casas de banho, sim, casas de banho públicas, onde não se
visse uma bandeira nacional. No uso de roupas interiores e nas casas de banho
não seria de estranhar o seu uso, já que não lhes faltaria “mastro” para as
hastear. Bom, brincadeira à parte vou ao que interessa.
Numa caminhada, não
muito longa, por estas ruas, deparei, à semelhança com 2004 e outros anos
posteriores, ao engalanamento de janelas e montras com a bandeira nacional.
Não sei de quem foi a
ideia, nem quem deu a ordem, para se engalanarem as janelas do “pombal”, leia-a, do desactivado
hotel D. João III, com a bandeira nacional. Não foi, nem é, uma boa ideia, não
foi, nem é uma boa decisão. A Bandeira Nacional é um Símbolo Nacional, não é um
ornamento de decoração. O seu uso indevido é crime punível com pena de prisão.
Numa cidade repleta de militares fardados e, muitos com patentes superiores, como
me foi dado observar, como é que não há ninguém que se indigne, com este mau
uso do Símbolo Nacional. Um militar fardado é obrigado a fazer a continência à
bandeira nacional, perante tantas bandeiras que continência faz?.. É péssimo, é
ultrajante, este uso indevido da bandeira nacional. Como militar indigno-me e
denuncio este ultraje à bandeira nacional.
E questiono-me,
porque
não se lembraram de colocar como música e letra de fundo, o hino nacional?
sempre seria uma forma de, o fazer lembrar, aos que o aprenderam, e que as
gerações actuais, que já não o aprendem nas escolas, o aprendessem.
porque não engalanaram as janelas do "pombal" também com a Bandeira de Cabo Verde? já que o seu presidente e militares das suas forças armadas também assistem e desfilam na avenida?
Será que estes cidadãos, Cabo-Verdianos, têm um respeito maior pelos seus símbolos nacionais e não permitiram, e bem, o seu uso indevido? ou simplesmente ninguém teve a (in)feliz ideia de as juntar?
Ficam as dúvidas, responda quem souber.
Onde está O chefe da
casa militar do Sr presidente da república?
Não Sr presidente da
República, exija o cumprimento dos preceitos legais do uso da bandeira nacional
e mande retirar todas as bandeiras nacionais usadas indevidamente.
Não Sra presidente da
câmara municipal, se a ideia foi sua ou por sua ordem, ainda vai a tempo de as
mandar retirar e, substitui-las pelos “guiões” com as cores nacionais, conforme
o ornamento da Rua 1º de maio, isso sim decora a rua, decora o "pombal" recebe o Sr presidente da
república com dignidade e com as cores nacionais, sem cometer nenhum crime,
porque no meu entendimento, e eventualmente, quem mandou decorar as janelas do “pombal”
e outras com a bandeira nacional está a cometer um crime conforme consignado na
legislação aplicável.
Tenho consciência que este
meu “post” é mais um “devaneio” e que naturalmente político que se prese, não se
pode deixar influenciar e decidir pelos comentários dos cidadãos. Mas, ainda vai
a tempo…não contribua para que as gerações que agora iniciam a sua cidadania
não respeitem os símbolos nacionais.
Boa festa, e bom dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.
Termino conforme
iniciei
É na exigência
do cumprimento e no cumprimento da exigência que se molda o carácter e respeito
do cidadão
sábado, 4 de maio de 2019
Vamos Ver!!!!
O CHIQUEIRO
Que a política é uma PORCA
da SOCIEDADE, já eu tinha descoberto há muito tempo e, penso que muito
partilham desta opinião, não constituindo surpresa para ninguém. Senão vamos
ver.
Porca em ambos os sentidos, isto no caso de só ter dois
sentidos, porque a mim, parece-me que, tem muitos mais, mas fico-me pelos dois
sentidos.
Porca, porque engorda a olhos vistos, naturalmente que aqui,
são os porcos que dela vivem, que engordam, quero dizer e sem rodeios os políticos,
todos os políticos.
