domingo, 12 de abril de 2020

Domingo de Páscoa – “Para não estar só”


Ora, se estando presente fisicamente, não ouve, como pode fazer companhia?
Se está ausente fisicamente como faz companhia?
(Isidro Santos)

No dia 27/3/2020 os meios de comunicação social portugueses, televisões, mostravam-nos imagem, em que o padre António Martins da diocese da Guarda, decidiu encher a igreja de fotos dos paroquianos para celebrar missa, para não estar só.

Fazendo uma rápida pesquisa pela internet, deparei que esta ”opção” não é original. Em muitos outros países e igrejas sobretudo latino americanas esta “opção já vinha acontecendo.
Todos sabemos que a frequência das igrejas e das missas, pelos cristãos católicos romanos, vá-se lá saber porquê, é cada vez menor, ou talvez se saiba e não se queira dizer ou assumir…
Não consigo compreender, nem aceitar, como é que alguém, nestes casos, padres, sentem, mais do que isso, acreditam que estão acompanhados, só porque na “sua igreja” estão as fotos dos paroquianos, quando muitas das vezes, mesmo estando presentes fisicamente, estão ausentes espiritualmente. Quantas e quantas vezes, numa homilia, se de repente, o sacerdote perguntasse a um paroquiano, o que acabara de dizer, quantos diriam exactamente o que acabaram de ouvir?. Poucos, porque estou em crer, que a maioria não ouve, está ausente.
Ora, se estando presente fisicamente, não ouve, como pode fazer companhia?
Se está ausente fisicamente como faz companhia?
É o alívio das consciências. Dos sacerdotes, porque querem acreditar que cumprem com o seu dever de dar missa. Dos paroquianos, porque querem acreditar que cumprem com o seu dever de estarem presentes. Ambos se iludem, porque ninguém cumpre o seu dever nestas condições.
Não há pastor, que oriente e encaminhe o rebanho, se estiver confinado no redil.
O meu temor, é que se a “moda pega”, e com a falta de padres católicos, da próxima vez que decida assistir e participar numa missa, em vez da presença física do sacerdote, veja em seu lugar, uma fotografia em tamanho real, e, um audio pré-gravado, daquilo que "supostamente" seria uma missa, e os poucos cristãos católicos romanos que ainda assistem, participam e comungam, se sintam excluídos e passem também, a estar presentes, só e unicamente, através das fotos.
Não seria de estranhar, que o uso da imagem, do sacerdote e dos paroquianos passasse a ser o "modus operandi" de participação na liturgia, já que, não faltam imagens nas igrejas, e assim, seríamos presentes à imagem e semelhança de DEUS.
Que Cristo seja presença em cada um de nós.
Já que esta Páscoa, não pode ser vivida em rebanho, que cada um de nós, faça uma reflexão do que é ser cristão católico e romano.
UMA FELIZ PÁSCOA PARA TODOS NÓS.

sábado, 11 de abril de 2020

UFFF! que alívio...até que enfim...


Um olhar diferente sobre a pandemia…
Já lá vão…três meses? Desde que se iniciou esta discussão “pandemia”, Covid 19.
Há cerca de um mês e meio atrás, quando ainda não se tinha conhecimento, do primeiro caso em Portugal de infectados com o “Covid 19”, os meios de comunicação social, em especial os vários canais de televisão, andavam histéricos e desejosos, digo eu, que se desse o primeiro caso. É que, a repetição sistemática e diária, por várias vezes ao dia de - ainda não há casos em Portugal -  já estava a enjoar, mas para eles, continuava a ser noticia a repetição de – ainda não há casos em Portugal.
Finalmente, para gáudio dos histéricos e desejosos, a  02/03/2020, deram a NOTÍCIA – há um caso registado em Portugal. Ufff! que alívio, estava a ver que não se dava…depois, seguiu-se a NOTÍCIA, com nome próprio e sobrenome do primeiro infeliz a morrer em consequência da contaminação.
A partir daqui, sucederam-se números, e apenas números de mais casos. A contaminação estava já espalhada por todo o país continente e ilhas, ah! Não, por todo o país não, ao alentejo não tinha chegado, mas, como é possível que, o raio dos alentejanos, nem a esta “coisa” queiram aderir…, rodeados dos espanhóis que já morriam que nem coelhos numa reserva de caça, todos os distritos circundantes ao Alentejo (alto e baixo) tinham casos registados, e eles nada…devem estar todos a dormir, só pode!  
Pelos vistos, e infelizmente, aqueles que tanto gostam do descanso e de dormir, decidiram acordar, espreitaram a sombra, do poial da porta, sim a sombra, porque o dito cujo do virús parece que não gosta lá muito do sol, e, ZÁS CATRAPAZ, é desta que te apanho, já não me foges. E não fugiram mesmo, alguns já foram apanhados. Mas, o raio dos alentejanos têm a pele dura, deve ser da curtição do SOL, “atão” não é que ainda nenhum morreu…os histéricos e desejosos andam ansiosos por dar a NOTÌCIA, - finalmente morreu um alentejano. Até que isto aconteça, porque vai acontecer, continuam a repetir a NOTÍCIA e a enjoar-me.
Deixo o meu apelo aos alentejanos, e não só claro, continuem a dormir, porque dormir faz bem à SAÚDE.
FIQUE EM CASA.

