quarta-feira, 12 de junho de 2019

O QUE NOS DISTINGUE

Estes São heróis e patriotas
Estes sofrem de "Clubite"
Agora, no crepúsculo da comemoração do dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, não posso deixar de voltar à “vaca fria” e, voltar a falar, no que constitui, a minha convicção, do uso indevido, abandalhado e criminoso, da bandeira nacional.
Faço-o não para me justificar, mas, para fazer um apelo patriótico, de compreensão e respeito, por aquilo que, nos representa enquanto nação.
Faço-o, em resposta aos comentários, totalmente descontextualizados, aos que não têm noção do que estão a argumentar, aos que acham que é “giro”,  que é “moda”, que fica bem, seguir o rebanho, e sem fundamento nenhum, abandalham os princípios, os valores, a educação e os símbolos nacionais, achando-se que, com este abandalhamento, estão a ser patriotas.  
Faço-o porque, continuam a azucrinar-me, e, a encher-me os ouvidos com razões que não são razão nenhuma.
Ainda não me convenceram que estou errado, mais do que me convencerem, demonstre-me que estou errado, com argumentação válida, e terei a humildade suficiente, e necessária, para admitir esse mesmo erro.
 Não vou repetir o que antes já disse, (escrevi) vou antes, contar uma história (estória), que neste caso, não é nem uma nem outra coisa, é apenas uma lenda, mas, como todos sabemos, as lendas têm sempre alguma história por trás.
Então reza assim a LENDA
Claro que estamos a falar de outros tempos, até porque infelizmente, nos nossos tempos, já não existem lendas, que bom seria que, continuassem a existir, sempre deixavam sonhar quem nos segue, vindouros claro.
Mas vamos à lenda
As armas da cidade raiana de Elvas, de onde sou natural, com muito orgulho, representam um homem a cavalo, empunhando uma lança na mão direita, de onde prende uma bandeira com as quinas de Portugal e, em roda do escudo, a legenda em latim: “CUSTODI DOMINE, UT PUPILLAM OCULI” – mais ou menos isto - GUARDAI-NOS SENHOR COMO A MENINA DOS OLHOS.
A tradição diz-nos que a origem daquelas armas terá sido o feito heróico praticado pelo audaz cavaleiro Gil Fernandes d’Elvas, ou  João Paes Gago, que houvera prometido ir ao campo de Badajoz e de lá trazer o estandarte português roubado pelo inimigo e que seria imprescindível recuperar.
Outra versão, reza que era dia santo, tanto no lado luso como no castelhano e realizavam-se as habituais procissões.
Num grupo de portugueses, animados pelas festividades, falava-se em guerra, e palavra puxa palavra, logo um deles, resolveu ousadamente mostrar a sua bravura, invadindo território castelhano com intenção de se apoderar do estandarte inimigo, SÍMBOLO MAIOR da Coroa que representava.
Tentaram dissuadi-lo, mas qual? Estava determinado !!!!!
E o dito cavaleiro, montou o seu corcel, e acompanhado pelos seus escudeiros e homens de armas, lançou-se para Badajoz, quando se realizava a procissão. Aí irrompeu por entre os crentes, arrebatou o pendão castelhano e regressou rapidamente a Elvas, com o estandarte inimigo a reboque.
Como podemos verificar, ambas falam de um estandarte – Símbolo Maior, se foi o estandarte português ou castelhano, pouco importa, o que importa é o Símbolo.
Continuando na lenda
Ao chegar ao castelo, deparou-se com as portas das muralhas cerradas. Uma, duas, três vezes o circundou, sem encontrar uma entrada. É que, os de dentro, viam ao longe os castelhanos furiosos e tinham mandado cerrar os acessos…
Desesperado, o cavaleiro ergueu-se sobre a sua montada e lançou o estandarte português? castelhano? Para dentro das muralhas, caindo, depois de grande perseguição, nas mãos dos de Badajoz.
Morreu honrosamente em combate e, as suas últimas palavra foram:
- Morra o homem e deixe fama.
Também, aquele que celebramos neste dia, Camões, nos Lusíadas, referiria, mais tarde com o mesmo sentido “aqueles que por obras valerosas / se vão da lei da Morte libertando”.
Seria este cavaleiro Gil Fernandes d’Elvas, o Bom, que foi Alcaide-Mor do Castelo e cujos feitos heróicos, nesta e noutras batalhas, não se esquecem? Chamaram-lhe “homem fronteira” os historiadores castelhanos e o próprio Poeta, contador dos feitos Lusitanos, o nomeia como um bravo na sua obra maior, os Lusíadas, no Canto XVIII, estrofe 34.
“Olha este desleal e como paga
O perjúrio que fez e vil engano;
Gil Fernandes é de Elvas quem o estraga
E faz vir a passar o último dano:
De Xerez rouba o campo e quási alaga
Co sangue de seus donos Castelhanos (…).
Seja como for a lenda, ou a história, o que sabemos é que o estandarte ou bandeira foi e é um SÍMBOLO MAIOR, pelo qual muitos deram e continuam a dar a vida. E na minha modesta opinião, não é nas janelas nem nas "clubites"que se respeita e se dá a vida pelo símbolo nacional.
Nesta Comemoração saiu um novo “herói” João Miguel Tavares, neste caso, não um Elvenses, mas um Portalegrense, já não era sem tempo… quantos heróis tem Portalegre? Bom, prossigo, que atirou com a “Bandeira das palavras”, não para dentro do castelo, mas do castelo para fora. E foi tão grande o seu acto heróico, que, a todos surpreendeu, ou talvez não, no dizer de alguns…
A mim não me surpreendeu, pela simples razão que não sabia quem era, e continuo a não saber, apenas sei, agora, que é jornalista, comentador, é casado, tem quatro filhos, filho de funcionários públicos, e, que chegou “aqui”, nas suas palavras, por mérito próprio… e faz parte de um “governo sombra”.
Sim, gostei do discurso, sem esperar nada, disse aquilo que muitos de nós dizemos, e queríamos ouvir, duma forma simples, terra à terra, de maneira que todos percebêssemos, e daí a força, e o heroísmo de nos ter atingido, pela surpresa, com a sua bandeira de palavras.
E agora que hasteou esta “bandeira” que vai fazer com ela? Esta é a questão?
Vai guardá-la como se nada tivesse dito, ou vai aproveitar a cavalgada, e fazer algo de diferente, ou seja do que defendeu, ou tornar-se um dos que criticou?
E os outros, os que fomos atingidos com a “bandeira” que vamos fazer? Esquecer?
Onde está o nosso patriotismo? Nos Campo de futebol com a bandeira nacional na mão ou atrás da vidraça da janela à espera de novos heróis?
Ou lutar e defender com a própria vida aquilo em que acreditamos, ouvimos e aceitamos como legitimo defender? 
O que nos distingue não é o sermos de direita, de esquerda ou do centro:
O que nos distingue não são as bandeiras que seguramos.
O que nos distingue é sermos nós.
O que nos distingue é a verticalidade e firmeza com que seguramos as nossas bandeiras.