Porca, porque chafurdam na merda, que é o único sítio onde
sabem viver. Confesso que não tenho qualquer apreço, por nenhum destes porcos
quer vivam nos chiqueiros do PSD, do CDS, do PS, do PCP, do BE e nos chiqueiros
de todos os outros que se intitulam PAN e por aí afora.
Só mesmo estes merdosos, conseguem fazer revolver as tripas
dos que os alimentam, que somos nós, os não merdosos, que os alimentamos com os
votos e os impostos pagos, que contribuem para a sua engorda e de todos os que
rodeiam os chiqueiros.
Só porcos, conseguem num tão curto lapso de tempo, defender
uma opinião e o seu contrário e, quererem fazer parecer que sempre defenderam o
mesmo e que é o melhor para todos nós. PORCOS, e estou a medir as palavras
porque me apetece chamar-lhes outros nomes, como por exemplo “filhos(as) da dita cuja”, e “filhos(as) de um c…..” (pai do bode).
Se os professores têm razão nas suas lutas? Certamente têm, como
têm todos os outros, mas serão mesmo os professores, os verdadeiros
professores, ou os outros porcos/professores/sindicalistas que apenas querem
engordar também. O que isso implica não sei, e neste momento, não me interessa.
O que me interessa, é que, se há dinheiro para uns terá de haver para todos.
Porque não fazem justiça com todos os pagadores de impostos? Porque dão de mão
beijada, balúrdios aos porcos/ladrões administradores de bancos, e pseudo
investidores/empreendedores que mais não fazem que roubarem os impostos de todos
nós. Que justiça é esta?
O “déjà vu”,
O porco maior, prometeu numa comunicação aos pagadores de
impostos que, o chiqueiro que neste momento nos governa, se demitia, se a
merda, classificação minha, mas tenho a certeza que ele partilha da mesma opinião,
for aprovada pelo chiqueiro comum de todos eles. Uma chiqueiro a querer mandar
no outro, que neste caso é em dois, o chiqueiro comum de todos eles (AR) e chiqueiro
que se intitula de todos nós (PR). Vamos ver…cá para mim não vai ser nada
disso, há-de ser como aquele porco, que agora é comentador na TVI uma vez grunhiu
“ demito-me, a minha demissão é irrevogável”. Só mesmo os porcos não têm grunhidos
de “palavra”. Espero que desta vez o grunhido do porco tenha “palavra” e a
cumpra.
Custa-me referi-lo, porque fui educado a respeitar as
instituições e os SIMBOLOS NACIONAIS mas, que irá fazer o porco supremo? Acabar
de uma vez com a porcalhada e extinguir os chiqueiros? Bom, mesmo que fosse
possível, os porcos hão-de continuar e os chiqueiros continuarão cagados.
Como é possível, que esta porcalhada, só pensem neles mesmos
e nas seus chiqueiros e não pensem, uma vez que seja, e de verdade, no chiqueiro
maior a que chamamos PORTUGAL.
É, porque não acredito nos porcos, que há muito tempo, não cago
o voto, em nenhuma dos chiqueiros, e em nenhum dos porcos. Continuo convencido
do mesmo, que são todos uns PORCOS e
por isso a minha bosta de voto não a vão ver tão breve.
terça-feira, 23 de abril de 2019
LOGO EU...