sábado, 7 de dezembro de 2019

A TEIA

O que não nos mata torna-nos mais fortes
(Só alguns vão entender)

Ninguém desconhece que a vida prega-nos partidas, de um momento para o outro, sem contarmos com isso. Mas são essas partidas, que dão esse sabor de existência. A mim particularmente, acalentam-me a alma, desafiam-me. Tenho o péssimo defeito de acreditar nas pessoas, sempre acreditei. Há pessoas que, de tempos-em-tempos, cruzam a nossa linha de vida e, nas quais, acreditamos serem as “tais”, as amigas. Não raras vezes, deparamos que, afinal nos enganamos e, são as tais sim, as aranhas que nos tecem o mais bonito “véu” e ficam à espera de nos ver cair nele. Admito que já caí em alguns véus, de bonitos que eles eram, mas sempre soube e consegui sair deles. Dói-me imenso, a unha do dedo mindinho do pé esquerdo, quando me pisam o calcanhar do pé direito. De há duas semanas para cá, “umas aranhas” em quem acreditava e julgava amigas, têm-me pisado, não o calcanhar, mas o pé inteiro, agora imaginem, as dores que isso me provocou e onde.
Não, não me provocaram dor nenhuma, porque estas aranhas, não têm peso suficiente para mim, são insignificantes de mais, o seu veneno apenas me provocou uma comichão, não há nada melhor, que um bom sapato, com sola de borracha, como os que eu uso, para as esmagar. Tentaram, mas como diz o ditado, “o que não nos mata torna-nos mais fortes “ e a mim, indubitavelmente, tornou-me muito mais forte, muito mais mandão. Sou mandão porque trabalho e faço acontecer. Pena que outros, ou outras, que não trabalham nem fazem acontecer, queiram antecipadamente mandar.
Já outros(as), aranhas entenda-se, muito mais fortes que estes(as) tentaram noutras ocasiões, “matar-me” e nunca conseguiram. Sou imune a venenos de aranhas e forte o suficiente para seguir, se quiser, com o trabalho que me prende, que me enche de satisfação e de orgulho, mas não sei se quero continuar preso. Estou nesta prisão, voluntariamente, há já oito anos, talvez tenha chegado o tempo de me libertar.

terça-feira, 8 de outubro de 2019

Os Indignados - Falsos Moralistas

Cuidado com os falsos moralistas de rede social, exigem perfeição de carácter aos outros, mas nunca deram bons exemplos.
Oton Rodrigues
Em consequência da minha última publicação, ontem, parece que há quem, se tenha sentido ofendido, com o facto de eu ter genericamente, manifestado, sem particularizar nenhum nome, porque aí sim seria, é ofensa pessoal, a minha opinião e sentir, a respeito dos políticos que nos (des)governam, considerando-os genericamente "charlatães, ladrões e mentirosos.
Diz o povo que o barrete só serve a quem o enfia. Será que serviu, porque também é, ou se considera político?
Estes falsos moralistas, esquecem-se, ou fazem-se esquecidos, porque lhes interessa, que já publicaram coisas bem piores ou pelo menos semelhantes às que eu publiquei, porque particularizam, referindo os nomes desses mesmos políticos. Ah! mas eles podem, porque são farinha do mesmo saco. Efetivamente, o meu saco e farinha são diferentes.
Alguns indignados e falsos moralistas querem fazer-me crer que afirmações publicadas na sua página pessoal do facebook dignificam a politica e os políticos:


27 de setembro às 15:46
... "Pelo menos os dois (o ministro/ex-ministro e o ainda actual deputado) sabiam da palhaçada de Tancos"..., o sr. pm Costa sente-se ofendido... e ainda acha que deve dar lições de "moral"...


 24 de setembro às 16:23 
..."A esta malta costa/geringoncística tudo serve... SEM VERGONHA!!!"...