domingo, 9 de junho de 2019

PESSOAS QUE NÃO SABEM ESTAR


É na exigência do cumprimento e no cumprimento da exigência que se molda o carácter e respeito do cidadão
(Isidro Santos)
Repito a frase do meu “post” anterior e volto um pouco ao tema, o respeito por aquilo que nos define e nos identifica enquanto cidadãos portugueses, para que não haja dúvidas transcrevo o artigo 11º da Constituição da República Portuguesa
Artigo 11.º
Símbolos nacionais e língua oficial
1. A Bandeira Nacional, símbolo da soberania da República, da independência, unidade e integridade de Portugal, é a adoptada pela República instaurada pela Revolução de 5 de Outubro de 1910.
2. O Hino Nacional é A Portuguesa.
3. A língua oficial é o Português.
Ainda, na sequência das Comemorações do “Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, não posso deixar de escrever sobre “Camões” que, o mesmo é dizer sobre a língua portuguesa.
Quanto aos símbolos nacionais já dei a minha opinião, vou agora dar a opinião, quanto à língua “O Português”, e não parecer, porquanto os pareceres são dados por técnicos e eu não sou técnico, por isso, também posso cometer alguns erros, mas tento ao máximo evitá-los.
Tenho a noção que me estou a meter em caminhos que não domino, ou seja estou a “pôr-me a jeito” de ser cilindrado, mas, o que é a vida, senão percorrê-la por caminhos desconhecidos. Eu gosto da descoberta.
Nestes erros, já nem me refiro aos consequentes da adopção (adoção), ou não, do “novo acordo ortográfico”, que uns aceitam e seguem e outros não, é a liberdade de escolha de cada um !?...
Ah! Agora vêm os comentários, tantos sinais de pontuação seguidos não é erro? Ao que julgo saber, penso que sim, mas aqui, feito com intenção e na livre escolha do, “autor literário”, que só os mais inteligentes compreenderão.
Vem isto, a propósito, dos imensos comentários, descontextualizados, alguns a roçarem a ofensa pessoal, a misturarem no mesmo “saco”, a pessoa que sou, com a função que desempenho, voluntariamente e por gosto, naquilo que ainda possa ser útil à sociedade. Mas, dizia, esses comentários, para além do atrás referido, o que me indigna, é o uso escrito do português cheio de erros ortográficos, para já não falar da sintaxe, por pessoas que não sabem estar.
Estes tempos, das redes sociais, da internet, possibilitam-nos que todos tenhamos voz, o que é óptimo (ótimo), mas também, nos possibilitam, com facilidade, corrigir os erros se nos dermos a esse cuidado e trabalho, mas, infelizmente, o que mais pululam pelas redes sociais, são comentadores de pacotilha e preguiçosos.
Não, meus caros comentadores, se não sabem escrever português, não comentem, aprendam primeiro e comentem depois. A língua, a par da bandeira nacional e do hino nacional identificam-nos como nação, consagrados na Constituição Portuguesa.
Pobre língua de Camões que tão mal tratada és.
Se tem orgulho em ser português aprenda a língua falada e escrita.
Não, nem tudo vai bem no “reino”, esforcem-se para deixarem de ser, “pessoas que não sabem estar”.
Suspeito que vão chover comentários, espero que desta vez, contextualizados e sem erros.

É na exigência do cumprimento e no cumprimento da exigência que se molda o carácter e respeito do cidadão

sábado, 8 de junho de 2019

UM OLHAR DIFERENTE

É na exigência do cumprimento e no cumprimento da exigência que se molda o carácter e respeito do cidadão
(Isidro Santos)
O Americanismo dos Símbolos Nacionais

