domingo, 10 de maio de 2020

ELES PODEM TUDO...ELES PODEM TUDO...


“UMA ORDEM E UMA CONTRA ORDEM É UMA AUTÊNTICA DESORDEM”

Como é sabido, após a Organização Mundial de Saúde ter declarado o Covid 19 como pandemia, Sua exª o Presidente da República declarou o estado de emergência renovando-o por três vezes.
A Direcção Geral de Saúde emitiu diversas informações e orientações sobre esta matéria.
O Conselho de ministros decretou, por Decreto-Lei entenda-se, os comportamentos a ter por todos nós, enquanto esta situação se mantiver e/ou não forem alterados, por decreto-lei a normalização dos comportamentos a ter novamente.
Na minha vida profissional havia uma expressão que se empregava muitas vezes, “mande quem pode, obedeça quem deve”. Naturalmente, sempre houve "desobedientes" e que na sua tentativa de não fazer nada, logo perguntavam - Onde é que isso está escrito? Quase sempre a "ordem" estava escrita e ainda que não estivesse, se legítima, legal e da competência de quem a dava era para cumprir, sob pena de incorrer no crime de desobediência. Leu bem CRIME Nem toda a ordem tem de estar escrita. 
Muito tempo antes de conhecer esta expressão, já a tinha interiorizado na minha cabeça e no meu coração. Não basta interioriza-la num dos sítios, isto é tão válido para esta situação em concreto, como para qualquer outra situação que vivamos, sob pena de virmos a falhar todos os objectivos que nos propusermos alcançar. É necessário interiorizarmos na cabeça, na razão, e no coração, no sentir. A cabeça pensa e o coração sente.
Todos nós sabíamos e sabemos, os das minha geração, quem manda numa família, numa sala de aula, numa escola, no local de trabalho, em geral na sociedade e digo manda e não digo mandava, porque os da minha geração ainda continuamos a mandar, numa família, não vou discutir se é o pai ou a mãe, se ambos, se a avó ou o avó, se o cão ou o gato, ou o periquito, nós sabíamos quem mandava e não era relógio de repetição. Dizia uma vez e estava dito.
Infelizmente, hoje não se sabe quem manda e muito menos quem deve obedecer. Todos acham que todos mandam, mas já não acham que todos devem obedecer. Eu que sou um bocado lento no raciocínio, deve ser por ser alentejano, fico perplexo, se todos mandam todos deviam obedecer, ou não é assim? Se ninguém obedece como é que há alguém que manda?
Julgava saber que uma Lei, no sentido lato, e a lei é escrita, nem há o subterfúgio de perguntar onde é que está escrita, era o mando de “alguém” e se é mando, todos a quem lhes é dirigido este “mando” devem obedecer, sob pena de cometerem um CRIME ou contra-ordenação. Pois, parece que tenho andado enganado e pior que isso a enganar aqueles que tenho tentado que interiorizem a disciplina do mando e da obediência. Na sociedade em que vivemos já não manda quem pode e em consequência já não obedece quem deve. A esta conclusão cheguei pelo que se viveu na Assembleia da República no passado dia 25 de abril. Se isto não tivesse sido suficiente, para me convencer, voltaram a mostrar-me que é mesmo assim com os acontecimentos do dia 1 de maio. Ah! Para acabarem definitivamente com as minhas dúvidas, toma lá mais uma demonstração, na “grande realização politico-cultural dede 1976” de que “JÁ NÃO HÁ QUEM MANDE” porque “JÁ NÃO HÁ QUEM OBEDEÇA.
Sinal dos tempos.
Toda esta situação e a expressão “mande que pode obedeça quem deve” fez-me lembrar uma outra, que só a ouvi a uma única pessoa, mas reiteradamente, ao saudoso Militar da GNR, de seu nome, José Gordo, mas que faz todo o sentido.
“UMA ORDEM E UMA CONTRA ORDEM É UMA AUTÊNTICA DESORDEM”