23 de setembro às 17:06
..." Costa a falar "politiques", de nariz "empinado" e com truques da "esperteza saloia" partidária. Já Rui Rio apresentou sempre um discurso despojado do politicamente correcto, simples, frontal e facilmente acessível a qualquer cidadão/eleitor, e assumindo, sem receios cobardes, os erros do PSD quanto tal se justificava. Em suma, um Homem sério, honesto e não um "cartilheiro"/carreirista"...


23 de setembro às 15:01
..."Tivemos a absolutamente aziada e engasgada Catarina e o "calimero" Jerónimo (a culpar tudo e todos pelo descalabro comunista)"...

Isto, é apenas uma pequeníssima amostragem e as mais recentes, porque há muito mais.
Ao ler estas publicações, interpreto e chego à conclusão que, no juízo feito por este Sr os ministros, ex-ministros e deputados são palhaços, ou estou enganado? então digo eu que sou burro, sem ofensa para estes, quando eu quero ver palhaços, também sem ofensa para este, que eu admiro e gosto muito, vou ao circo e não os preciso ver no governo, nem na Assembleia da Republica. 

Afinal, os ministros, ex-ministro e deputados, não são governantes...são malta como tu e eu... e ainda por cima SEM VERGONHA. Uma pessoa sem vergonha o que é? ou o que lhe chamamos?

Ah! mas eles usam truques e manhas e esperteza saloia, são calimeros, cartilheiros e carreiristas, então, quem usa estas técnicas são o quê? pessoas sérias? ou charlatães?
Enfim é a política e os políticos que temos, os ofendidos e os falsos moralistas.

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Contra Corrente


Sim, faço parte desse ignóbil número de 45,5% de desinteressados pela política. Melhor dito, das mentiras dos políticos que temos. Seria, certamente, mais lisonjeiro para mim, dizer que cumpri com o meu dever de cidadão e fui votar. Estaria a mentir se o dissesse, até porque já o escrevi noutros “posts” que os charlatães, ladrões e mentirosos dos políticos não iriam ver  e usufruir a seu belo prazer das mordomias nestes tempos mais próximos através do meu voto.
Mas sim, cumpri o meu dever, e,  é o meu dever em consciência, o direito de não votar. Respeito e não critico os que votaram, fizeram-no com a certeza e em consciência de que o seu voto vai fazer a diferença, naturalmente para melhor. Desejo sinceramente, que os políticos aprendam alguma coisa com este número de desinteressados, e se corrijam. Já que se candidataram e prometeram mundos e fundos, ou nem tanto, porque a conversa e promessas são sempre as mesmas, nada e só mentiras, que pelo menos o tentem fazer, e não pensem e olhem apenas para o seu umbigo.
Apesar de o desejar sinceramente, não tenho esperança nenhuma que se dê a tal mudança tão necessária e desejável. Não fui votar, não por uma questão de comodismo, foi mesmo e, ainda é, por falta de fé. E fé, para mim, é acreditar. Eu não acredito nestes políticos.
As eleições são  como os jogos das “Slot machine”, nas quais, os jogadores têm sempre a esperança que desta vez é que é… e puxam, uma e outra vez  a alavanca, mesmo sabendo que, o jogo está viciado. Como não sou pessoa de jogos, só puxo a alavanca com a certeza de que vou ganhar e como neste jogo, o da política, não há certezas de nada, ou melhor, há certeza de que o jogo está viciado e nos enganam decido não puxar a alavanca.