Para conhecimento, e de acordo com a constituição da república portuguesa são Símbolos Nacionais.
1.      A Bandeira Nacional
2.      O Hino Nacional
No que se refere à legislação ordinária, Decreto-Lei 150/87 de 30 de março, diploma que veio regular a utilização da bandeira nacional em todo o território nacional, ressalvando apenas as normas específicas do âmbito militar e marítimo. Prevê-se o uso da bandeira em todo o território nacional (artigo 2º, nº 1), determinando que ela deve ser apresentada de acordo com o “padrão oficial”(o definido no artigo 11º da Constituição) e preservada em bom estado (artigo 3º, nº 1). Além disso, o governo, os órgãos do governo próprios das regiões autónomas, os governadores civis, os órgão executivos da autarquias locais e os dirigentes de instituições privadas poderão ordenar que a Bandeira Nacional seja hasteada (artigo 3º nº 2). Por fim, nos edifícios-sede dos órgão de soberania a Bandeira Nacional poderá ser arvorada diariamente, por direito próprio (artigo 3º, nº 3). A Bandeira Nacional deverá permanecer hasteada entre as 9 horas e o pôr do sol e, quando permanecer hasteada durante a noite, deverá, sempre que possível ser iluminada por meio de projectores (artigo 6º, nº 1 e 2).
Os símbolos nacionais são bens jurídicos considerados dignos de tutela penal. O artigo 332º do Código Penal pune com pena de prisão até dois anos ou com pena de multa até 240 dias quem publicamente, por palavras, gestos ou divulgação de escrito, ou por outro meio de comunicação com o público, ultrajar a República, a bandeira ou o hino nacionais.
Feito em parte, o enquadramento jurídico, porque muito mais há sobre este assunto, passo a dar a minha opinião sobre o que nos é dado observar por estes dias na cidade de Portalegre na comemoração do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.
A cidade está em festa, nas palavras da Sra presidente da Câmara Municipal de Portalegre. Sim, todos sabemos e vemos que há algum movimento que denota “festa” e, só por isso justifica uma visita a esta cidade. Só que a “festa” resume-se ao engalanamento da Rua "do Comércio” que cada vez tem menos, feito pelos comerciantes desta rua, ao Rossio e avenidas envolventes e ao “plastron” das forças armadas.
Mas, não é sobre a “festa”, ou o engalanamento das ruas, que vou falar. É sobre o que nos é dado observar do uso, de um dos Símbolos Nacionais – A Bandeira Nacional.
Já diz o povo que a memória é curta, e a minha naturalmente, mais curta é, ainda assim, consigo ir na minha memória, ao ano de 2004, ano em que Portugal organizou o Campeonato Europeu de futebol. Neste ano, assistiu-se ao americanisno, neste caso foi ao brasileirismo, do uso, indevido, logo censurável e criminoso do símbolo nacional, que é a bandeira nacional. Não havia janela, varanda, carros, roupa interior e exterior, casas de banho, sim, casas de banho públicas, onde não se visse uma bandeira nacional. No uso de roupas interiores e nas casas de banho não seria de estranhar o seu uso, já que não lhes faltaria “mastro” para as hastear. Bom, brincadeira à parte vou ao que interessa.
Numa caminhada, não muito longa, por estas ruas, deparei, à semelhança com 2004 e outros anos posteriores, ao engalanamento de janelas e montras com a bandeira nacional.
Não sei de quem foi a ideia, nem quem deu a ordem, para se engalanarem as janelas do “pombal”, leia-a, do desactivado hotel D. João III, com a bandeira nacional. Não foi, nem é, uma boa ideia, não foi, nem é uma boa decisão. A Bandeira Nacional é um Símbolo Nacional, não é um ornamento de decoração. O seu uso indevido é crime punível com pena de prisão. Numa cidade repleta de militares fardados e, muitos com patentes superiores, como me foi dado observar, como é que não há ninguém que se indigne, com este mau uso do Símbolo Nacional. Um militar fardado é obrigado a fazer a continência à bandeira nacional, perante tantas bandeiras que continência faz?.. É péssimo, é ultrajante, este uso indevido da bandeira nacional. Como militar indigno-me e denuncio este ultraje à bandeira nacional.
E questiono-me, 
porque não se lembraram de colocar como música e letra de fundo, o hino nacional? sempre seria uma forma de, o fazer lembrar, aos que o aprenderam, e que as gerações actuais, que já não o aprendem nas escolas, o aprendessem.
porque não engalanaram as janelas do "pombal" também com a Bandeira de Cabo Verde? já que o seu presidente e militares das suas forças armadas também assistem e desfilam na avenida?
Será que estes cidadãos, Cabo-Verdianos, têm um respeito maior pelos seus símbolos nacionais e não permitiram, e bem, o seu uso indevido? ou simplesmente ninguém teve a (in)feliz ideia de as juntar?
Ficam as dúvidas, responda quem souber.
Onde está O chefe da casa militar do Sr presidente da república?
Não Sr presidente da República, exija o cumprimento dos preceitos legais do uso da bandeira nacional e mande retirar todas as bandeiras nacionais usadas indevidamente.
Não Sra presidente da câmara municipal, se a ideia foi sua ou por sua ordem, ainda vai a tempo de as mandar retirar e, substitui-las pelos “guiões” com as cores nacionais, conforme o ornamento da Rua 1º de maio, isso sim decora a rua, decora o "pombal" recebe o Sr presidente da república com dignidade e com as cores nacionais, sem cometer nenhum crime, porque no meu entendimento, e eventualmente, quem mandou decorar as janelas do “pombal” e outras com a bandeira nacional está a cometer um crime conforme consignado na legislação aplicável.
Tenho consciência que este meu “post” é mais um “devaneio” e que naturalmente político que se prese, não se pode deixar influenciar e decidir pelos comentários dos cidadãos. Mas, ainda vai a tempo…não contribua para que as gerações que agora iniciam a sua cidadania não respeitem os símbolos nacionais.
Boa festa, e bom dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.
Termino conforme iniciei
É na exigência do cumprimento e no cumprimento da exigência que se molda o carácter e respeito do cidadão

sábado, 4 de maio de 2019

Vamos Ver!!!!