Logo eu, que que não sou dado a descobrir paraísos,
celestiais ou terrestres, dou por mim, nesta páscoa, a fazer a subida,
arrastando a família, na tentativa de os encontrar. Todos aqueles que, ousam
encetar esta caminhada, descoberta dos paraísos, sabem como é cansativo,
desmotivante por vezes, doloroso, ofegante, com muita paragens para descanso e
reflexão, quiçá com vontade de desistir, de voltar para trás, mas o caminho
faz-se caminhando, e um pé puxa o outro e o corpo avança e a mente que não
quer, aceita. Mais difícil que fazer o caminho e encontrar o paraíso, é
permanecer nele, quantas e quantas vezes nos sentimos na corda bamba, a
atravessar a ponte, com medo de dar o passo seguinte, mas se confiarmos uns nos
outros, descobrimos que estamos protegidos e motivados para continuar em
frente. Mas, como quase tudo na vida terrena, depois de alcançado, depois de
atravessada a ponte, deixa de ter o mesmo interesse e significado, é a nossa
perpétua insatisfação, desta condição humana e, aí, iniciamos a descida, dizem
que, “para baixo todos os Santos ajudam”. Ajudam? Eu duvido…mas quem sou eu
para duvidar se a descida, com a ajuda dos Santos, é mais aliviada, ou pode ser
tão difícil, dolorosa e penosa quanto a subida, só mesmo os que as fazem podem
dizer. Eu, sinceramente não sofri, não sofro, não me foi penoso, não me é
penoso, não me foi doloroso, não me é doloroso, faço as subidas e as descidas
com gosto, as vezes que forem necessárias, porque o gozo, o prazer, está aí
mesmo, nas subidas e nas descidas e não na permanência. É
nas descidas, e no regresso a casa, que descobrimos que o paraíso existe e está
em nós. Está à distância de um abraço, ao aproximar de um beijo, à cumplicidade
de um olhar.
Que cada um encontre o seu paraíso.
sábado, 16 de março de 2019
A INJUSTIÇA DA LEI
(Isidro Santos)
Justiça
é a particularidade do que é justo e correto, como o respeito à igualdade de
todos os cidadãos.
Lei
– do verbo latino “ligare”, que significa “aquilo que liga”, ou “legere”, que
significa “aquilo que se lê, é ainda o conjunto de normas recolhidas e
escritas, basadas na experiência das relações humanas, que servem para ligar os
fatos ou os acontecimentos ao direito
Se pesquisarmos sobre o
que é a justiça, vamos encontrar imensas definições, a falar sobre as várias
justiças, como por exemplo: justiça comutativa; justiça distributiva; justiça poética;
justiça pública; justiça social, enfim imensas…como digo atrás, ah! e a justiça
de Salomão.
Pelo exposto, e como todos já sabíamos, lei
e justiça não são a mesma coisa. Porquê falar de lei e de justiça hoje? Para
melhor se perceber o que pretendo dizer, vou socorrer-me de exemplos.
Se um operário fabril, trabalhador rural,
ou outros considerados menos qualificados, no exercício das suas tarefas,
cometerem um erro de avaliação, de execução ou omissão, é responsabilizado
disciplinarmente e ou eventualmente criminalmente, com todas as suas
consequências.
Se um polícia, PSP ou GNR, aqui não me
interessa a “guerra” de ser ou não militar, e também não me refiro às outras polícias,
porque as outras são consideradas “experts” o que, no entender de alguns, não
cometem erros, logo não os vou incluir, mas, para que não fira
susceptibilidades, também podem ser incluídos naturalmente, mas dizia, PSP ou
GNR cometerem algum erro de avaliação, e têm de tomar a decisão, no momento,
em cima do acontecimento, com
a adrenalina próprias do momento, com
o stress, com o medo, sim porque também se sente
medo, com a ansiedade da situação
vivida, da acção ou omissão a desenvolver e esta não for considerada,
por aqueles que, nos luxuosos gabinetes, com ares acondicionados
ligados, no quente ou frio, conforme o tempo, na paz dos anjos, e, na maioria
das vezes com um batalhão de assessores, e “expert”, a mais acertada, estes PSP
e GNR pagam disciplinarmente e/ou
criminalmente o erro de terem tomado uma decisão, acção ou omissão.
Tenho vontade de dizer, muito gostaria de ver esses “julgadores”, no mesmo
ambiente, a fazerem a avaliação e a tomar a decisão e ver se coincidiriam no
mesmo “julgamento”, mas, não é por aqui que vou…
Já ouvi e vi muitas críticas, a dizerem
que os polícias têm formação e treino, para não se deixarem influenciar pelo “ambiente”,
ou seja, pela violência cometidas pelos outros, contra si, e contra os que
estão a protegerem, pelo stress do momento, pela adrenalina, pela ansiedade… tretas,
mentiras de quem afirma isso, uns por ignorância, porque não sabem como são
formados os polícias, outros porque gostam de serem enganados, outros porque
acham bonito dizerem isso. Fui formado como militar e como polícia e também fui
formador e nunca recebi nenhuma formação em termos psicológicos de como lidar
com estas situações, é com a experiência, com o tempo, o que quer dizer que cada um lida e gere-as conforme a sua
pessoa, o seu caracter. Hoje, não sei se houve alguma evolução nesse
sentido, mas, atrevo-me a apostar que está tudo como antes.