sexta-feira, 26 de julho de 2019

Aleluia

Não é para me gabar, mas acho, não, estou convencido, que a ministra da saúde, Marta Temido, leu o meu “post” os “Lobis” https://nemtantoaterranemtantoaomar.blogspot.com/2019/06/os-lobis.html  senão, porque carga de água só agora o governo se iria lembrar duma coisa destas…
Brincadeira à parte, fico muito satisfeito que, finalmente, alguém com responsabilidades na área da saúde, tenha a coragem de desafiar o lóbi dos médicos. https://observador.pt/2019/07/26/governo-podera-obrigar-jovens-medicos-a-permanecer-no-sns-durante-algum-tempo/ Então não é que a Sra está a fazer jus ao seu nome “Temido” e está a provocar medo ao lóbi médico. Oxalá que nenhum deles se lembre de a “matar”, porque a eminência existe, basta passar a “certidão de óbito”, e o funeral é feito.  
Há muito que devia ter sido feito, e espero que, quer a ministra quer o(s) governo(s) de agora, ou futuros, tenham a ousadia e coragem, de mostrar quem manda e quem decide as políticas de saúde, de educação e outras. Os lóbis, só têm a força que se lhe der.
Todos nós nos recordamos do, “dono disto tudo”. Era o supra sumo, o todo poderoso, que ninguém ousava desafiar, muito menos conta-dizer e, de um momento para o outro, o dono disto tudo virou, “dono de nada”, bom, inda tem muito…do que roubou de todos nós, e que ainda não pagou, nem vai pagar.
Agora, parece querer aparecer outro dono disto tudo, na saúde, o bastonário da ordem dos médicos, Miguel Guimarães, que se atreve a ameaçar, a ser verdade o que vem escrito no “observador” de 26/07/2019 “Se isto [obrigação de os médicos trabalharem um determinado número de anos no SNS] for uma coisa imposta por qualquer Governo, com ou sem maioria absoluta, vai correr mal”  “Não faz sentido estarmos a obrigar os médicos a ficarem no SNS, quando o SNS não tem condições para ter os médicos”.
Fico incrédulo com as palavras deste bastonário, só mesmo quem se acha o dono disto tudo se atreve a ameaçar todo um povo, vai correr mal porquê?
Não meu caro Sr bastonário, não vai correr mal, tem tudo para correr bem, assim aja coragem por parte da(os) ministra(os) e governos para levarem avante esta solução. peca por tardia. Lá diz o ditado “quanto mais nos agachamos mais o cu nos aparece”. Eu estou farto de estar agachado…
Então, o que faz sentido para o bastonário da ordem dos médicos é que, continue a haver mais de setecentos mil utentes sem médico de família?
Que, os que não têm poder económico, para pagar balúrdios nos hospitais privados, morram por falta desses mesmos recursos?
Que o SNS continue a pagar aos hospitais privados?
Que os médicos ganhem os honorários em duplicados, dizendo que estão a trabalhar no SNS, e vindo-se a verificar que no mesmo horário, estão sim, a trabalhar nos hospitais privados?
Que os médicos continuem a encaminhar os doentes do SNS, para os serviços e hospitais privados?
Que as listas de espera do SNS continuem e aumente, porque coitados dos médicos, não têm tempo nem condições para consultar/tratar/operar no SNS, mas conseguem arranjar tempo para fazerem o mesmo serviço nos hospitais privados?
Que os médicos utilizem os recursos humanos, materiais e instalações do SNS e os venham a cobrar como serviços prestados nos privados? Sem ressarcirem os hospitais públicos.
Enfim é um rol infindável…é claro que o Sr bastonários está a ver que a “galinha dos ovos de oiro” pode estar preste a entrar na menopausa…oxalá que isso aconteça para bem de todos nós.

sábado, 20 de julho de 2019

O ENXOVALHO



Casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão

Este provérbio vem a propósito do que se está a passar no país e em especial na sequência da entrevista do CEMGFA, almirante Silva Ribeiro ao Público e à Rádio Renascença.