O CHIQUEIRO
Que a política é uma PORCA da SOCIEDADE, já eu tinha descoberto há muito tempo e, penso que muito partilham desta opinião, não constituindo surpresa para ninguém. Senão vamos ver.
Porca em ambos os sentidos, isto no caso de só ter dois sentidos, porque a mim, parece-me que, tem muitos mais, mas fico-me pelos dois sentidos.
Porca, porque engorda a olhos vistos, naturalmente que aqui, são os porcos que dela vivem, que engordam, quero dizer e sem rodeios os políticos, todos os políticos.
Porca, porque chafurdam na merda, que é o único sítio onde sabem viver. Confesso que não tenho qualquer apreço, por nenhum destes porcos quer vivam nos chiqueiros do PSD, do CDS, do PS, do PCP, do BE e nos chiqueiros de todos os outros que se intitulam PAN e por aí afora.
Só mesmo estes merdosos, conseguem fazer revolver as tripas dos que os alimentam, que somos nós, os não merdosos, que os alimentamos com os votos e os impostos pagos, que contribuem para a sua engorda e de todos os que rodeiam os chiqueiros.
Só porcos, conseguem num tão curto lapso de tempo, defender uma opinião e o seu contrário e, quererem fazer parecer que sempre defenderam o mesmo e que é o melhor para todos nós. PORCOS, e estou a medir as palavras porque me apetece chamar-lhes outros nomes, como por exemplo “filhos(as) da dita cuja”, e “filhos(as) de um c…..” (pai do bode).
Se os professores têm razão nas suas lutas? Certamente têm, como têm todos os outros, mas serão mesmo os professores, os verdadeiros professores, ou os outros porcos/professores/sindicalistas que apenas querem engordar também. O que isso implica não sei, e neste momento, não me interessa. O que me interessa, é que, se há dinheiro para uns terá de haver para todos. Porque não fazem justiça com todos os pagadores de impostos? Porque dão de mão beijada, balúrdios aos porcos/ladrões administradores de bancos, e pseudo investidores/empreendedores que mais não fazem que roubarem os impostos de todos nós. Que justiça é esta?
O “déjà vu”,
O porco maior, prometeu numa comunicação aos pagadores de impostos que, o chiqueiro que neste momento nos governa, se demitia, se a merda, classificação minha, mas tenho a certeza que ele partilha da mesma opinião, for aprovada pelo chiqueiro comum de todos eles. Uma chiqueiro a querer mandar no outro, que neste caso é em dois, o chiqueiro comum de todos eles (AR) e chiqueiro que se intitula de todos nós (PR).  Vamos ver…cá para mim não vai ser nada disso, há-de ser como aquele porco, que agora é comentador na TVI uma vez grunhiu “ demito-me, a minha demissão é irrevogável”. Só mesmo os porcos não têm grunhidos de “palavra”. Espero que desta vez o grunhido do porco tenha “palavra” e a cumpra.
Custa-me referi-lo, porque fui educado a respeitar as instituições e os SIMBOLOS NACIONAIS mas, que irá fazer o porco supremo? Acabar de uma vez com a porcalhada e extinguir os chiqueiros? Bom, mesmo que fosse possível, os porcos hão-de continuar e os chiqueiros continuarão cagados.
Como é possível, que esta porcalhada, só pensem neles mesmos e nas seus chiqueiros e não pensem, uma vez que seja, e de verdade, no chiqueiro maior a que chamamos PORTUGAL.
É, porque não acredito nos porcos, que há muito tempo, não cago o voto, em nenhuma dos chiqueiros, e em nenhum dos porcos. Continuo convencido do mesmo, que são todos uns PORCOS e por isso a minha bosta de voto não a vão ver tão breve.

terça-feira, 23 de abril de 2019

LOGO EU...

Logo eu, que que não sou dado a descobrir paraísos, celestiais ou terrestres, dou por mim, nesta páscoa, a fazer a subida, arrastando a família, na tentativa de os encontrar. Todos aqueles que, ousam encetar esta caminhada, descoberta dos paraísos, sabem como é cansativo, desmotivante por vezes, doloroso, ofegante, com muita paragens para descanso e reflexão, quiçá com vontade de desistir, de voltar para trás, mas o caminho faz-se caminhando, e um pé puxa o outro e o corpo avança e a mente que não quer, aceita. Mais difícil que fazer o caminho e encontrar o paraíso, é permanecer nele, quantas e quantas vezes nos sentimos na corda bamba, a atravessar a ponte, com medo de dar o passo seguinte, mas se confiarmos uns nos outros, descobrimos que estamos protegidos e motivados para continuar em frente. Mas, como quase tudo na vida terrena, depois de alcançado, depois de atravessada a ponte, deixa de ter o mesmo interesse e significado, é a nossa perpétua insatisfação, desta condição humana e, aí, iniciamos a descida, dizem que, “para baixo todos os Santos ajudam”. Ajudam? Eu duvido…mas quem sou eu para duvidar se a descida, com a ajuda dos Santos, é mais aliviada, ou pode ser tão difícil, dolorosa e penosa quanto a subida, só mesmo os que as fazem podem dizer. Eu, sinceramente não sofri, não sofro, não me foi penoso, não me é penoso, não me foi doloroso, não me é doloroso, faço as subidas e as descidas com gosto, as vezes que forem necessárias, porque o gozo, o prazer, está aí mesmo, nas subidas e nas descidas e não na permanência. É nas descidas, e no regresso a casa, que descobrimos que o paraíso existe e está em nós. Está à distância de um abraço, ao aproximar de um beijo, à cumplicidade de um olhar.

Que cada um encontre o seu paraíso.


sábado, 16 de março de 2019

A INJUSTIÇA DA LEI

Não, a justiça não é cega. Está vendada para não ver a sua injustiça
(Isidro Santos)
Justiça é a particularidade do que é justo e correto, como o respeito à igualdade de todos os cidadãos.