Se um médico, técnico altamente
formado, treinado e especializado cometer um erro de avaliação, a maioria
das vezes nem isso é, é simplesmente falta de atenção ao ler a ficha do doente,
ou fazer ouvidos moucos ao que dizem os que estão ao seu redor, operam ou cortam
a perna direita em vez da esquerda, operam ou cortam as duas mamas porque antes
cortaram a esquerda em vez da direita, bom, os exemplo podiam ser muitos, de
referir que, estão num ambiente calmo na maioria das vezes, sem stress, com
música de Mozart ou outro qualquer grande músico, sem violência, sem
adrenalina, sem ansiedade, os que lhes acontece? Nada. Na maioria das vezes nem
processo disciplinar e já sabemos porquê.
Se um juiz, técnico altamente
formado, treinado e especializado cometer um erro de julgamento, num ambiente controlado e seguro, onde só ele manda, e todos lhe obedecem repare-se que aqui não é erro de avaliação, o que
lhe acontece? Nada. Porque os juízes representam
o estado e não podem ser responsabilizados directamente pelas decisões que
tomam.
Se um politico, ao que dizem os melhores técnicos, nas diversas áreas, cometem erros de
administração e gestão dos dinheiros que, são de todos nós, o que lhes acontece?
Nada. Porque, se assim não fosse,
estes mesmos, os melhores técnicos e profissionais, dos vários sectores, não
quereriam estar na política. Tretas,
mentiras que nos querem fazer
acreditar. A maioria deles está na política, porque são incompetentes, são burros, sem ofensa para o animal, porque
esse eu estimo e admiro, estão, porque sabem que não são chamados à responsabilidade,
nem disciplinarmente, nem criminalmente, nem civilmente.
Se os juízes representam o Estado, que
somos nós, os polícias representam-se a si próprios?
Porque o texto já está a ficar extenso e
ninguém vai ler vou terminar. Onde está a JUSTIÇA?
Onde
está o justo e correto, como o respeito à igualdade de todos os cidadãos?
quinta-feira, 7 de março de 2019
Mais que um GRITO o meu SUSSURRO

"A violência doméstica
tem de ter um fim, o combate a este fenómeno é um desafio colectivo da
sociedade e que a evocação das vítimas constitui um começo de acção".
António Costa (Primeiro.ministro)
Ahahahahhaahah, sim,
rio-me da hipócrita pública e política. Não, não me rio das vítimas, mulheres
ou homens, com esse eu choro. Hoje
foi decretado e comemorado o “Dia de
luto nacional pelas vítimas de violência doméstica”. Tudo que é bicho pensante,
quis comemorar, não fossem os outros bichos pensantes, ou não, como direi? só me
ocorre a palavra pensar, mas esta não serve, hummm, que palavra? que palavra? não
encontro outra, tem de ser mesmo, pensar, que esse bicho é violento. Só mesmo
os hipócritas, acreditam que, pelo simples fato de se comemorar um dia,
pomposamente baptizado, se vai acabar com a violência doméstica. Ah! Não é para
acabar, dirão uns, é para chamar a atenção para o flagelo que isto representa.
Pois, pois, digo eu, até parece que é novidade para alguém, como se todos nós
não tivéssemos já, a nossa atenção, mais que chamada à atenção. É como se acreditássemos
que, pelos simples facto, de irmos a um funeral e comemorarmos a dor da perda
de alguém já não houvesse mais mortes. Não, a morte vai continuar a ocorrer,
refiro-me à morte natural incluindo as doenças no natural, logo a violência doméstica
vai continuar e a morte consequente desta também.