Queixou-se o almirante, da falta de seis mil efectivos nas forças armadas e dizia ele, “na minha opinião, coloca em perigo a segurança das instalações e meios militares e põe em risco missões, quer em Portugal quer no estrangeiro”. 
Pois bem, de imediato assaltaram-me ao pensamento algumas dúvidas:
 - Tem o almirante CEMGFA direito, nestas matérias, a ter uma opinião?
- Tem o almirante CEMGFA direito, a exprimir essa opinião, numa entrevista, sem que antes a tenha manifestado, por escrito, ao(s) seu(s) superior(es) hierárquico(s)?
- Mediu ele a consequência dos seus actos (entrevista)?
A estas dúvidas, o meu intelecto, que é limitado, e em nada comparável ao de tão ilustres protagonistas, tentou responder.
Na minha modesta opinião, e sim, é apenas uma opinião, o Sr almirante Silva Ribeiro CEMGFA, não tem direito a opinar, porque nestas e noutras matérias, relevantes para o país, os responsáveis não têm direito a opinar. Têm o DEVER de demonstrar por estudos feitos, que lhes é impossível desempenhar com eficácia e eficiência as suas missões. Tal não ficou demonstrado, limitando-se a dar uma opinião, como se fosse um Zé ninguém, como eu, sem quaisquer responsabilidades.
Pelos vistos, não transmitiu ao ministro da defesa essa sua opinião, ou se transmitiu, não a demonstrou com estudos que provem a sua razão (opinião), daí o ministro ter sido apanhado de surpresa e ter reagido da forma que reagiu, mas, à frente falarei sobre esta reacção. Enquanto as pessoas com responsabilidades no país, não tomarem consciência que não têm direito a ter uma opinião, mas sim, têm o dever de zelar pelo cumprimento do que lhes está incumbido, “não passaremos da cepa torta”
O CEMGFA, terá consciência, tem de ter, que ao dizer, e ao saber antecipadamente, porque pertence ao sistema, que a falta de efectivos põe em perigo a segurança das instalações militares e põe em risco as missões, tem de ter consequências. Uma delas é a exigência do aumento de efectivos, para aceitação do cargo, ou a redução das missões. O que fez ele e fizeram os outros? Aceitam os cargos, não fazem exigências, e se fazem, porque não obrigam o seu cumprimento no tempo determinado? e continuam a fingir que está tudo bem?
Vou contar, uma breve história, de entre muitas, dos meus tempos de militar, e de formador na GNR. Numa determinada ocasião a DI (Direcção de Instrução) entregou-me 500 testes, ou mais, já não sei precisar, para classificar e que os teria de entregar, classificados naturalmente, passadas quarenta e oito horas. Considerei, naturalmente que, o que me estavam a exigir, era um completo absurdo, porque ninguém conseguiria com honestidade e rigor cumprir tal missão. De imediato fiz uma conta muito simples, demonstrado que cada teste levaria no mínimo entre dez a quinze minutos a corrigir (classificar), não eram testes de cruz, eram escritos, em muitos deles tínhamos de estar a decifrar a caligrafia, mas adiante, expliquei X teste vezes y (10 minutos) dá Z minutos/horas/dias. Foi como se tivesse caído o Santo e a Trindade, e disseram-me – Ah! Mas você faz essas contas todas para corrigir meia dúzia de testes. Expliquei-lhe que me obrigaram a fazê-las, porque o que me estavam a pedir, exigir, era impossível concretizar, logo eu não aceitava aquele prazo. Perante a evidência, demonstrada, tiveram de aumentar o prazo de entrega.
Isto tudo, para dizer que a opinião não basta, eu não disse: - acho que não vou conseguir corrigir todos os testes nesse tempo. Demonstrei que não ia conseguir e recusei entrar no fingimento.
Se o Sr almirante e demais chefes militares, não conseguem cumprir o que lhe está incumbido, simplesmente não aceitem. Se ninguém aceitar, quem os incumbe de tais responsabilidades, terão de “rever a matéria”.
A reacção do ministro foi a de assinalar a porta de saída ao Sr almirante. Este e os demais que vão fazer? Saem ou ficam? E os que se seguirem aceitam nas mesmas condições? Não Sr(s), têm uma palavra a dizer é só, a de demonstrarem, ou não, que o que lhes é pedido, nestas condições, é impossível concretizar com honestidade e rigor.

sábado, 29 de junho de 2019

OS LÓBIS


LOBISMO

Pressão exercida geralmente por um grupo organizado, para atingir determinados objectivos ou para defender determinados interesses.

actividade de quem, abstendo-se do exercício directo do poder público, procura influenciar aqueles que o exercem, no sentido de acautelar os seus próprios interesses


Podemos encontrar várias definições sobre o que é o lóbi ou lobismo, mas, quaisquer que encontremos vão dar no mesmo, (pressão e defesa do interesse individual/particular em detrimento do colectivo) entenda-se colectivo como população (povo) de uma nação.