Lei – do verbo latino “ligare”, que significa “aquilo que liga”, ou “legere”, que significa “aquilo que se lê, é ainda o conjunto de normas recolhidas e escritas, basadas na experiência das relações humanas, que servem para ligar os fatos ou os acontecimentos ao direito
Se pesquisarmos sobre o que é a justiça, vamos encontrar imensas definições, a falar sobre as várias justiças, como por exemplo: justiça comutativa; justiça distributiva; justiça poética; justiça pública; justiça social, enfim imensas…como digo atrás, ah! e a justiça de Salomão.
Pelo exposto, e como todos já sabíamos, lei e justiça não são a mesma coisa. Porquê falar de lei e de justiça hoje? Para melhor se perceber o que pretendo dizer, vou socorrer-me de exemplos.
Se um operário fabril, trabalhador rural, ou outros considerados menos qualificados, no exercício das suas tarefas, cometerem um erro de avaliação, de execução ou omissão, é responsabilizado disciplinarmente e ou eventualmente criminalmente, com todas as suas consequências.
Se um polícia, PSP ou GNR, aqui não me interessa a “guerra” de ser ou não militar, e também não me refiro às outras polícias, porque as outras são consideradas “experts” o que, no entender de alguns, não cometem erros, logo não os vou incluir, mas, para que não fira susceptibilidades, também podem ser incluídos naturalmente, mas dizia, PSP ou GNR cometerem algum erro de avaliação, e têm de tomar a decisão, no momento, em cima do acontecimento, com a adrenalina próprias do momento, com o stress, com o medo, sim porque também se sente medo, com a ansiedade da situação vivida, da acção ou omissão a desenvolver e esta não for considerada, por aqueles que, nos luxuosos gabinetes, com ares acondicionados ligados, no quente ou frio, conforme o tempo, na paz dos anjos, e, na maioria das vezes com um batalhão de assessores, e “expert”, a mais acertada, estes PSP e GNR pagam disciplinarmente e/ou criminalmente o erro de terem tomado uma decisão, acção ou omissão. Tenho vontade de dizer, muito gostaria de ver esses “julgadores”, no mesmo ambiente, a fazerem a avaliação e a tomar a decisão e ver se coincidiriam no mesmo “julgamento”, mas, não é por aqui que vou…
Já ouvi e vi muitas críticas, a dizerem que os polícias têm formação e treino, para não se deixarem influenciar pelo “ambiente”, ou seja, pela violência cometidas pelos outros, contra si, e contra os que estão a protegerem, pelo stress do momento, pela adrenalina, pela ansiedade… tretas, mentiras de quem afirma isso, uns por ignorância, porque não sabem como são formados os polícias, outros porque gostam de serem enganados, outros porque acham bonito dizerem isso. Fui formado como militar e como polícia e também fui formador e nunca recebi nenhuma formação em termos psicológicos de como lidar com estas situações, é com a experiência, com o tempo, o que quer dizer que cada um lida e gere-as conforme a sua pessoa, o seu caracter. Hoje, não sei se houve alguma evolução nesse sentido, mas, atrevo-me a apostar que está tudo como antes.
Se um médico, técnico altamente formado, treinado e especializado cometer um erro de avaliação, a maioria das vezes nem isso é, é simplesmente falta de atenção ao ler a ficha do doente, ou fazer ouvidos moucos ao que dizem os que estão ao seu redor, operam ou cortam a perna direita em vez da esquerda, operam ou cortam as duas mamas porque antes cortaram a esquerda em vez da direita, bom, os exemplo podiam ser muitos, de referir que, estão num ambiente calmo na maioria das vezes, sem stress, com música de Mozart ou outro qualquer grande músico, sem violência, sem adrenalina, sem ansiedade, os que lhes acontece? Nada. Na maioria das vezes nem processo disciplinar e já sabemos porquê.
Se um juiz, técnico altamente formado, treinado e especializado cometer um erro de julgamento, num ambiente controlado e seguro, onde só ele manda, e todos lhe obedecem repare-se que aqui não é erro de avaliação, o que lhe acontece? Nada. Porque os juízes representam o estado e não podem ser responsabilizados directamente pelas decisões que tomam.
Se um politico, ao que dizem os melhores técnicos, nas diversas áreas, cometem erros de administração e gestão dos dinheiros que, são de todos nós, o que lhes acontece? Nada. Porque, se assim não fosse, estes mesmos, os melhores técnicos e profissionais, dos vários sectores, não quereriam estar na política. Tretas, mentiras que nos querem fazer acreditar. A maioria deles está na política, porque são incompetentes, são burros, sem ofensa para o animal, porque esse eu estimo e admiro, estão, porque sabem que não são chamados à responsabilidade, nem disciplinarmente, nem criminalmente, nem civilmente.
Se os juízes representam o Estado, que somos nós, os polícias representam-se a si próprios?
Porque o texto já está a ficar extenso e ninguém vai ler vou terminar. Onde está a JUSTIÇA?      
Onde está o justo e correto, como o respeito à igualdade de todos os cidadãos?

quinta-feira, 7 de março de 2019

Mais que um GRITO o meu SUSSURRO











"A violência doméstica tem de ter um fim, o combate a este fenómeno é um desafio colectivo da sociedade e que a evocação das vítimas constitui um começo de acção". 
António Costa (Primeiro.ministro)