O “nosso” primeiro-ministro,
ah! só um aparte, esta do nosso, fez-me lembrar “o meu”, ou “o nosso”,
expressão, melhor, tratamento militar, quando nos dirigíamos a algum superior
ou inferior hierárquico, “o meu” “o nosso” era de todos, mas não era de ninguém
quando chegava a hora da verdade…mas isto, foi apenas um interregno de atenção,
voltemos ao nosso primeiro-ministro, António Costa, que referiu na sua página do
Twitter “ a violência doméstica tem de
ter um fim, o combate a este fenómeno é um desafio colectivo da sociedade e que
a evocação das vítimas constitui um começo de acção.
Claro que concordo com
o “nosso” primeiro-ministro António Costa que, a violência doméstica, tem de
ter um fim. Mas ele não disse como é que
lhe vai por fim e gostaria muito de saber como é que ele, ou os seus
ministros, ou os polícias, ou os magistrados, ou a sociedade lhes vão por fim. Como? É a minha pergunta.
Pois eu vou responder, à luz da minha ignorância, sou do
tempo, sim, eu sou do tempo em que os mais novos respeitavam os mais velhos. Sim,
eu sou do tempo em que os mais velhos respeitavam e aconselhavam os mais novos.
Sim, eu sou do tempo que havia regras a
cumprir quer fosse em casa, na rua,
na escola, no emprego, enfim na sociedade. Sim, eu sou do tempo que,
quando houvesse violação a essas regras havia alguém encarregado de as lembrar
e, no geral, de uma forma que não se faziam esquecer tão rapidamente. Ah! Já estou
a ouvir as vozes atrás de mim, que estou a apelar à violência, eu? apelar há
violência? Nunca, mas uma chamada de atenção nunca fez mal a ninguém esta é a
minha convicção. Estou convicto que, se houver “chamadas de atenção” a seu
tempo, e oportunas, não teríamos hoje tanta violência doméstica. Todos os da
minha geração aprenderam a respeitar e dar-se ao respeito, lamento que alguns
se tenham esquecido, e hoje, não respeitem nem se deem ao respeito, e pior
ainda, os que ainda se lembram não ensinem este valores às gerações dos filhos
e dos netos. Afinal o assinalar este dia como dia nacional de luto contra a
violência domestica não é para chamar a atenção? Então é isso, é a minha forma
de chamar a atenção e também celebrar este dia à minha maneira.
Pois Sr. Primeiro-ministro
eu sugiro-lhe que se realmente quer acabar, bom, acabar nunca vai conseguir
acabar com ela, mas, se realmente a quiser diminuir, aposte na educação
familiar, na educação escolar, dê autoridade aos pais, dê autoridade aos
professores, dê autoridade aos policias, no fundo dê autoridade aos cidadão de
bens e que ainda se preocupam e não aos marginais. Em minha opinião a
comemoração deste dias mais do que lamentar e solidarizar-se com as vitimas é
enaltecer os violadores, os marginais, os criminosos.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019
AS QUATRO FACES DE UMA MOEDA
MUITOS ODEIAM A TIRANIA APENAS PARA QUE POSSAM ESTABELECER A SUA
Platão
Não sou especialista em política, menos ainda em política
internacional, aliás não sou especialista em coisa nenhuma, mas isso não faz de
mim uma pessoa sem opinião.
É isso que aqui vou expressar, porque sou livre, ou assim me
considero, bom, talvez nem tanto, mas isso são outros “quinhões”. Estou em crer
que, não errarei muito e, se bem pensado por todos vós, certamente partilhareis do
mesmo pensamento.
O que se passa na
Venezuela?
O que é a Venezuela?
Como chegou e porque
se encontra a Venezuela nesta encruzilhada?
Nestas coisas, como em quase todas na vida, há no mínimo
três pontos de vista, o meu, o teu, e o do outro. Ou seja, o certo, o errado e
o neutro. E sim, e por esta ordem que eu nestas coisas não me engano e
raramente tenho dúvidas.
Para respondermos à pergunta, como chegou a Venezuela a esta encruzilhada,
temos de saber o que é a Venezuela.