Vou conversar sobre lóbis.
São os lóbis: gays; feministas; dos advogados; dos políticos; dos professores; dos médicos…
São tantos!. Mesmo que tentasse enumera-los todos, sempre iam ficar alguns por dizer.
Hoje, vou centrar-me apena num, o dos médicos. Quando era mais jovens, bem mais jovem, ouvi de um superior hierárquico, que nunca nos devemos “meter”, o que significa, contrariar, desdizer, enfrentar um médico. Eles são os únicos que nos podem enterrar vivos, sem que nada lhes aconteça. Se o médico disser que eu estou morto, eu estou morto, por mais que eu diga, - estou vivo!, - não adianta, estou mesmo morto. Nunca esqueci esta conversa, provocou-me medo, literalmente, medo de ser enterrado vivo e fez-me pensar, no poder desta classe profissional, não é a única…
Os lóbis, não são de agora, são de sempre, infelizmente.
Vem este tema a propósito, por de há uns tempos a esta parte, se vir falando com maior insistência, da falta de médicos nas várias especialidades, no Serviço Nacional de Saúde.
Claro que toda a gente já fez a pergunta, - a que se deve a falta de médicos no serviço nacional de saúde?
Cada um responde conforme a sua percepção, o seu interesse, o seu conhecimento e a informação de que dispõe no momento.
Eu tenho a minha resposta. Deve-se à pressão (lóbi) exercida pela classe profissional médica. São eles que limitam o número de vagas de entrada nos cursos. São eles que determinam as médias de entrada nos cursos. São eles que determinam quem pode ou não ser médico. Claro que todos nós queremos excelentes médicos, não é isso que está em causa, até para não corrermos o risco de haver um que diga, - você morreu. – Só que nestas condições, não há voz que consiga gritar estou vivo.
São eles que escolhem os locais, hospitais, privados de preferência, onde querem exercer o ministério da medicina, e esta do ministério, seria um outo bom tema a desenvolver.
Que esta classe profissional, à semelhança de outras, façam a sua pressão, para defender os seus interesses individuais e de classe, digo interesses e não direitos, porque lhes reconheço o interesse, mas não o direito, a mim não me incomoda muito. O que me incomoda, é que não haja um LÓBI POPULAR, (do povo) que somos todos nós que pagamos impostos e engordamos todos os restantes lóbis e que diga basta.
Incomoda-me que o lóbi político não limite e ponha fim a estas pressões de – quero, posso e mando. Claro que há lóbis e lóbis, os que mandam mais (fazem mais pressão) e os que mandam menos e claro que há promiscuidade entre eles, porque são ao mesmo tempo: ou gays, ou feministas, ou médicos, ou professores, ou advogados, ou juízes ou políticos ou…assim, fica difícil, para não dizer impossível, decidirem qual o interesse, e neste caso direito, que mais lhes convém defender se o interesse individual e de classe ou o colectivo (do povo). E in dúbio pro reo (na dúvida para o réu) ou seja, se tiverem de fazer pressão, neste caso defender o interesse individual, ou o colectivo, naturalmente, decidem a favor do réu que são eles próprios.
Eu, enquanto membro efectivo do Lóbi Popular, embora neste momento, todos adormecidos, ou talvez mortos, por  “sentença médica” faço pressão ao lóbi político para de uma vez por todas se assumirem a que lóbi pertencem.

O problema da falta de médicos no Serviço Nacional de Saúde não tem solução?
Tem sim. Basta que obriguem todos os médicos, quaisquer que sejam as especialidades, a prestar um determinado número de anos, cinco, dez, os que forem necessários, em exclusividade, no Serviço Nacional de Saúde, e onde houver vagas e necessidade, a fim de devolver a todos nós, os custos que suportámos com a sua formação. Ah! Já estou a ouvir vozes. – Fui eu (pai, mãe tio ou o que seja) que paguei os estudos do meu filho, fui eu que paguei as propinas, as deslocações, a renda do quarto…logo tem todo o direito de escolher onde quer trabalhar.
- Lamento dizer-lhe, o Sr. Pagou tudo isso, mas não pagou a formação do seu filho, quem pagou fui eu (com os meus impostos). Por isso tenho todo o direito em ser ressarcido do meu investimento.
Simplista? Sim. As soluções dos maiores problemas da vida, resolvem-se de um modo simplista. A vida é simples nós é que a complicamos.
Dou como exemplo a formação de uma classe profissional da qual fiz parte durante trinta anos:
Todos nós pagamos a formação dos militares e em particular, dos elementos forças de segurança (GNR, PSP, Policia judiciária e outras…). Este elementos após terminarem a sua formação, são colocados onde houver vagas, claro que lhes é dada a possibilidade de escolha, mas apenas, nos locais onde há vaga, independentemente de ser em Lisboa, Algarve ou Trás-os-Montes. A estes elementos, se após terminada a sua formação, não quiserem exercer em um dos locais, onde há vaga, pode-lhes ser exigida uma indeminização. Ou seja, o Estado pode exigir que estes devolvam, o que foi gasto com a sua formação. A minha pergunta é, por que não é exigida a indeminização, a estes (médicos) e outros profissionais ou a obrigação de trabalharem para todos os que contribuíram para que eles sejam “ALGUÉM”  e continuamos a pactuar e fazer possível que estes LÓBIS queiram possam e mandem.
Eu quero, posso, e mando!.
Tu queres, podes e mandas?