Ahahahahhaahah, sim, rio-me da hipócrita pública e política. Não, não me rio das vítimas, mulheres ou homens, com esse eu choro. Hoje foi decretado e comemorado o “Dia de luto nacional pelas vítimas de violência doméstica”. Tudo que é bicho pensante, quis comemorar, não fossem os outros bichos pensantes, ou não, como direi? só me ocorre a palavra pensar, mas esta não serve, hummm, que palavra? que palavra? não encontro outra, tem de ser mesmo, pensar, que esse bicho é violento. Só mesmo os hipócritas, acreditam que, pelo simples fato de se comemorar um dia, pomposamente baptizado, se vai acabar com a violência doméstica. Ah! Não é para acabar, dirão uns, é para chamar a atenção para o flagelo que isto representa. Pois, pois, digo eu, até parece que é novidade para alguém, como se todos nós não tivéssemos já, a nossa atenção, mais que chamada à atenção. É como se acreditássemos que, pelos simples facto, de irmos a um funeral e comemorarmos a dor da perda de alguém já não houvesse mais mortes. Não, a morte vai continuar a ocorrer, refiro-me à morte natural incluindo as doenças no natural, logo a violência doméstica vai continuar e a morte consequente desta também.
O “nosso” primeiro-ministro, ah! só um aparte, esta do nosso, fez-me lembrar “o meu”, ou “o nosso”, expressão, melhor, tratamento militar, quando nos dirigíamos a algum superior ou inferior hierárquico, “o meu” “o nosso” era de todos, mas não era de ninguém quando chegava a hora da verdade…mas isto, foi apenas um interregno de atenção, voltemos ao nosso primeiro-ministro, António Costa, que referiu na sua página do Twitter “ a violência doméstica tem de ter um fim, o combate a este fenómeno é um desafio colectivo da sociedade e que a evocação das vítimas constitui um começo de acção.
Claro que concordo com o “nosso” primeiro-ministro António Costa que, a violência doméstica, tem de ter um fim. Mas ele não disse como é que lhe vai por fim e gostaria muito de saber como é que ele, ou os seus ministros, ou os polícias, ou os magistrados, ou a sociedade lhes vão por fim. Como? É a minha pergunta.
Pois eu vou responder, à luz da minha ignorância, sou do tempo, sim, eu sou do tempo em que os mais novos respeitavam os mais velhos. Sim, eu sou do tempo em que os mais velhos respeitavam e aconselhavam os mais novos. Sim, eu sou do tempo que havia regras a cumprir quer fosse em casa, na rua, na escola, no emprego, enfim na sociedade. Sim, eu sou do tempo que, quando houvesse violação a essas regras havia alguém encarregado de as lembrar e, no geral, de uma forma que não se faziam esquecer tão rapidamente. Ah! Já estou a ouvir as vozes atrás de mim, que estou a apelar à violência, eu? apelar há violência? Nunca, mas uma chamada de atenção nunca fez mal a ninguém esta é a minha convicção. Estou convicto que, se houver “chamadas de atenção” a seu tempo, e oportunas, não teríamos hoje tanta violência doméstica. Todos os da minha geração aprenderam a respeitar e dar-se ao respeito, lamento que alguns se tenham esquecido, e hoje, não respeitem nem se deem ao respeito, e pior ainda, os que ainda se lembram não ensinem este valores às gerações dos filhos e dos netos. Afinal o assinalar este dia como dia nacional de luto contra a violência domestica não é para chamar a atenção? Então é isso, é a minha forma de chamar a atenção e também celebrar este dia à minha maneira.
Pois Sr. Primeiro-ministro eu sugiro-lhe que se realmente quer acabar, bom, acabar nunca vai conseguir acabar com ela, mas, se realmente a quiser diminuir, aposte na educação familiar, na educação escolar, dê autoridade aos pais, dê autoridade aos professores, dê autoridade aos policias, no fundo dê autoridade aos cidadão de bens e que ainda se preocupam e não aos marginais. Em minha opinião a comemoração deste dias mais do que lamentar e solidarizar-se com as vitimas é enaltecer os violadores, os marginais, os criminosos.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