domingo, 26 de abril de 2020

RESCALDO DA COMEMORAÇÃO DO 25 DE ABRIL

Passadas mais de 24 horas da sessão solene, na Assembleia da República, da comemoração do 25 de abril de 1974 e não, no meu modesto entender, da comemoração da liberdade, isto da “liberdade” e da data da sua instauração, são outros quinhentos, ao que ía, já que todos nós estávamos e continuamos confinados nas nossas residências. Bem sei, ao que se deve o confinamento, mas ainda assim, não deixa de ser ausência de liberdade.
Talvez não tenha nada a ver, talvez seja apenas uma simples coincidência, mas, não posso deixar de notar que, de um número de 130 pessoas que estariam presentes na comemoração “apenas” tenham estado na mesma cerca de 70. Sensivelmente metade do previsto. A que se deveu esta “significativa” redução?
Por mais que o Sr Presidente da Assembleia da República – Ferro Rodrigues, diga que se está “cagando para o segredo de justiça”, ou que “O facto de haver abaixo assinados — ou como é que se chama — petições na internet com milhões de assinaturas, a mim não me diz nada”, estou em crer, que, até pode, que a ele, não lhe diga nada, o povo que é sábio já dizia e diz, "Vozes de burro não chegam ao Céu" mas deve ter dito a “muito boa gente”, outros burros, e daí a redução significativa do número de pessoas presentes.
Sendo o cravo o símbolo da liberdade, não seria de esperar, que nestas comemorações da liberdade, todos, sem excepção, fizessem uso do cravo na lapela? Porque é que alguns, Presidente da República incluído, que invocam a liberdade não fazem uso deste símbolo da liberdade? Será que não gostam do cravo ou será alergia ao cheiro?
Alergia ao cheiro não será, porque se assim fosse, fartar-se-iam de espirrar e tossir, o que na ausência de máscaras, mas não de mascarados, até seria engraçado ver os restantes “cravos” a fugir dali p’ra fora. Então se não é alergia ao cheiro, será certamente, alergia à cor, sendo alergia à cor, será alergia à liberdade? Pergunto, e perguntar não ofende.
Ao que se viu e se ouviu na comunicação social e redes sociais a “montanha pariu um rato” a comemoração do dia da “liberdade” restringiu-se à sessão solene na assembleia da república e em algumas assembleias municipais com os mesmos de sempre. Ah não, desculpem, os demais “cravos”, cantaram às janelas do confinamento, às 15h00, esqueci-me de abrir a janela, Tu abriste? o “hino da liberdade”  - Grândola Vila Morena.
Arrepia-me sempre que oiço este belíssimo hino, sem hipocrisia nem sarcasmo, arrepia-me mesmo e adoro esta e outras músicas/poemas semelhantes. Que bom seria, que o povo ordenasse, dentro de Portugal inteiro, e não apenas dentro de ti ó cidade. 

sexta-feira, 24 de abril de 2020

SER ALENTEJANO

(Infelizmente para mim, o texto que se segue não é da minha autoria, mas gostava muito de ter a capacidade para o escrever. Foi "roubado" da página de um amigo do facebook, e pessoal, que também desconhece o autor. Se porventura alguém souber quem o escreveu diga).

ser alentejano não é um dote é um dom.