domingo, 23 de junho de 2019

OS PASTORES TRESMALHADOS

Sempre houve rebanhos com ovelhas negras, brancas, bicolores, ranhosas, tresmalhadas e vão continuar a haver.
Um bom cão guia de rebanhos, com sabedoria e habilidade, com facilidade mete as tresmalhadas, dentro do rebanho.
Acontece que, ultimamente, tem vindo ao nosso conhecimento, através dos órgãos de comunicação social, que já não são só, as ovelhas, quaisquer que sejam as suas cores, que se tresmalham, são os próprios pastores a tresmalharem-se.
Quando isto acontece, fica difícil a qualquer cão guia, por mais experiência que tenha, meter ordem no rebanho, porque como é suposto, falta-lhe a ordem do pastor.
Pastores tresmalhados, também sempre houve, e vão continuar a haver.
Estes tempos, têm a particularidade de, com maior amplitude, sinalizarem e difundir estes pastores. Antes, o conhecimento dos pastores que se tresmalhavam, ficava quase sempre e só, no seio do rebanho. As ovelhas, como seres obedientes, acabavam por ignorar esta tresmalhação e recebê-los de novo como guias, não se sabe muito bem para onde as guiavam mas enfim lá iam indo.  
Acontece também nestes tempos, que as ovelhas pouco evoluíram, continuando a considerar que, os pastores tresmalhados, têm esse direito, o de se tresmalharem e mais do que isso, continuarem a ser pastores guias dos rebanhos. Invocam que, estes pastores ovelhas, são seres como Os demais, nestes casos, mais parecidos com os carneiros, já que são machos… e f…. tudo o que são ovelhas e até aumentam o rebanho...
Eu, que sou ovelha que já se tresmalhou há muito tempo, não entendendo este “tresmalhaço”, recuso-me a aceitar que, um pastor tem esse direito, não, não tem. Admito que, se possa tresmalhar, mas, não aceito e recuso que tenha esse direito.  
A continuarem a tresmalharem-se com esta frequência, sem que nada se altere, vaticino que o rebanho, ao contrario do pretendido com a sua tresmalhação que, é o de aumentar o rebanho, tenha como consequência a sua diminuição. 
Seria bom para todo o rebanho que, os pastores destes pastores, reflectissem a aceitassem a orientação do pastor supremo, para que, cada um destes pastores que agora se tresmalham, por...digamos serem mais fracos, pudessem fazer a opção, de escolher livremente a ovelha negra que, se assemelha mais com a sua cor...deste modo acabariam os tresmalhos e todos, ovelhas e pastores viveriam mais felizes.