A resposta é, simplesmente, a maior reserva provada de petróleo do mundo, repito
MUNDO. Como se isto só por si não fosse suficientemente grande, acontece que a
Venezuela, melhor dito, o seu petróleo está a quatro ou cinco dias de navio das
refinarias do Texas. Em comparação o petróleo do médio oriente está a trinta e
cinco dias de navio dos EUA.
Então, certamente, já estarei em condições de responder à
primeira pergunta- O que se passa na Venezuela? – Simplesmente a luta e disputa por uma riqueza “infindável”. Lamento desiludi-los,
no meu entender, não é a fome do povo Venezuelano o problema deste país, não é
a inflação nem todos os problemas sociais, nem sequer é a ditadura ou a
democracia, é a luta e disputa pelo poder económico, é a sagacidade, esse é o
problema. Estou em crer que, nem sequer é Nicolas Maduro, ou talvez seja, mas só, pelo
facto de não querer ceder ao que se julga o todo poderoso Donald Trump ou seja
os EUA. Devo confessar que, não nutria muita simpatia, direi mesmo, nenhuma
simpatia por Nicolas Maduros, como não nutria pelo seu antecessor. Hoje, admito
sentir essa simpatia. HEMM!
Como chegou a
Venezuela a esta encruzilhada, um país rico, não, rico é pouco, riquíssimo,
a uma situação onde o povo passa fome, onde faltam todos os bens necessários a
uma natural e saudável vida. Chegou porque os EUA, Europa, Canadá, e outros, no
fundo os que se julgam donos do mundo
entenderam boicotar tudo o que é essencial, desde géneros alimentares, medicamentos
e capitais (dinheiro) que é dos Venezuelanos para que um país possa viver em
paz, harmonia e felicidade.
Há fome na Venezuela?
HÁ.
Resolve-se com a dita
ajuda humanitária? NÃO
Foram as forças de Nicolas Maduro que incendiaram os camiões
da dita ajuda humanitária? É minha convicção que NÃO. Os camiões estavam na Colômbia
não na Venezuela. Não nos esqueçamos do que se passou no Iraque, na Líbia,
agora também na Síria, a propósito das armas atómicas, ou outras mentiras que
eles criaram para nos fazerem acreditarem que têm sempre razão. Não, não têm,
são mentirosos compulsivos, e para estes ditos, há um lugar onde devem estar, na
prisão, no hospital psiquiátrico, com internamente para toda a vida, ou no
cemitério. Estes mentirosos compulsivos, depois de terem assassinado o que eles
diziam ser os tiranos dos povos que invadem ou invadiram, como agora dizem de Nicolas Maduro, para
restabelecer a liberdade e democracia todos nós sabemos como se encontram estes
países.
Deixemo-nos de hipocrisias
e mentiras, deixemos de ser ovelhas, se realmente os EUA, e os seus correligionários
pensassem no povo Venezuelano e nos povos que estão em guerra e passam fome e quisessem
acabar com a fome destes povos, BASTAVA,
sim BASTA que acabem com as sanções
imposta, não façam a guerra neste países. Não tenho dúvidas que, este grande
país que é a Venezuela, voltaria a ser aquilo que já foi. Um GRANDE PAÍS. Aos portugueses que
ainda se encontram na Venezuela e aos que voltaram, e aos Venezuelanos, lutem para que acabem as
sanções impostas e lhe devolvam o que é do povo Venezuelano.
Os tiranos só o são porque os deixamos ser.
sábado, 23 de fevereiro de 2019
Ao Mais Alto Nível
“À mulher de César não
basta ser honesta, tem de parecer honesta”
Todos os dias deparamos com programas nas televisões, a denunciarem,
e penso que bem, situações de desmandos que o mesmo é dizer corrupção. É a TVI
a falar dos casos da câmara de Pedrógão Grande, e ontem, dia 22 é a RTP a
falar da câmara de Elvas. Sou Elvense, embora não residente, e confesso que
gosto que falem de Elvas nas televisões, nas rádios, nos jornais em tudo que
seja sitio mas, naturalmente, para continuarem a Elevar Elvas e não a
reduzi-la.
O que está em causa é um concurso para contratação de 82
empregados da Câmara, a questão é?