"Palavra mágica que começa no Além e termina no Tejo, o rio da portugalidade. O rio que divide e une Portugal e que à semelhança do Homem Português, fugiu de Espanha à procura do mar.
O Alentejo molda o carácter de um homem. A solidão e a quietude da planície dão-lhe a espiritualidade, a tranquilidade e a paciência do monge; as amplitudes térmicas e a agressividade da charneca dão-lhe a resistência física, a rusticidade, a coragem e o temperamento do guerreiro. Não é alentejano quem quer. Ser alentejano não é um dote, é um dom. Não se nasce alentejano, é-se alentejano.
Portugal nasceu no Norte mas foi no Alentejo que se fez Homem. Guimarães é o berço da Nacionalidade, Évora é o berço do Império Português. Não foi por acaso que D. João II se teve de refugiar em Évora para descobrir a Índia. No meio das montanhas e das serras um homem tem as vistas curtas; só no coração do Alentejo, um homem consegue ver ao longe.
Mas foi preciso Bartolomeu Dias regressar ao reino depois de dobrar o Cabo das Tormentas, sem conseguir chegar à Índia para D. João II perceber que só o costado de um alentejano conseguia suportar com o peso de um empreendimento daquele vulto. Aquilo que para o homem comum fica muito longe, para um alentejano fica já ali. Para um alentejano não há longe, nem distância porque só um alentejano percebe intuitivamente que a vida não é uma corrida de velocidade, mas uma corrida de resistência onde a tartaruga leva sempre a melhor sobre a lebre.
Foi, por esta razão, que D. Manuel decidiu entregar a chefia da armada decisiva a Vasco da Gama. Mais de dois anos no mar... E, quando regressou, ao perguntar-lhe se a Índia era longe, Vasco da Gama respondeu: «Não, é já ali.». O fim do mundo, afinal, ficava ao virar da esquina.
Para um alentejano, o caminho faz-se caminhando e só é longe o sítio onde não se chega sem parar de andar. E Vasco da Gama limitou-se a continuar a andar onde Bartolomeu Dias tinha parado. O problema de Portugal é precisamente este: muitos Bartolomeu Dias e poucos Vasco da Gama. Demasiada gente que não consegue terminar o que começa, que desiste quando a glória está perto e o mais difícil já foi feito. Ou seja, muitos portugueses e poucos alentejanos.
D. Nuno Álvares Pereira, aliás, já tinha percebido isso. Caso contrário, não teria partido tão confiante para Aljubarrota. D. Nuno sabia bem que uma batalha não se decide pela quantidade mas pela qualidade dos combatentes. É certo que o Rei de Castela contava com um poderoso exército composto por espanhóis e portugueses, mas o Mestre de Avis tinha a vantagem de contar com meia-dúzia de alentejanos. Não se estranha, assim, a resposta de D. Nuno aos seus irmãos, quando o tentaram convencer a mudar de campo com o argumento da desproporção numérica: «Vocês são muitos? O que é que isso interessa se os alentejanos estão do nosso lado?»
Mas os alentejanos não servem só as grandes causas, nem servem só para as grandes guerras. Não há como um alentejano para desfrutar plenamente dos mais simples prazeres da vida. Por isso, se diz que Deus fez a mulher para ser a companheira do homem. Mas, depois, teve de fazer os alentejanos para que as mulheres também tivessem algum prazer. Na cama e na mesa, um alentejano nunca tem pressa. Daí a resposta de Eva a Adão quando este, intrigado, lhe perguntou o que é que o alentejano tinha que ele não tinha: «Tem tempo e tu tens pressa.» Quem anda sempre a correr, não chega a lado nenhum. E muito menos ao coração de uma mulher. Andar a correr é um problema que os alentejanos, graças a Deus, não têm. Até porque os alentejanos e o Alentejo foram feitos ao sétimo dia, precisamente o dia que Deus tirou para descansar.
E até nas anedotas, os alentejanos revelam a sua superioridade humana e intelectual. Os brancos contam anedotas dos pretos, os brasileiros dos portugueses, os franceses dos argelinos... só os alentejanos contam e inventam anedotas sobre si próprios. E divertem-se imenso, ao mesmo tempo que servem de espelho a quem as ouve.
Mas para que uma pessoa se ria de si própria não basta ser ridícula porque ridículos todos somos. É necessário ter sentido de humor. Só que isso é um extra só disponível nos seres humanos topo de gama.
Não se confunda, no entanto, sentido de humor com alarvice. O sentido de humor é um dom da inteligência; a alarvice é o tique da gente bronca e mesquinha. Enquanto o alarve se diverte com as desgraças alheias, quem tem sentido de humor ri-se de si próprio. Não há maior honra do que ser objecto de uma boa gargalhada. O sentido de humor humaniza as pessoas, enquanto a alarvice diminui-as. Se Hitler e Estaline se rissem de si próprios, nunca teriam sido as bestas que foram.
E as anedotas alentejanas são autênticas pérolas de humor: curtas, incisivas, inteligentes e desconcertantes, revelando um sentido de observação, um sentido crítico e um poder de síntese notáveis.
Não resisto a contar a minha anedota preferida. Num dia em que chovia muito, o revisor do comboio entrou numa carruagem onde só havia um passageiro. Por sinal, um alentejano que estava todo molhado, em virtude de estar sentado num lugar junto a uma janela aberta. «Ó amigo, por que é que não fecha a janela?», perguntou-lhe o revisor.
«Isso queria eu, mas a janela está estragada.», respondeu o alentejano. «Então por que é que não troca de lugar?» «Eu trocar, trocava... mas com quem?»
Como bom alentejano que me prezo de ser, deixei o melhor para o fim. O Alentejo, como todos sabemos, é o único sítio do mundo onde não é castigo uma pessoa ficar a pão e água. Água é aquilo por que qualquer alentejano anseia. E o pão... Mas há melhor iguaria do que o pão alentejano? O pão alentejano come-se com tudo e com nada. É aperitivo, refeição e sobremesa. E é o único pão do mundo que não tem pressa de ser comido. É tão bom no primeiro dia como no dia seguinte ou no fim da semana. Só quem come o pão alentejano está habilitado para entender o mistério da fé. Comê-lo faz-nos subir ao Céu!
É por tudo isto que, sempre que passeio pela charneca numa noite quente de verão ou sinto no rosto o frio cortante das manhãs de Inverno, dou graças a Deus por ser alentejano. Que maior bênção poderia um homem almejar?"