quarta-feira, 12 de junho de 2019

O QUE NOS DISTINGUE

Estes São heróis e patriotas
Estes sofrem de "Clubite"
Agora, no crepúsculo da comemoração do dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, não posso deixar de voltar à “vaca fria” e, voltar a falar, no que constitui, a minha convicção, do uso indevido, abandalhado e criminoso, da bandeira nacional.
Faço-o não para me justificar, mas, para fazer um apelo patriótico, de compreensão e respeito, por aquilo que, nos representa enquanto nação.
Faço-o, em resposta aos comentários, totalmente descontextualizados, aos que não têm noção do que estão a argumentar, aos que acham que é “giro”,  que é “moda”, que fica bem, seguir o rebanho, e sem fundamento nenhum, abandalham os princípios, os valores, a educação e os símbolos nacionais, achando-se que, com este abandalhamento, estão a ser patriotas.  
Faço-o porque, continuam a azucrinar-me, e, a encher-me os ouvidos com razões que não são razão nenhuma.
Ainda não me convenceram que estou errado, mais do que me convencerem, demonstre-me que estou errado, com argumentação válida, e terei a humildade suficiente, e necessária, para admitir esse mesmo erro.
 Não vou repetir o que antes já disse, (escrevi) vou antes, contar uma história (estória), que neste caso, não é nem uma nem outra coisa, é apenas uma lenda, mas, como todos sabemos, as lendas têm sempre alguma história por trás.
Então reza assim a LENDA
Claro que estamos a falar de outros tempos, até porque infelizmente, nos nossos tempos, já não existem lendas, que bom seria que, continuassem a existir, sempre deixavam sonhar quem nos segue, vindouros claro.
Mas vamos à lenda
As armas da cidade raiana de Elvas, de onde sou natural, com muito orgulho, representam um homem a cavalo, empunhando uma lança na mão direita, de onde prende uma bandeira com as quinas de Portugal e, em roda do escudo, a legenda em latim: “CUSTODI DOMINE, UT PUPILLAM OCULI” – mais ou menos isto - GUARDAI-NOS SENHOR COMO A MENINA DOS OLHOS.
A tradição diz-nos que a origem daquelas armas terá sido o feito heróico praticado pelo audaz cavaleiro Gil Fernandes d’Elvas, ou  João Paes Gago, que houvera prometido ir ao campo de Badajoz e de lá trazer o estandarte português roubado pelo inimigo e que seria imprescindível recuperar.
Outra versão, reza que era dia santo, tanto no lado luso como no castelhano e realizavam-se as habituais procissões.
Num grupo de portugueses, animados pelas festividades, falava-se em guerra, e palavra puxa palavra, logo um deles, resolveu ousadamente mostrar a sua bravura, invadindo território castelhano com intenção de se apoderar do estandarte inimigo, SÍMBOLO MAIOR da Coroa que representava.
Tentaram dissuadi-lo, mas qual? Estava determinado !!!!!
E o dito cavaleiro, montou o seu corcel, e acompanhado pelos seus escudeiros e homens de armas, lançou-se para Badajoz, quando se realizava a procissão. Aí irrompeu por entre os crentes, arrebatou o pendão castelhano e regressou rapidamente a Elvas, com o estandarte inimigo a reboque.
Como podemos verificar, ambas falam de um estandarte – Símbolo Maior, se foi o estandarte português ou castelhano, pouco importa, o que importa é o Símbolo.
Continuando na lenda
Ao chegar ao castelo, deparou-se com as portas das muralhas cerradas. Uma, duas, três vezes o circundou, sem encontrar uma entrada. É que, os de dentro, viam ao longe os castelhanos furiosos e tinham mandado cerrar os acessos…
Desesperado, o cavaleiro ergueu-se sobre a sua montada e lançou o estandarte português? castelhano? Para dentro das muralhas, caindo, depois de grande perseguição, nas mãos dos de Badajoz.
Morreu honrosamente em combate e, as suas últimas palavra foram:
- Morra o homem e deixe fama.
Também, aquele que celebramos neste dia, Camões, nos Lusíadas, referiria, mais tarde com o mesmo sentido “aqueles que por obras valerosas / se vão da lei da Morte libertando”.
Seria este cavaleiro Gil Fernandes d’Elvas, o Bom, que foi Alcaide-Mor do Castelo e cujos feitos heróicos, nesta e noutras batalhas, não se esquecem? Chamaram-lhe “homem fronteira” os historiadores castelhanos e o próprio Poeta, contador dos feitos Lusitanos, o nomeia como um bravo na sua obra maior, os Lusíadas, no Canto XVIII, estrofe 34.
“Olha este desleal e como paga
O perjúrio que fez e vil engano;
Gil Fernandes é de Elvas quem o estraga
E faz vir a passar o último dano:
De Xerez rouba o campo e quási alaga
Co sangue de seus donos Castelhanos (…).
Seja como for a lenda, ou a história, o que sabemos é que o estandarte ou bandeira foi e é um SÍMBOLO MAIOR, pelo qual muitos deram e continuam a dar a vida. E na minha modesta opinião, não é nas janelas nem nas "clubites"que se respeita e se dá a vida pelo símbolo nacional.
Nesta Comemoração saiu um novo “herói” João Miguel Tavares, neste caso, não um Elvenses, mas um Portalegrense, já não era sem tempo… quantos heróis tem Portalegre? Bom, prossigo, que atirou com a “Bandeira das palavras”, não para dentro do castelo, mas do castelo para fora. E foi tão grande o seu acto heróico, que, a todos surpreendeu, ou talvez não, no dizer de alguns…
A mim não me surpreendeu, pela simples razão que não sabia quem era, e continuo a não saber, apenas sei, agora, que é jornalista, comentador, é casado, tem quatro filhos, filho de funcionários públicos, e, que chegou “aqui”, nas suas palavras, por mérito próprio… e faz parte de um “governo sombra”.
Sim, gostei do discurso, sem esperar nada, disse aquilo que muitos de nós dizemos, e queríamos ouvir, duma forma simples, terra à terra, de maneira que todos percebêssemos, e daí a força, e o heroísmo de nos ter atingido, pela surpresa, com a sua bandeira de palavras.
E agora que hasteou esta “bandeira” que vai fazer com ela? Esta é a questão?
Vai guardá-la como se nada tivesse dito, ou vai aproveitar a cavalgada, e fazer algo de diferente, ou seja do que defendeu, ou tornar-se um dos que criticou?
E os outros, os que fomos atingidos com a “bandeira” que vamos fazer? Esquecer?
Onde está o nosso patriotismo? Nos Campo de futebol com a bandeira nacional na mão ou atrás da vidraça da janela à espera de novos heróis?
Ou lutar e defender com a própria vida aquilo em que acreditamos, ouvimos e aceitamos como legitimo defender? 
O que nos distingue não é o sermos de direita, de esquerda ou do centro:
O que nos distingue não são as bandeiras que seguramos.
O que nos distingue é sermos nós.
O que nos distingue é a verticalidade e firmeza com que seguramos as nossas bandeiras.