- Seriam mesmo necessários, todos esses empregados? Claro que
uns, ou quase todos, estes uns ou quase todos, são naturalmente os que
concorreram, ou os seus familiares, dirão que sim, já que a câmara abriu
concurso. A minha reflexão é, e, se em vez de ser a câmara, se fosse uma
empresa, sentiria a necessidade de fazer um concurso ou admissão, para de uma
assentada contratar 82 pessoas? Esta reflexão poder-nos-ia levar a outras, mas
de momento não é esse o objectivo.
- A notícia ou denúncia é a de que, eventualmente, houve ou
há conluio para empregar, dar segurança, ou como diz o vice presidente da câmara
trazer para mais perto da família, e dar estabilidade profissional às pessoas
que lhe são próximas. E a proximidade familiar e estabilidade profissional dos outros
onde fica? Pergunto-me quando os autarcas, e não só, concorrem aos vários “poleiros”
e não pelouros e são eleitos, eles dizem que estão a concorrer para assegurarem
a proximidade familiar e assegurarem a estabilidade profissional sua e dos que
lhes são próximos?
A meu ver, e, certamente no ver de pessoas íntegras, e desconheço
a lei, mas certamente também esta, não impede que, os amigos e familiares dos
que já ocupam lugares de topo ou não, de concorrer e poderem vir a ser admitidos
nos quadros, ou lugares, dos organismos para os quais estão a concorrer.
Tudo será certamente possível se feito com legalidade,
legitimidade e transparência e neste caso, parece-me que há falhas, no mínimo a
transparência. Senão vejamos, desconheço quantas pessoas concorreram no total
aos vários lugares. O que se sabe pela noticia, é que foram admitidas 82
pessoas e das quais, 27 são familiares ou amigos de pessoas do topo, na
hierarquia da câmara ou de funcionários. O meu pensamento vai para quantas
pessoas amigas ou familiares destes, topo ou funcionários, concorreram? Houve
algum familiar ou amigo destes, que porventura não tenha entrado? Os 27 que
entraram foram o total dos familiares e amigos que concorreram? Porque é que
parte das provas foi feita por uma empresa externa e outra parte por um júri composto
por elementos do topo da hierarquia da câmara e que tinham familiares e amigos
a concorrem? Estas pessoas não se deviam escusar a fazer parte desse júri? Só
depois da resposta a estas perguntas poderemos concluir se houve ou não, conluio
na atribuição dos lugares. No entanto, e já diz o ditado “ Quem parte e reparte e não
fica com a melhor parte ou é burro ou não tem arte” e aqui parece-me que
não há burros. Está bem de ver que há interesses, cego não é o que não vê, mas
o que não quer ver. “À mulher de César
não basta ser honesta, tem de parecer honesta”
Já agora permitam-me só mais uma reflexão. Acham que se um
pai ou mãe ou outro familiar qualquer for por exemplo bêbado, alcoólico, o
filho ou filhas têm de o ser também, ou são-no?
Se entendem que não, acham que só por ser filho(a) de bêbados
não pode falar dos bêbados e chamar a atenção para esta “doença social”, então
por que motivo uma jornalista não pode chamar a atenção para outra doença
social que é a corrupção.
domingo, 23 de dezembro de 2018
O OPÍPARO Natal
As autarquias gastam imenso dinheiro com enfeites de Natal e
deixam os desabrigados a dormir na rua. Por exemplo, Lisboa gasta todos os anos mais de um milhão de euros,
quantia que dava para abrigar/proteger, tirar da rua, definitivamente, todos os
moradores de rua da cidade.
Há uma ideia generalizada de que o
Natal é a comemoração do nascimento de Jesus. Desculpe estragar a festa, mas
Jesus não nasceu no dia 25 de dezembro nem há 2018 anos atrás. Então vejamos.
No
tempo do Império Romano, havia uma festa dedicada a Saturno (deus grego
Cronos/tempo e da agricultura), denominada de Saturnalia, marcando o solstício de inverno. Era uma data
muito importante para os povos agrícolas, como o caso dos romanos. Uma festa
popular, para agradar os deuses e pedir que o inverno fosse brando e o Sol
retornasse ressuscitado, no início da Primavera, o renascimento da vida. O culto solar era celebrado nos dias 24 e
25 de Dezembro, data de
nascimento da divindade. Era um período de suspensão do trabalho, de visitar
parentes e amigos, de ser generoso, solidário, de oferecer prendas. Isso lembra
o Natal, não?