quarta-feira, 22 de abril de 2020

VIVA A DEMOCRACIA II

Hoje, como ontem, agora como nunca, todos temos direito a ter opinião, por mais estapafúrdia que seja. A diferença significativa, é que hoje, podemos exprimi-la mais livremente, sem medos...e com mais facilidade, chega a mais pessoas. Bom, isto do livremente, é mesmo força de expressão, porque se fosse, ou for assim, tão livremente, porque é que, cai o santo e a trindade, sempre que um mortal exprime a sua opinião, quando esta não é, ou não está, de acordo com os cânones da “SANTA MADRE DEMOCRACIA”?
Se eu disser que vivemos num estado totalitarista, tenho a certeza, que vão cair todos os santos, democratas, entenda-se, do seu pedestal.
Vou fazer um pequeno exercício.
O que é para si o totalitarismo e autoritarismo? Tente responder sem ir consultar nenhum documento.

 Totalitarismo e Autoritarismo

  1. 1. v É um sistema de governo em que todos os poderes ficam concentrados na mão do governante. Dessa forma, no regime totalitário não há espaço para a prática da democracia, nem mesmo a garantia aos direitos individuais. Democracia é uma forma de governo do povo e para o povo.
  2. 2. v No regime totalitário, o líder decreta leis e toma decisões políticas e económicas de acordo com sua vontade, convencendo o povo de que estão certos. v Embora possa haver sistema judiciário legislativo em países de sistema totalitário, eles acabam ficando às margens do poder
  3. ….
  4. Obviamente, o caso mais popular desse período foi o regime totalitarista imposto pelo absolutismo monárquico, onde os reis e os nobres governavam tudo e a todos, submetendo-os a um regime impiedoso sobre os camponeses, cada vez mais pobres, e a nobreza e o clero, cada vez mais ricos.
  5. AUTORITARISMO v É uma forma de governo em que o governante exerce o poder sem respeitar a democracia, ou seja, governa de acordo com suas vontades ou com as do grupo político a qual pertence.

Os “santos” já gritam - Não, não, não, está a deturpar tudo.
Estou? Vamos analisar então!
Vive num estado em que os poderes estão separados, certo? – certo. Diz você.
Errado digo eu. Quem é o governante? Os poderes estão separados? Não, estão mais que juntos, digo eu.  
Vejamos:
Poder legislativo – (assembleia da república) - faz as leis. Quem são os “santos” que a constituem? São os que quando lhes interessa são deputados, para aprovarem as leis que os amigos (advogados e outros) fazem. Para logo a seguir, transitarem para o poder executivo e judicial.
Poder executivo – Governo – executa as leis, que antes aprovaram enquanto deputados.
Poder judicial – Ah! Este poder está separado, e totalmente autónomo, diz você.
Está? É? Pense, podia dar muitos exemplos de que não está separado nem é autónomo. Mas este exercício deixo-o à sua resolução.