AS QUATRO FACES DE UMA MOEDA


MUITOS ODEIAM A TIRANIA APENAS PARA QUE POSSAM ESTABELECER A SUA
Platão

Não sou especialista em política, menos ainda em política internacional, aliás não sou especialista em coisa nenhuma, mas isso não faz de mim uma pessoa sem opinião.
É isso que aqui vou expressar, porque sou livre, ou assim me considero, bom, talvez nem tanto, mas isso são outros “quinhões”. Estou em crer que, não errarei muito e, se bem pensado por todos vós, certamente partilhareis do mesmo pensamento.
O que se passa na Venezuela?
O que é a Venezuela?  
Como chegou e porque se encontra a Venezuela nesta encruzilhada?
Nestas coisas, como em quase todas na vida, há no mínimo três pontos de vista, o meu, o teu, e o do outro. Ou seja, o certo, o errado e o neutro. E sim, e por esta ordem que eu nestas coisas não me engano e raramente tenho dúvidas.
Para respondermos à pergunta, como chegou a Venezuela a esta encruzilhada, temos de saber o que é a Venezuela. A resposta é, simplesmente, a maior reserva provada de petróleo do mundo, repito MUNDO. Como se isto só por si não fosse suficientemente grande, acontece que a Venezuela, melhor dito, o seu petróleo está a quatro ou cinco dias de navio das refinarias do Texas. Em comparação o petróleo do médio oriente está a trinta e cinco dias de navio dos EUA.
Então, certamente, já estarei em condições de responder à primeira pergunta- O que se passa na Venezuela?Simplesmente a luta e disputa por uma riqueza “infindável”. Lamento desiludi-los, no meu entender, não é a fome do povo Venezuelano o problema deste país, não é a inflação nem todos os problemas sociais, nem sequer é a ditadura ou a democracia, é a luta e disputa pelo poder económico, é a sagacidade, esse é o problema. Estou em crer que, nem sequer  é Nicolas Maduro, ou talvez seja, mas só, pelo facto de não querer ceder ao que se julga o todo poderoso Donald Trump ou seja os EUA. Devo confessar que, não nutria muita simpatia, direi mesmo, nenhuma simpatia por Nicolas Maduros, como não nutria pelo seu antecessor. Hoje, admito sentir essa simpatia. HEMM!
Como chegou a Venezuela a esta encruzilhada, um país rico, não, rico é pouco, riquíssimo, a uma situação onde o povo passa fome, onde faltam todos os bens necessários a uma natural e saudável vida. Chegou porque os EUA, Europa, Canadá, e outros, no fundo os que se julgam donos do mundo entenderam boicotar tudo o que é essencial, desde géneros alimentares, medicamentos e capitais (dinheiro) que é dos Venezuelanos para que um país possa viver em paz, harmonia e felicidade.
Há fome na Venezuela? HÁ.
Resolve-se com a dita ajuda humanitária? NÃO
Foram as forças de Nicolas Maduro que incendiaram os camiões da dita ajuda humanitária? É minha convicção que NÃO. Os camiões estavam na Colômbia não na Venezuela. Não nos esqueçamos do que se passou no Iraque, na Líbia, agora também na Síria, a propósito das armas atómicas, ou outras mentiras que eles criaram para nos fazerem acreditarem que têm sempre razão. Não, não têm, são mentirosos compulsivos, e para estes ditos, há um lugar onde devem estar, na prisão, no hospital psiquiátrico, com internamente para toda a vida, ou no cemitério. Estes mentirosos compulsivos, depois de terem assassinado o que eles diziam ser os tiranos dos povos que invadem ou invadiram, como agora dizem de Nicolas Maduro, para restabelecer a liberdade e democracia todos nós sabemos como se encontram estes países.    
Deixemo-nos de hipocrisias e mentiras, deixemos de ser ovelhas, se realmente os EUA, e os seus correligionários pensassem no povo Venezuelano e nos povos que estão em guerra e passam fome e quisessem acabar com a fome destes povos, BASTAVA, sim BASTA que acabem com as sanções imposta, não façam a guerra neste países. Não tenho dúvidas que, este grande país que é a Venezuela, voltaria a ser aquilo que já foi. Um GRANDE PAÍS. Aos portugueses que ainda se encontram na Venezuela e aos que voltaram, e aos Venezuelanos, lutem para que acabem as sanções impostas e lhe devolvam o que é do povo Venezuelano.
Os tiranos só o são porque os deixamos ser.  








sábado, 23 de fevereiro de 2019

Ao Mais Alto Nível


“À mulher de César não basta ser honesta, tem de parecer honesta”

Todos os dias deparamos com programas nas televisões, a denunciarem, e penso que bem, situações de desmandos que o mesmo é dizer corrupção. É a TVI a falar dos casos da câmara de Pedrógão Grande, e ontem, dia 22 é a RTP a falar da câmara de Elvas. Sou Elvense, embora não residente, e confesso que gosto que falem de Elvas nas televisões, nas rádios, nos jornais em tudo que seja sitio mas, naturalmente, para continuarem a Elevar Elvas e não a reduzi-la.
O que está em causa é um concurso para contratação de 82 empregados da Câmara, a questão é?
- Seriam mesmo necessários, todos esses empregados? Claro que uns, ou quase todos, estes uns ou quase todos, são naturalmente os que concorreram, ou os seus familiares, dirão que sim, já que a câmara abriu concurso. A minha reflexão é, e, se em vez de ser a câmara, se fosse uma empresa, sentiria a necessidade de fazer um concurso ou admissão, para de uma assentada contratar 82 pessoas? Esta reflexão poder-nos-ia levar a outras, mas de momento não é esse o objectivo.
- A notícia ou denúncia é a de que, eventualmente, houve ou há conluio para empregar, dar segurança, ou como diz o vice presidente da câmara trazer para mais perto da família, e dar estabilidade profissional às pessoas que lhe são próximas. E a proximidade familiar e estabilidade profissional dos outros onde fica? Pergunto-me quando os autarcas, e não só, concorrem aos vários “poleiros” e não pelouros e são eleitos, eles dizem que estão a concorrer para assegurarem a proximidade familiar e assegurarem a estabilidade profissional sua e dos que lhes são próximos?
A meu ver, e, certamente no ver de pessoas íntegras, e desconheço a lei, mas certamente também esta, não impede que, os amigos e familiares dos que já ocupam lugares de topo ou não, de concorrer e poderem vir a ser admitidos nos quadros, ou lugares, dos organismos para os quais estão a concorrer.
Tudo será certamente possível se feito com legalidade, legitimidade e transparência e neste caso, parece-me que há falhas, no mínimo a transparência. Senão vejamos, desconheço quantas pessoas concorreram no total aos vários lugares. O que se sabe pela noticia, é que foram admitidas 82 pessoas e das quais, 27 são familiares ou amigos de pessoas do topo, na hierarquia da câmara ou de funcionários. O meu pensamento vai para quantas pessoas amigas ou familiares destes, topo ou funcionários, concorreram? Houve algum familiar ou amigo destes, que porventura não tenha entrado? Os 27 que entraram foram o total dos familiares e amigos que concorreram? Porque é que parte das provas foi feita por uma empresa externa e outra parte por um júri composto por elementos do topo da hierarquia da câmara e que tinham familiares e amigos a concorrem? Estas pessoas não se deviam escusar a fazer parte desse júri? Só depois da resposta a estas perguntas poderemos concluir se houve ou não, conluio na atribuição dos lugares. No entanto, e já diz o ditado “ Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte ou é burro ou não tem arte” e aqui parece-me que não há burros. Está bem de ver que há interesses, cego não é o que não vê, mas o que não quer ver. “À mulher de César não basta ser honesta, tem de parecer honesta”
Já agora permitam-me só mais uma reflexão. Acham que se um pai ou mãe ou outro familiar qualquer for por exemplo bêbado, alcoólico, o filho ou filhas têm de o ser também, ou são-no?
Se entendem que não, acham que só por ser filho(a) de bêbados não pode falar dos bêbados e chamar a atenção para esta “doença social”, então por que motivo uma jornalista não pode chamar a atenção para outra doença social que é a corrupção.