No século IV, o politeísta imperador Constantino converte-se, oficializa o
Cristianismo e nasce, assim, a Igreja Católica. Absorveu e ressignificou
práticas pagãs diversas; neste caso, o festejo pagão da Saturnalia, transformando-o numa
celebração cristã. O Papa Gregório XIII, no século XVI, com a criação do
calendário gregoriano, fez o resto. A partir daí, o nascimento de Cristo (que
não nasceu no dia 25 e ninguém sabe a data exata) começa a ser celebrado pelos
cristãos.
Portanto, o Natal não existe, pelo
menos não da forma como a maioria imagina – o nascimento do menino Jesus.
Em
que se transformou, hoje, esta antiga data pagã?
Uma
cultura do consumo. Capturada pelo comércio, a data é para vender coisas, na
sua grande maioria supérfluas. Uma agressiva propaganda na televisão, jornais,
revistas, na internet, provoca uma azáfama, planos, listas de compras,
centros-comerciais lotados, lojas abarrotadas de gente, ávidas para comprar. As
crianças de hoje, exageradamente mimadas, exigem e obtêm, um sem número de
prendas. Às vezes, são tantas que não conseguem abri-las todas ou valorizam
mais as embalagens do que os próprios brinquedos.
É a época dos políticos e governos,
maioritariamente corruptos, que passam o ano a roubar e a esbanjar os impostos e,
nesta data, mandam belas mensagens e
participam em jantares junto com os pobres, com os sem abrigo, miseráveis
estes que os próprios políticos e agentes do governo criaram (ou ajudaram a
criar) ao desviar o dinheiro que poderia garantir a comida e o bem-estar deles o
ano todo. É lógico que esta ‘solidariedade’ natalina dos políticos deve ser
sempre acompanhada por uma ampla cobertura da imprensa.
É
a época das pessoas famosas, do jet-set,
atores/atrizes, jogadores de futebol, que passam o ano a ganhar milhões e a
sonegar impostos (prejudicando os contribuintes e os mais pobres), aparecerem
na TV em programas ‘beneficentes’ para dar a entender que são solidários. Ficam
sempre bem vistos perante a sociedade.
As autarquias gastam imenso dinheiro
com enfeites de Natal e deixam os desabrigados a dormir na rua.
Por exemplo, Lisboa gasta todos os anos
mais de um milhão de euros, quantia que dava para abrigar/proteger, tirar da
rua, definitivamente, todos os moradores de rua da cidade.
Todos,
decisores políticos ou não, deviam assistir o emocionante filme Cardboard Boxer (2016) para ter
uma ideia da vida miserável destes excluídos da sociedade. Mas há outros
marcantes filmes do género: deixem para lá o já cansativo Sozinho em Casa (1990), que repete
todos os anos, e assistam The Saint of
Fort Washington (1993), Accidental Friendship (2008), The Soloist (2009), Time Out of Mind (2014), alguns
baseados em dramáticos factos reais e todos expondo, de maneira super realista,
a extrema dureza da vida de uma pessoa sem um lar para chamar de seu e sem um Shelter (2014), um endereço fixo,
para mandar uma carta ao Pai Natal.
O que podemos fazer então para
celebrar o Natal? Simples: é ser (genuinamente)
solidário com os mais necessitados e, seguindo os verdadeiros ensinamentos de
Cristo, respeitar e amar uns aos outros. E, se pensarmos bem, por que é que
temos de esperar pelo Natal para fazermos isso? Ah, e o mais importante de
tudo: não precisamos de dizer a toda a gente e postar no Facebook as fotos da
generosidade. Não se esqueçam da lição de Antoine Saint Exupéry, no Principezinho: “o essencial é
invisível aos olhos”.
·
Donizete Rodrigues
Professor de Sociologia, Universidade
da Beira Interior
(Observador)
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