  1. 2. v No regime totalitário, o líder decreta leis e toma decisões políticas e económicas de acordo com sua vontade, convencendo o povo de que estão certos.
 Opa! Onde é que eu já vi isto? Não, não pode ser! Em democracia isto não acontece e se acontece é pura coincidência.

4. Obviamente, o caso mais popular desse período foi o regime totalitarista imposto pelo absolutismo monárquico, onde os reis e os nobres governavam tudo e a todos, submetendo-os a um regime impiedoso sobre os camponeses, cada vez mais pobres, e a nobreza e o clero, cada vez mais ricos

Opa! Onde é que eu já vi isto? Não, não pode ser! Em democracia isto não acontece e se acontece é pura coincidência.

  1. AUTORITARISMO v É uma forma de governo em que o governante exerce o poder sem respeitar a democracia, ou seja, governa de acordo com suas vontades ou com as do grupo político a qual pertence.
 Opa! Onde é que eu já vi isto? Não, não pode ser! Em democracia isto não acontece e se acontece é pura coincidência.

CONCLUSÃO Ao referente trabalho apresentado, conclui-se que o totalitarismo foi uma forma de governo em que os representantes manipulavam seus eleitores de acordo com suas vontades, convencendo-os de que estavam fazendo o certo,…

Opa! Mas é no totalitarismo que os representantes manipulam os eleitores, de acordo com suas vontades?. Ao que me dizem, vivo num estado em democracia, então porque é que, tenho a sensação que sou manipulado? Em democracia isto não acontece e se acontece é pura coincidência.

enquanto o autoritarismo, exercia o poder rigorosamente se importando apenas com a opinião do grupo político a qual pertence, abusando de seu poder autoritário

Opa! Onde é que eu já vi isto? Não, não pode ser! Em democracia isto não acontece e se acontece é pura coincidência.
Então, a que conclusão chegou? Vive num estado totalitarista ou democrático?
Eu cheguei à minha, sem nenhuma dúvida

sexta-feira, 17 de abril de 2020

VIVA A DEMOCRACIA


"LIBERDADES"
Surpreendido? Eu sim. Quando ouvi a entrevista do mais que tudo deste país, Sua Exª o Presidente da República, - Professor Dr Marcelo Rebelo de Sousa a anunciar o prorrogar do estado de emergência, mas com algumas “liberdades”. Fiquei surpreendido, não pelo anúncio da continuação do estado de emergência, já que ainda, não há uma melhoria substancial, da situação que ainda se vive, mas sim, pelo anúncio das “liberdades”, já que, no meu modesto entender, tais liberdades, ainda não se justificam, a menos que queiramos que a pandemia, até agora mais ou menos contida a nível nacional, galope que nem um puro sangue, lusitano naturalmente, em pleno hipódromo.
Deixei de ficar surpreendido, quando a casa de todos nós, – Assembleia da República, aprova a comemoração do 25 de abril e outras liberdades. Não há coincidências!. Tudo foi pensado, ensaiado e concertado. Sua Exª o Presidente da República não ignoraria o que a assembleia da república iria aprovar, então, para que tal fosse possível, teria de decretar as “liberdades”. Espero vê-los, a todos, de máscara/viseira, luvas descartáveis, vermelhas de preferência, a predilecção pela cor, é só porque é a cor dos cravos…e a pelo menos, dois metros de distância, só para não haver outro tipo de pandemia a da “Renovação de ideias” e que tudo se mantenha como sempre…TODOS DE BOA SAÚDE…
VIVA A DEMOCRACIA

domingo, 12 de abril de 2020

Domingo de Páscoa – “Para não estar só”


Ora, se estando presente fisicamente, não ouve, como pode fazer companhia?
Se está ausente fisicamente como faz companhia?
(Isidro Santos)

No dia 27/3/2020 os meios de comunicação social portugueses, televisões, mostravam-nos imagem, em que o padre António Martins da diocese da Guarda, decidiu encher a igreja de fotos dos paroquianos para celebrar missa, para não estar só.