domingo, 23 de dezembro de 2018

O OPÍPARO Natal


As autarquias gastam imenso dinheiro com enfeites de Natal e deixam os desabrigados a dormir na rua. Por exemplo, Lisboa gasta todos os anos mais de um milhão de euros, quantia que dava para abrigar/proteger, tirar da rua, definitivamente, todos os moradores de rua da cidade.

Há uma ideia generalizada de que o Natal é a comemoração do nascimento de Jesus. Desculpe estragar a festa, mas Jesus não nasceu no dia 25 de dezembro nem há 2018 anos atrás. Então vejamos.

No tempo do Império Romano, havia uma festa dedicada a Saturno (deus grego Cronos/tempo e da agricultura), denominada de Saturnalia, marcando o solstício de inverno. Era uma data muito importante para os povos agrícolas, como o caso dos romanos. Uma festa popular, para agradar os deuses e pedir que o inverno fosse brando e o Sol retornasse ressuscitado, no início da Primavera, o renascimento da vida. O culto solar era celebrado nos dias 24 e 25 de Dezembro, data de nascimento da divindade. Era um período de suspensão do trabalho, de visitar parentes e amigos, de ser generoso, solidário, de oferecer prendas. Isso lembra o Natal, não?
No século IV, o politeísta imperador Constantino converte-se, oficializa o Cristianismo e nasce, assim, a Igreja Católica. Absorveu e ressignificou práticas pagãs diversas; neste caso, o festejo pagão da Saturnalia, transformando-o numa celebração cristã. O Papa Gregório XIII, no século XVI, com a criação do calendário gregoriano, fez o resto. A partir daí, o nascimento de Cristo (que não nasceu no dia 25 e ninguém sabe a data exata) começa a ser celebrado pelos cristãos.
Portanto, o Natal não existe, pelo menos não da forma como a maioria imagina – o nascimento do menino Jesus.
Em que se transformou, hoje, esta antiga data pagã?
Uma cultura do consumo. Capturada pelo comércio, a data é para vender coisas, na sua grande maioria supérfluas. Uma agressiva propaganda na televisão, jornais, revistas, na internet, provoca uma azáfama, planos, listas de compras, centros-comerciais lotados, lojas abarrotadas de gente, ávidas para comprar. As crianças de hoje, exageradamente mimadas, exigem e obtêm, um sem número de prendas. Às vezes, são tantas que não conseguem abri-las todas ou valorizam mais as embalagens do que os próprios brinquedos.
É a época dos políticos e governos, maioritariamente corruptos, que passam o ano a roubar e a esbanjar os impostos e, nesta data, mandam belas mensagens e participam em jantares junto com os pobres, com os sem abrigo, miseráveis estes que os próprios políticos e agentes do governo criaram (ou ajudaram a criar) ao desviar o dinheiro que poderia garantir a comida e o bem-estar deles o ano todo. É lógico que esta ‘solidariedade’ natalina dos políticos deve ser sempre acompanhada por uma ampla cobertura da imprensa.
É a época das pessoas famosas, do jet-set, atores/atrizes, jogadores de futebol, que passam o ano a ganhar milhões e a sonegar impostos (prejudicando os contribuintes e os mais pobres), aparecerem na TV em programas ‘beneficentes’ para dar a entender que são solidários. Ficam sempre bem vistos perante a sociedade.
As autarquias gastam imenso dinheiro com enfeites de Natal e deixam os desabrigados a dormir na rua. Por exemplo, Lisboa gasta todos os anos mais de um milhão de euros, quantia que dava para abrigar/proteger, tirar da rua, definitivamente, todos os moradores de rua da cidade.
Todos, decisores políticos ou não, deviam assistir o emocionante filme Cardboard Boxer (2016) para ter uma ideia da vida miserável destes excluídos da sociedade. Mas há outros marcantes filmes do género: deixem para lá o já cansativo Sozinho em Casa (1990), que repete todos os anos, e assistam The Saint of Fort Washington (1993), Accidental Friendship (2008), The Soloist (2009), Time Out of Mind (2014), alguns baseados em dramáticos factos reais e todos expondo, de maneira super realista, a extrema dureza da vida de uma pessoa sem um lar para chamar de seu e sem um Shelter (2014), um endereço fixo, para mandar uma carta ao Pai Natal.
O que podemos fazer então para celebrar o Natal? Simples: é ser (genuinamente) solidário com os mais necessitados e, seguindo os verdadeiros ensinamentos de Cristo, respeitar e amar uns aos outros. E, se pensarmos bem, por que é que temos de esperar pelo Natal para fazermos isso? Ah, e o mais importante de tudo: não precisamos de dizer a toda a gente e postar no Facebook as fotos da generosidade. Não se esqueçam da lição de Antoine Saint Exupéry, no Principezinho: “o essencial é invisível aos olhos”.
·         Donizete Rodrigues
Professor de Sociologia, Universidade da Beira Interior
(Observador)