Fazendo uma rápida pesquisa pela internet, deparei que esta ”opção” não é original. Em muitos outros países e igrejas sobretudo latino americanas esta “opção já vinha acontecendo.
Todos sabemos que a frequência das igrejas e das missas, pelos cristãos católicos romanos, vá-se lá saber porquê, é cada vez menor, ou talvez se saiba e não se queira dizer ou assumir…
Não consigo compreender, nem aceitar, como é que alguém, nestes casos, padres, sentem, mais do que isso, acreditam que estão acompanhados, só porque na “sua igreja” estão as fotos dos paroquianos, quando muitas das vezes, mesmo estando presentes fisicamente, estão ausentes espiritualmente. Quantas e quantas vezes, numa homilia, se de repente, o sacerdote perguntasse a um paroquiano, o que acabara de dizer, quantos diriam exactamente o que acabaram de ouvir?. Poucos, porque estou em crer, que a maioria não ouve, está ausente.
Ora, se estando presente fisicamente, não ouve, como pode fazer companhia?
Se está ausente fisicamente como faz companhia?
É o alívio das consciências. Dos sacerdotes, porque querem acreditar que cumprem com o seu dever de dar missa. Dos paroquianos, porque querem acreditar que cumprem com o seu dever de estarem presentes. Ambos se iludem, porque ninguém cumpre o seu dever nestas condições.
Não há pastor, que oriente e encaminhe o rebanho, se estiver confinado no redil.
O meu temor, é que se a “moda pega”, e com a falta de padres católicos, da próxima vez que decida assistir e participar numa missa, em vez da presença física do sacerdote, veja em seu lugar, uma fotografia em tamanho real, e, um audio pré-gravado, daquilo que "supostamente" seria uma missa, e os poucos cristãos católicos romanos que ainda assistem, participam e comungam, se sintam excluídos e passem também, a estar presentes, só e unicamente, através das fotos.
Não seria de estranhar, que o uso da imagem, do sacerdote e dos paroquianos passasse a ser o "modus operandi" de participação na liturgia, já que, não faltam imagens nas igrejas, e assim, seríamos presentes à imagem e semelhança de DEUS.
Que Cristo seja presença em cada um de nós.
Já que esta Páscoa, não pode ser vivida em rebanho, que cada um de nós, faça uma reflexão do que é ser cristão católico e romano.
UMA FELIZ PÁSCOA PARA TODOS NÓS.

sábado, 11 de abril de 2020

UFFF! que alívio...até que enfim...


Um olhar diferente sobre a pandemia…
Já lá vão…três meses? Desde que se iniciou esta discussão “pandemia”, Covid 19.
Há cerca de um mês e meio atrás, quando ainda não se tinha conhecimento, do primeiro caso em Portugal de infectados com o “Covid 19”, os meios de comunicação social, em especial os vários canais de televisão, andavam histéricos e desejosos, digo eu, que se desse o primeiro caso. É que, a repetição sistemática e diária, por várias vezes ao dia de - ainda não há casos em Portugal -  já estava a enjoar, mas para eles, continuava a ser noticia a repetição de – ainda não há casos em Portugal.
Finalmente, para gáudio dos histéricos e desejosos, a  02/03/2020, deram a NOTÍCIA – há um caso registado em Portugal. Ufff! que alívio, estava a ver que não se dava…depois, seguiu-se a NOTÍCIA, com nome próprio e sobrenome do primeiro infeliz a morrer em consequência da contaminação.
A partir daqui, sucederam-se números, e apenas números de mais casos. A contaminação estava já espalhada por todo o país continente e ilhas, ah! Não, por todo o país não, ao alentejo não tinha chegado, mas, como é possível que, o raio dos alentejanos, nem a esta “coisa” queiram aderir…, rodeados dos espanhóis que já morriam que nem coelhos numa reserva de caça, todos os distritos circundantes ao Alentejo (alto e baixo) tinham casos registados, e eles nada…devem estar todos a dormir, só pode!  
Pelos vistos, e infelizmente, aqueles que tanto gostam do descanso e de dormir, decidiram acordar, espreitaram a sombra, do poial da porta, sim a sombra, porque o dito cujo do virús parece que não gosta lá muito do sol, e, ZÁS CATRAPAZ, é desta que te apanho, já não me foges. E não fugiram mesmo, alguns já foram apanhados. Mas, o raio dos alentejanos têm a pele dura, deve ser da curtição do SOL, “atão” não é que ainda nenhum morreu…os histéricos e desejosos andam ansiosos por dar a NOTÌCIA, - finalmente morreu um alentejano. Até que isto aconteça, porque vai acontecer, continuam a repetir a NOTÍCIA e a enjoar-me.
Deixo o meu apelo aos alentejanos, e não só claro, continuem a dormir, porque dormir faz bem à SAÚDE.
FIQUE EM CASA.

sábado, 7 de dezembro de 2019

A TEIA

O que não nos mata torna-nos mais fortes
(Só alguns vão entender)

Ninguém desconhece que a vida prega-nos partidas, de um momento para o outro, sem contarmos com isso. Mas são essas partidas, que dão esse sabor de existência. A mim particularmente, acalentam-me a alma, desafiam-me. Tenho o péssimo defeito de acreditar nas pessoas, sempre acreditei. Há pessoas que, de tempos-em-tempos, cruzam a nossa linha de vida e, nas quais, acreditamos serem as “tais”, as amigas. Não raras vezes, deparamos que, afinal nos enganamos e, são as tais sim, as aranhas que nos tecem o mais bonito “véu” e ficam à espera de nos ver cair nele. Admito que já caí em alguns véus, de bonitos que eles eram, mas sempre soube e consegui sair deles. Dói-me imenso, a unha do dedo mindinho do pé esquerdo, quando me pisam o calcanhar do pé direito. De há duas semanas para cá, “umas aranhas” em quem acreditava e julgava amigas, têm-me pisado, não o calcanhar, mas o pé inteiro, agora imaginem, as dores que isso me provocou e onde.
Não, não me provocaram dor nenhuma, porque estas aranhas, não têm peso suficiente para mim, são insignificantes de mais, o seu veneno apenas me provocou uma comichão, não há nada melhor, que um bom sapato, com sola de borracha, como os que eu uso, para as esmagar. Tentaram, mas como diz o ditado, “o que não nos mata torna-nos mais fortes “ e a mim, indubitavelmente, tornou-me muito mais forte, muito mais mandão. Sou mandão porque trabalho e faço acontecer. Pena que outros, ou outras, que não trabalham nem fazem acontecer, queiram antecipadamente mandar.
Já outros(as), aranhas entenda-se, muito mais fortes que estes(as) tentaram noutras ocasiões, “matar-me” e nunca conseguiram. Sou imune a venenos de aranhas e forte o suficiente para seguir, se quiser, com o trabalho que me prende, que me enche de satisfação e de orgulho, mas não sei se quero continuar preso. Estou nesta prisão, voluntariamente, há já oito anos, talvez tenha chegado o tempo de me libertar.

terça-feira, 8 de outubro de 2019

Os Indignados - Falsos Moralistas

Cuidado com os falsos moralistas de rede social, exigem perfeição de carácter aos outros, mas nunca deram bons exemplos.
Oton Rodrigues
Em consequência da minha última publicação, ontem, parece que há quem, se tenha sentido ofendido, com o facto de eu ter genericamente, manifestado, sem particularizar nenhum nome, porque aí sim seria, é ofensa pessoal, a minha opinião e sentir, a respeito dos políticos que nos (des)governam, considerando-os genericamente "charlatães, ladrões e mentirosos.
Diz o povo que o barrete só serve a quem o enfia. Será que serviu, porque também é, ou se considera político?
Estes falsos moralistas, esquecem-se, ou fazem-se esquecidos, porque lhes interessa, que já publicaram coisas bem piores ou pelo menos semelhantes às que eu publiquei, porque particularizam, referindo os nomes desses mesmos políticos. Ah! mas eles podem, porque são farinha do mesmo saco. Efetivamente, o meu saco e farinha são diferentes.
Alguns indignados e falsos moralistas querem fazer-me crer que afirmações publicadas na sua página pessoal do facebook dignificam a politica e os políticos:


27 de setembro às 15:46
... "Pelo menos os dois (o ministro/ex-ministro e o ainda actual deputado) sabiam da palhaçada de Tancos"..., o sr. pm Costa sente-se ofendido... e ainda acha que deve dar lições de "moral"...


 24 de setembro às 16:23 
..."A esta malta costa/geringoncística tudo serve... SEM VERGONHA!!!"...


23 de setembro às 17:06
..." Costa a falar "politiques", de nariz "empinado" e com truques da "esperteza saloia" partidária. Já Rui Rio apresentou sempre um discurso despojado do politicamente correcto, simples, frontal e facilmente acessível a qualquer cidadão/eleitor, e assumindo, sem receios cobardes, os erros do PSD quanto tal se justificava. Em suma, um Homem sério, honesto e não um "cartilheiro"/carreirista"...


23 de setembro às 15:01
..."Tivemos a absolutamente aziada e engasgada Catarina e o "calimero" Jerónimo (a culpar tudo e todos pelo descalabro comunista)"...

Isto, é apenas uma pequeníssima amostragem e as mais recentes, porque há muito mais.
Ao ler estas publicações, interpreto e chego à conclusão que, no juízo feito por este Sr os ministros, ex-ministros e deputados são palhaços, ou estou enganado? então digo eu que sou burro, sem ofensa para estes, quando eu quero ver palhaços, também sem ofensa para este, que eu admiro e gosto muito, vou ao circo e não os preciso ver no governo, nem na Assembleia da Republica. 

Afinal, os ministros, ex-ministro e deputados, não são governantes...são malta como tu e eu... e ainda por cima SEM VERGONHA. Uma pessoa sem vergonha o que é? ou o que lhe chamamos?

Ah! mas eles usam truques e manhas e esperteza saloia, são calimeros, cartilheiros e carreiristas, então, quem usa estas técnicas são o quê? pessoas sérias? ou charlatães?
Enfim é a política e os políticos que temos, os ofendidos e os falsos moralistas.

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Contra Corrente


Sim, faço parte desse ignóbil número de 45,5% de desinteressados pela política. Melhor dito, das mentiras dos políticos que temos. Seria, certamente, mais lisonjeiro para mim, dizer que cumpri com o meu dever de cidadão e fui votar. Estaria a mentir se o dissesse, até porque já o escrevi noutros “posts” que os charlatães, ladrões e mentirosos dos políticos não iriam ver  e usufruir a seu belo prazer das mordomias nestes tempos mais próximos através do meu voto.
Mas sim, cumpri o meu dever, e,  é o meu dever em consciência, o direito de não votar. Respeito e não critico os que votaram, fizeram-no com a certeza e em consciência de que o seu voto vai fazer a diferença, naturalmente para melhor. Desejo sinceramente, que os políticos aprendam alguma coisa com este número de desinteressados, e se corrijam. Já que se candidataram e prometeram mundos e fundos, ou nem tanto, porque a conversa e promessas são sempre as mesmas, nada e só mentiras, que pelo menos o tentem fazer, e não pensem e olhem apenas para o seu umbigo.
Apesar de o desejar sinceramente, não tenho esperança nenhuma que se dê a tal mudança tão necessária e desejável. Não fui votar, não por uma questão de comodismo, foi mesmo e, ainda é, por falta de fé. E fé, para mim, é acreditar. Eu não acredito nestes políticos.
As eleições são  como os jogos das “Slot machine”, nas quais, os jogadores têm sempre a esperança que desta vez é que é… e puxam, uma e outra vez  a alavanca, mesmo sabendo que, o jogo está viciado. Como não sou pessoa de jogos, só puxo a alavanca com a certeza de que vou ganhar e como neste jogo, o da política, não há certezas de nada, ou melhor, há certeza de que o jogo está viciado e nos enganam decido não puxar a alavanca.